Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

:: ESC 9 GRUPO VERMELHO - REC. SINTESE INICIAL


ESC9 RECUPERAÇÂO
COMPONENTES: Emilia Peters, Dione Pires e Sandra D. Werlang.
OBS. As demais componentes não compareceram para a realização da tarefa em grupo presencial.

Nós do grupo vermelho nos reunimos pessoalmente para a realização da ESC9 recuperação e elaboramos a seguinte síntese sobre a introdução e a parte final que se refere ao texto ?Educação e Classe Trabalhadora?.

Marx e Engels nunca escreveram algo exclusivamente sobre educação e ensino. Não é possível levantar um sistema pedagógico completo e elaborado, porém isto não quer dizer que as suas referências sejam simples opiniões conjunturais.
As afirmações deles nunca perdem de vista a generalidade tanto de seu pensamento quanto da circunstância histórica .
As afirmações não podem nos servir para a atual polêmica em torno dos problemas de ensino, apenas para debate.
Nos primeiros anos do capitalismo há uma falta de atenção as necessidades sociais no campo da educação e ensino.
Todos os socialistas utópicos confiaram na instrução e ensino como instrumentos de transformação, inclusive Marx e Engels não foram alheios a esta questão.
Engels afirma que para manusear, consertar uma máquina não exige do trabalhador esforço do pensamento.
Marx e Engels defendem a emancipação social e humana.
O capitalismo exigiu uma crescente capacidade intelectual de todos os indivíduos, estendendo o sistema escolar.
Os índices de analfabetismo diminuem bastante na medida em que as sociedades agrárias se transformam em sociedades industriais.
As propostas de Marx e Engels se baseiam em criticar a atual instituição escolar e muda-la.
Marx e Engels escreveram numa época em que o desenvolvimento das forças produtivas era reduzido. Os primeiros tempos da industrialização caracterizam-se pela perda da capacidade artesanal existente e o aumento do trabalho infantil e feminino. Eles não ignoraram que esta situação deveria ser transitória e que o desenvolvimento cultural era necessário para o desenvolvimento posterior das forças produtivas.
Suas reinvidicações são muito concretas como ensino obrigatório e gratuito para todas as crianças, a limitação do trabalho das crianças, adolescentes e mulheres. Queriam introduzir um novo tipo de ensino, unindo o trabalho manual ao intelectual.
Resumidamente a perspectiva com que Marx e Engels abordam o tema de ensino e educação se relacionam com a classe operária. Fogem de colocações abstratas e afirmam que a situação que interessa é que os trabalhadores tenham uma hegemonia, onde não exista mais a divisão de trabalho e a felicidade substitua a necessidade.
Eles também se ocupam da questão da alienação produzida pela exploração.
Trabalho produtivo é aquele que gera mais valia. O capital se apropria daquela força de trabalho que pode gerar mais valia, procurando que toda força de trabalho esteja em condições de gerá-la. O ?estar em condições é obtido através da qualificação com um ensino adequado?.
O sistema de ensino reproduz o sistema dominante, tanto a nível ideológico quanto técnico e produtivo.
A educação não se produz somente nas disciplinas não úteis, mas especialmente na organização de todo sistema.
Finalizando, as opiniões de Marx e Engels não constituem um sistema, mas é um marco e abre caminhos por onde o sistema pode começar a construir-se, considerando a atividade escolar como um fenômeno auto-suficiente e independente.
O homem não é uma máquina, portanto se desgasta com o tempo, devendo ser substituído com o passar dos anos. Portanto, sua prole deverá ser grande.
Sendo assim, podemos dizer que o objetivo principal de sua produção operário é sustentar a sua prole, com os recursos do seu trabalho e aperfeiçoamento da educação familiar.
A força de trabalho é o custo necessário para sustentar o operário e educá-lo para sua profissão.
Assim, podemos afirmar que quanto menos formação o trabalhador possuir, menor será o seu salário. Portanto, o preço do seu trabalho será determinado pelo grau de educação.
A burguesia interessa passar uma educação prática substituindo o conhecimento escolar e neutralizando o efeito das idéias religiosas. Interessando apenas que o trabalhador saiba o básico, isto é, ler e escrever respondendo aos interesses da burguesia, ou seja, ser manipulado conforme a necessidade do proletariado.
Sendo assim, a classe trabalhadora excluída e desprezada do plano moral, e intelectual, pela classe no poder.
Sem falar na substituição do trabalho complexo pelo simples, o qual não necessita de nenhuma formação. A libertação concreta dos homens só poderá ocorrer, pensava Marx, por meio da redução do tempo individual do trabalho socialmente necessário. Logo, a coordenação do trabalho remunerado e regulamentado das crianças e jovens com a educação escolar, constitui uma contingência histórica. Não tem a eternidade de um ?princípio? e sim a perenidade de uma dada forma de sociedade: a capitalista. Neste sentido, a luta pela regulamentação do trabalho das crianças e jovens combinadas com a educação escolar integra uma luta mais ampla pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.
No capitalismo o que interessa para a burguesia é que o trabalhador seja produtivo dando maior retorno no trabalho, com pouca ou nenhuma educação pagando o que bem lhe aprouver. A teoria de revolução social descrita por Marx considera que as conquistas materiais são um momento do processo de tomada de consciência dos interesses de classe por parte da própria classe e, nessa luta, o proletariado vai se constituindo, forma-se como classe efetivamente revolucionária. Por exemplo, ao lutar pela regulamentação do trabalho infantil e juvenil associada à educação escolar e intelectual, física e tecnológica a classe proletária estaria dando um passo no sentido de colocar-se como dirigente da sociedade atual e futura. Esta pedagogia é a pedagogia da luta de classes que educa a classe trabalhadora.
Na verdade o embasamento teórico do Karl Marx é muito complexo, pois se baseia numa filosofia contextualizada no século XIX.
Fazendo-se uma reflexão sobre a filosofia marxista e o contexto atual podemos dizer que a educação existe para a classe dominante, isto é, sujeitos que dominam, e para a classe trabalhadora, isto é, sujeitos dominados.
Considerando que a realidade do modelo econômico brasileiro, com sua carga de desigualdades decorrentes das diferenças de classe e de especificidades resultantes de um modelo de desenvolvimento desequilibrado, que reproduz internamente as mesmas desigualdades e os mesmos desequilíbrios que ocorrem entre os países, no âmbito da internacionalização do capital.


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