Domingo, Janeiro 21, 2007

:: Despedida


Eu li, a mensagem da professora Susana.
Estou sentindo grande tristeza.Os barcos vem e vão.Alguns barcos navegam em águas profundas, e deixam na gente, mudanças radicais.Eles vem e nos tocam, profundamente.
Você Suzana, fez com que mudassem expectativas, na minha vida.Você com certeza, no seu jeito de trabalhar, de ser educadora, fez com que eu pensasse melhor a educação, o que faço, como faço.
Vou sentir saudade, desta disciplina e principalmente de você. Já estou sentindo.
Tania Bernardon



Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

:: Nós e a Ilha


farol
Farol, capturada por suzzinha em 16/01/2007, em Capão da Canoa.


Não sei onde li que as pessoas de nossa vida são como navios que passam e somem no horizonte. Quando eu penso nisso, imagino sempre grandes veleiros com as velas tocadas pelo vento, acenando. Estas velas brancas parecem dizer adeus, mesmo quando estas pessoas-veleiros se aproximam de nós. É como se de antemão já soubessem que um dia vão partir. E todos partem. Mas ao mesmo tempo todos ficam, pelas coisas que deixam e pelas coisas que levam.

Não sei como alguém pode entender uma aventura por uma ilha desconhecida, porém eu entendo assim: como veleiros que chegam e se vão. E estes veleiros trazem nossos sonhos, nossa curiosidade, nosso desejo de conhecer e ser conhecido, compreender e ser compreendido. Se estas partes de nós descem e habitam a ilha, nem que seja por pouco tempo, elas não voltam à bordo iguais. Voltam tocadas pelo poder da ilha. Dos sonhos, desejos que a ilha junta e envolve.

Ninguém sai imune do contato com o outro. Ninguém vive sem trazer em si tantos outros.

Querid@s!
Boas férias e que venham as novas aventuras!

abraço,

............................Suzana



Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

:: ECS 11 - Grupo H


Reflexões sobre educação no Brasil

O desenvolvimento do sistema educativo brasileiro vem desde o começo do século passado, sendo marcado por períodos de conflitos entre diferentes grupos sociais: 1934 - 1962: discussões entre católicos e leigos sobre as orientações da política educativa; movimentos progressistas e leigos defendem a escola pública; igreja católica defende as escolas particulares, com concepção religiosa e humanista; introdução do pensamento pedagógico liberal; promulgação da LDB, porém não houve avanços, as comunidades desfavorecidas e a população continuaram fora da escola. 1962 ? 1964: período breve, marcado por lutas sociais, movimentos de educação popular, movimento da educação básica (MEB) e alfabetização de adultos por Paulo Freire. 1964: advento do regime militar, suspensão das campanhas de alfabetização popular, política educativa tecnicista centrada nos conceitos de racionalidade, eficiência e produtividade. Anos 80: retorno da democracia, democratização do ensino, permanência das crianças desfavorecidas na escola. Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). No Brasil, a escola ainda é considerada um produto social desigualmente distribuído, com uma divisão de padrões que levam em consideração as características de sua clientela, sexo, classe social, etnia, cultura, entre outros, visando à formação de cidadãos iguais.
Apesar desta longa história de debates e questionamentos sobre educação, pouco ou quase nada ficou definido. A educação brasileira permanece com um sistema fragmentado. Um exemplo disso são as diferenças e disparidades existentes entre regiões do nosso país, mais especificamente entre nordeste e sul. Com tantas reformas e mudanças, percebemos ainda a grande divisão existente na educação, na qual temos a escola particular para uma minoria favorecida e a escola pública para a maioria desfavorecida. O que se percebe é que a educação pública está à beira de um colapso, apesar de toda legislação vigente e de discursos políticos onipresentes, a rede pública padece de inúmeras dificuldades.
A qualidade da rede pública depende da política pública desenvolvida no plano municipal, estadual e federal. Comparando-se as escolas particulares a rede pública difere-se, em nossa opinião, apenas nas condições e acesso as inovações e recursos disponíveis, não podendo os mesmos serem considerados pré-requisitos para uma educação de qualidade. A qualidade do ensino depende da forma como os profissionais conduzem seu trabalho e quais objetivos pretendem alcançar. Muitos programas, leis e movimentos já existem e ainda poderão ser criados, no entanto nenhum terá êxito enquanto não for do interesse das classes dominantes que preferem não formar cidadãos pensantes, atuantes e críticos, em busca de mudanças, pois isto seria inconveniente e poderia atrapalhar seus propósitos. Diante de todas estas inquietações, cabe a nós educadores promovermos situações em que nossos alunos, tenham oportunidade de praticar suas habilidades para então, exercer sua cidadania, de forma consciente e crítica com o intuito de transformar nossa sociedade.
Embora não seja uma ação tão revolucionária, não resta dúvida de que a escola desempenha papel importante no processo de conscientização das novas gerações a respeito dos problemas a serem enfrentados. Em última análise, é a sociedade que educa através de todos os agentes sociais: pessoas, famílias, grupos informais, escolas, igrejas, clubes, empresas, associações, entre outros.
Acreditamos que a idéia de educação deve estar intimamente ligada às de liberdade, democracia e cidadania.
Componentes do Grupo H:
Aline V. Leal
Denise de Andrade
Dione Pires
Emília da Costa
Fabiana V. Leal
Maria Helena Machado
Sandra Werlang
Tânia Dutra


