Polo de São Leopoldo - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
:: Minha trajetoria no PEAD sandra alves
Minhas experiências no PEAD Sandra Viganigo Alves
Minha trajetória no PEAD iniciou-se já no vestibular, ou até antes, pois meus familiares viram o edital de inscrições para um curso superior de pedagogia a distância, oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com parceria da Prefeitura Municipal de São Leopoldo e outras cidades interessada, falaram-me e eu naquele momento não dei muita atenção pois já tinha cursado alguns semestres de Pedagogia em outra Universidade e como está era paga fazia puçás cadeiras por semestre. Mas minha querida mãe insistiu tanto dizendo-me que UFRGS era UFRGS e que eu com um diploma desta tão conceituada Universidade na mão seria-me de grande valor. Então graças a ela decidi inscrever-me neste vestibular e não a decepcionei pois obtive o décimo nono lugar e logo que vi minha aprovação já estava ansiosa para que as aulas começassem. Foi ai então que varias mudanças se iniciaram em minha vida a começar em minha rotina pessoal tive que readaptar todo o meu tempo disponível para a realização das tarefas propostas pelo PEAD. Precisei de todo incentivo e ajuda de minha tão estimada família que não poupou esforços e se esmerou em me ajudar, dividindo tarefas e tentando não me sobrecarregar com outras atividades distintas. Também tivemos que optar pela internet banda larga, pois sem ela em casa acredito que o curso seria quase que inviável, apesar de termos o pólo a nossa disposição. Além disso também teve a sensação do abandono emocional que meu marido e meu filho, homens é claro sentiram, pois meu tempo em casa além de ser restrito, pois trabalho 40h em uma escola acabou ficando quase todo comprometido com asa atividades do PEAD, e senti que apesar que eles quererem que eu estudasse e até sentiam-se orgulhosos, estavam se sentindo muito sozinhos, já minhas filhas só me fortaleceram emocionalmente sempre me dando o maior apoio, no inicio do curso eu chegava as 18h da escola, sentava-me a frente do computador e lá ficava por cerca de umas 3h a 4 horas pois nunca achava onde postar minhas atividades, tive grandes dificuldades de domínio do computador, não sabia nem fazer o meu endereço eletrônico não sabia abrir email e tão pouco tinha um, também não sabia enviar arquivos ou fazer um link tudo isso para mim era um bicho de sete cabeças e me deixava apavorada e quase enlouqueci. Quando comecei a me inteirar no PBWIKI que foi o primeiro programa que conheci dentro do PEAD pois anteriormente só sabia lidar e escrever no Word,e somente quando alguém ainda abria a pagina para mim e deixava prontinho so para mim digitar e olhe la ,ainda assim achava difícil,ai apareceu o BLOGGER,e logo depois o ROODA,com WEBFOLIO,FORUM ,AULAS ,VER PAGINAS,PROCURAR ARQUIVOS,ENVIAR ARQUIVOS, ENVIAR LINKS,e outras coisas assustadoras assim,mas que com o tempo e a insistência,fui aos poucos conseguindo superar,não que ainda não encontre dificuldades,mas já consigo terminar as atividades ,salva-las ,posta-las e envia-las para o seu destino,também já sei meu e mail de cor,leio meus emails,envio peco socorro,e outras coisas mais.E isto esta se tornando uma coisa um pouco mais normal,ate que apareceu as imagens ,bom isto para mim foi extremamente desgastante ,nunca havia lidado com fotos ou imagens,colar e copiar ou copiar e colar ,pois nunca sabia qual vinha antes ou depois,realmente foi um sufoco e ate agora continua sendo para mim um grande desafio,teve ate um dia que eu fui no pólo de informática e as maravilhosas tutoras ensinaram-me e reensinaram-me tantas vezes que ate acho que aprendi ,ai registrei no meu blogger o dia que la no pólo consegui lidar com fotos ou imagens sozinha ,mas la , em casa não foi tão fácil assim, quase chorei , tentei, tentei novamente inúmeras vezes, deixei as fotos do mural da escola ,uma atividade proposta pela disciplina Tecnologias da Informação e das Comunicações, tão pequenas que ninguém nem eu conseguia vê-las, neste dia chorei de verdade. O pior era que as dificuldades iam aumentando veio os Islides, nunca nem havia imaginado conseguir faze-los, levei dias, até semanas, atrasei-me com as atividades, mas acabei por fazer sozinha, bem simples, mas fui eu quem fiz, e me orgulho disso. Depois veio o jornal da escola que foi outro grande problema para mim, até conseguir enviar este arquivo com as fotos junto foi uma tortura, ou as fotos e imagens iam minimizadas ou não iam, varias vezes tentei aumentar o tamanho das fotos e até vi que as fotos estavam lá, então quando a professora ou tutora abriu o arquivo mandou-me esta mensagem: Sandra teu arquivo está vazio! Bom neste dia chorei, me estressei, mas continuei, mandei por email e ai novamente o problema das fotos elas não foram junto. Podem imaginar como fiquei. Agora vem a página da web fiquei atrasada com está atividade e meu computador estava com problema pois cada vez que entrava para editar uma página entrava a mensagem erro linha tal, deseja depura-lo, objeto não suportado e ai não conseguia selecionar as palavras para fazer o hiperlink, tive que recorrer ao pólo de informática, também não conseguia tornar-me personagem e participar da WIKISTORIA pois dava as mesmas mensagens e a página a ser editada não entrava também tive que recorrer ao pólo, lá acabei passando mais de duas tardes ate conseguir participar de algumas salas de pate-papo, como alfabetização educação especial entre outras. Acredito que estas dificuldades não foram só minha, como também de outras colegas pois ficou bastante difícil terminar as atividades dentro do prazo estimado pois é final de ano letivo nas escolas, época bastante agitada com passeios, festas, fechamento de notas finais, muitas cobranças de aprovações e reprovações, amigos secretos, compra de presentes, provas finais de nossos próprios filhos, organizacões de festas de natal em casa e na escola, formaturas, etc. Acho que isso é bastante para uma cabeça só, mas vai valer a pena. Quanto a escola que é o meu serviço, vi o quanto ela é solidária com aqueles que buscam o aperfeiçoamento sempre via a escola dar uma mãozinha para aquelas que estavam cursando a faculdade, pois agora é minha vez, quer dizer nossa vez, pois tenho duas colegas que estão comigo nesta caminhada e apesar de as duas já terem desistido e retornado a realizar as atividades propostas pelo PEAD, nisto eu nunca pensei, até fiquei chateada com a perda da companhia de duas tão belas amigas, porque é nas horas de aperto que se conhece o melhor das pessoas, pois com essas colegas eu não tinha tanto convivência apesar de gostar demais delas, mas ao começar a convivência e o relacionamento mais diretamente com elas e ao trocarmos duvidas e apreensões, encontrei pessoas maravilhosas e agradeço do fundo do meu coração por serem estas minhas colegas do PEAD e por ter tido a chance de tornar-me mais intima delas e de suas maravilhosas famílias. Que Deus as abençoe. Tenho as vezes ou seguidas vezes me analisado como professora fico me perguntando inúmeras vezes se estou fazendo as coisas certas, agora no final do ano letivo na hora das reprovações ou retenções escolares, que tanto tememos e lemos no texto Certezas nem tão certas e que mexeu bastante comigo e fez-me repensar sobre os motivos que iria reprovar alguns alunos, pois tive que realmente reprovar três alunos, digo tive mas foi o aluno e sua família que não lutaram por esta aprovação, estes alunos tiveram mais faltas do que presenças durante todo o ano letivo, não compareciam as aulas de recuperação oferecidas no turno contrario e quando compareciam nas aulas não aproveitavam o tempo, não participando nem realizando nenhuma das atividades propostas em