:: ESC 9 GRUPO VERMELHO - REC.SINTESE FINAL


ESC 9 RECUPERÃO SÍNTESE FINAL
COMPONENTES: Dione Pires, Emília Peters e Sandra D. Werlang
Após releitura da síntese inicial que realizamos, reflexões, participações no fórum e diálogos sobre nossas realidades escolares, formulamos algumas questões que estão aqui sintetizadas no texto abaixo:
A partir do século XIX, com o inicio da imigração no Brasil, começou a implantação de escolas étnicas, estas foram concebidas como um dos instrumentos para a doutrinação do povo, a maior preocupação do governo era com a tradição cultural que os imigrantes trouxeram de seus países de origem.
Desde aquela época o povo luta por um sistema justo de educação, principalmente depois da Ditadura Militar. Sabemos que educar é um ato que visa à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política. A educação escolar, além de ensinar o conhecimento científico, deve assumir a incumbência de preparar as pessoas para o exercício da cidadania. A cidadania é entendida como o acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade, e ainda significa o exercício pleno dos direitos e deveres previstos pela Constituição. Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se prepara para a vida. Passa a ter o poder de se transformar e de modificar o mundo onde vive.
A formação política, do contexto escolar, deve propor caminhos para mudar as situações de opressão. Embora outros segmentos participem dessa formação, como a família ou os meios de comunicação, não haverá democracia se existir essa responsabilidade, sobretudo, pelo ambiente escolar.
O problema da grave concentração de renda no Brasil, a corrupção dos órgãos do governo e o descaso histórico do governo brasileiro com os direitos de seus cidadãos são problemas que somente se encerrarão com o aprimoramento da democracia, que se dará por meio do controle do poder do povo.
Estes são apenas alguns dos indicativos da importância histórica da educação para a cidadania, por meio da ampliação da participação política, não só em nível de poder político , mas sim, da participação em nível local, das organizações populares, e contribuindo para o processo de democratização e ampliação da conquista de direitos de cidadania.
A idéia de educação deve estar ligada a de liberdade. A educação não pode preparar para a democracia a não ser que também seja democrática. Seria contraditório ensinar a democracia num meio autoritário.
E o que acredito que falta nas escolas, principalmente na minha, é a reflexão sobre a prática de ensino que realizamos com nossos alunos, será que nosso ensino que busca ensinar democracia, não está sendo passado de forma autoritária? Nós como sujeitos de transformação devemos lutar para modificar a educação, transformando este ensino em libertação.
A avaliação também é um exemplo que pode ser trazido para esta discussão.
Cada escola tem seu tipo de avaliação. Ás vezes cada professor tem seus próprios critérios de avaliação. Atualmente além da idéia de avaliar alunos, avaliação é também uma forma de o professor avaliar criticamente sua própria atuação. Para verificar se seus objetivos foram ou estão sendo atingidos, o professor dispões de vários instrumentos e formas, que devem ser empregados continuamente e não em apenas em um determinado momento do processo ensino/aprendizagem.
A avaliação do desenvolvimento do aluno mas diferentes fases da aprendizagem envolve os conhecimentos construídos e as habilidades desenvolvidas necessárias à formação de hábitos e atitudes adequadas aos objetivos propostos. No processo de avaliação, o professor deve detectar com presteza, os pontos que necessitam ser trabalhados e, para isso, deve acompanhar de perto o desenvolvimento do aluno. Para alcançar o duplo objetivo (avaliar os progressos dos alunos e, ao mesmo tempo, a eficácia de seus procedimentos) o que permite, sempre que necessário, uma correção de rumos ou atitudes, exige-se um processo de avaliação continuada, que se concretiza não apenas em momentos de testes ou provas, mas com observações permanentes no trabalho diário junto ao aluno. Tipos de atividades que podem servir como avaliação.
* Auto-avaliação
O próprio aluno avalia os trabalhos que fez, verificando se poderia melhorar o resultado obtido em seu trabalho:
- dedicar-se mais;
- ser mais organizado;
- pesquisar e/ou estudar mais;
- não conversar durante as explicações do professor;
- ser pontual na entrega de tarefas;
- manter seu material organizado e em dia;
- participar das atividades realizadas;
- ser assíduo à escola.
A grande vantagem desse tipo de avaliação é permitir que o aluno observe a si próprio criticamente.
*Avaliação recíproca.
É um processo de avaliação no qual atua professor e alunos. Realiza-se uma discussão com a classe sobre os resultados esperados e os alcançados. Depois os alunos avaliam-se mutuamente, uns corrigindo os trabalhos dos outros ou avaliando atitudes. A avaliação recíproca é aplicada principalmente, após atividades cooperativas, como entrevistas, excursões e trabalhos de grupo.
*Avaliação do professor.
Pela observação diária, o professor avalia a participação e o interesse da cada aluno, bem como as idéias apresentadas, a cooperação e a capacidade de resolver exercícios, de relacionar conteúdos, de realizar pesquisas, tarefas de casa etc. Esse processo é muito importante, pois possibilita que o professor perceba se os alunos estão evoluindo na aprendizagem, identificando os alunos que apresentam ou não um desenvolvimento satisfatório.
A Avaliação em relação ao aluno:
A Avaliação do desempenho dos alunos tem as seguintes finalidades:
- acompanhar o desenvolvimento de seus procedimentos, ser diagnóstica;
- possibilitar a reflexão sobre seus êxitos e suas dificuldades;
- ser inclusiva;
- ser ato amoroso.
Acreditamos que ainda temos muito a caminhar para atingir este tipo de avaliação em nossas escolas, mas iniciar em sua sala de aula é o caminho.
Além disso, há a questão da inclusão que deve ser tratada com muita cautela. O capitalismo e as relações que ele mantém com a educação, muitas vezes não se preocupa com a forma que a inclusão ocorre nas escolas e nós professores vivenciamos isso diariamente.
São crianças com diversos problemas e com necessidades especiais. Só que nós professores não estamos preparados para lidar com estas necessidades. Isso quando sabemos que são crianças especiais, mas muitas vezes esbarramos em questões como: falta de diagnóstico correto em alguns casos, crianças especiais que as famílias teimam em não aceitá-las como tais, pais de alunos que não querem que seus filhos estudem com crianças ?diferentes? e aí entra a questão da discriminação e até nós professores que nos opomos e queremos escolher os alunos a quem vamos lecionar.
A questão da inclusão tem diferentes faces e pode ser abordada em seus diversos aspectos. Outra questão é a que se refere a inclusão de pessoas excluídas da sociedade, as pessoas marginalizadas. Será que apesar da lei dizer que na educação o acesso é igualitário para todos, isso ocorre na prática?
Este questionamento nos remete também a outro texto de outra atividade (ESC 11) que fala das desigualdades existentes na educação. Podemos relacionar o ensino e a educação da classe trabalhadora tratado nesta tarefa com a desigualdade ainda existente de forma imperiosa nos dias de hoje.
Cabe a nós mudarmos esta triste realidade e participar deste curso e aplicar as aprendizagens aqui apreendidas já é o começo.