aula, assim não atingiram a maioria dos objetivos propostos para o ano letivo. E ai me pergunto: Foi eu que os reprovei, ou foram eles e suas famílias que não aproveitaram as chances oferecidas, pois não faltaram recados, bilhetes informando a situação mas sempre sem retorno, mas como diz o livro e outros textos analisados a culpa do fracasso escolar recai sempre sobre o professor. Na minha vivencia sobre o aprendizado em geral, tenho revisto muitas de minhas atitudes, como aquela de generalizar todos os alunos igualmente, tenho tentado ver a todos, cada um como um único ser e com suas particularidades, optei por chamar os familiares daqueles alunos com maiores dificuldades, não que nunca tivesse feito isto, mas desta vez foi convocando estes pais, e ao conversar sobre o aluno descobri que todos estes estavam passando por algum momento difícil ou por grandes dificuldades familiares, separação recente dos pais, alcoolismo na família, prisão de um membro da família, abandono de mãe e morte de pai deixando cinco filhos abandonados e tendo estes que obrigatoriamente ficarem sobre a guarda da avó que não os quer, e assim por diante. E ai como culpar estes pequenos seres, se não foram eles que escolheram passar por estes desafios. Muito fácil seria tratar com uma turma onde todos os pais e alunos se comprometessem no auxilio ao aluno e ao professor e que nenhuma criança precisassem passar por algum tipo de sofrimento em hipótese alguma e que este não influenciassem negativamente na vida escolar de cada aluno, também tenho me analisado sobre o professor autoritário ou o autoritarismo, de nunca como diz Paulo Freire oprimir o aluno pois a educação deve respeitar todo educando, incluindo os mais desfavorecidos, libertando o seu pensamento de tradições desumanizantes e opressoras. Penso hoje que aprender e crescer e que cada aluno deve poder crescer do seu jeito,com suas próprias pernas ,com suas perdas e ganhos,e que nos professoras ou educadores devemos encaminha-los nesta direção ,na direção do conhecimento ,oferecendo-lhes todas as oportunidades que lhes convem e sendo de uma ou outra forma cada um vai chegar onde precisa,alguns logo chegarão ao auge do conhecimento ,outros trilharão caminhos mais montanhosos,mas chegarão la ,e so dar-lhes as ferramentas e esperar o tempo de cada um. Cada um tem o seu tempo e o seu caminho a percorrer,digo isto ,porque no próximo ano letivo vou alfabetizar um aluno portador da Síndrome de Down, esta sendo para mim uma expectativa muito boa ,estou me preparando para este acontecimento desde já,trouxe um material incrível para ler nas férias e estou me interando muito bem no assunto,e desde o ano passado 2006,temos brincado de primeira serie com esta turma uma vez por mês ,para melhor adaptação deste aluno na primeira serie de verdade.Sera nossa primeira experiência na escola,e acredito que ntodos cresceremos com isto. Mas estou muyito confiante em mim e no curso do PEAD que ao longo destes anos que ainda estão por vir me informarão e formarão de mim um professor e pedagogo critico e sensato com o intuito de educar como intervenção e ajudando a ter mudanças reais na educação para podermos transformar a nossa sociedade. Para refletirmos: Eu tenho um sonho... Que as pessoas sejam melhores,como profissionais e como pessoas, Que aquelas que duvidam de suas capacidades,se arrependam diante de suas conquistas, Que a ciência não seja usada como instrumento de dominação,como ainda e por aqueles que teimam em não reconhecer que o ser humano e corpo,mente e espírito, Que as pessoas saibam que há inteligência e a faculdade que pode ser desenvolvida e não algo que vem pronto com o nascimento e não pode ser alterado, Que as pessoas despertem algo que talvez nem saibam que possuem e muita gente faz questão que elas n ao saibam: um genio interior, Que todos saibam que tem o direito de ser inteligente.