:: ECS2recuperação


Hoje consegui deixar esta atividade em dia. Visitei os sites solicitados pela profe Suzana. Achei bem interessante todos eles e deixei comentários em todos, inclusive naquele estrangeiro (a página era toda em espanhol e entendi que falavam sobre o número de alunos nas salas de aula). Me senti bem feliz pois este curso vem proporcionando oportunidades de comunicação com pessoas de todo o mundo. Acredito que estou conseguindo me superar na parte de domínio do computador, que era um desastre no início do semestre. Só achei esta atividade um tanto cansativa, pois os sites tem inúmeras informações e nosso tempo nos impede de explorarmos como deveria. Vou dar uma idéia para a profe Suzana (se é que posso fazer isso...) : como são uns quantos sites, os mesmos poderiam ser analisados um a cada semana. Aí sim, o trabalho teria um melhor aproveitamento. Se não gostares desta idéia, "deleta" tudo o que disse! Um abraço. Ana Dornelles. 11.01.07



Quarta-feira, Janeiro 10, 2007


ECS11

Hoje em dia fala-se muito de inclusão social. Quando lemos algo a respeito achamos tudo muito bonito e algo fácil de ser realizado, afinal de contas deixamos nossos pré-conceitos de lado e damos mão à solidariedade participando assim da inclusão social.
Passamos para o lado prático das coisas, aí tudo se torna difícil e complicado, nos deparamos com pessoas, como nós ou eu, que nunca convivemos com pessoas especiais, que precisam de atenção especial, e não sabemos o que fazer, nunca fomos preparados para isso, entendo que a inclusão deve acontecer, mais com melhor preparo para nós profissionais que lhe damos direto com esse ?problema?.
Já o ministério das comunicações pretende, no próximo ano, informatizar as escolas das classes C, D e E da sociedade, isso será muito bom, principalmente para crianças que não têm acesso ao computador em suas residências. Surge-nos outro problema que é a preparação dos profissionais para desempenhar tal tarefa, haja visto, que muitos professores não têm computador em casa e tão pouco sabem manusear a máquina.
O governo federal tem como meta promover a educação infantil a um novo estatuto para que todas as crianças tenham os meios para sua formação intelectual igualmente assegurado.
No texto de A. J. Akkari, diz que ?o desenvolvimento do sistema educativo brasileiro vem sendo marcado por relações conflitantes entre diferentes grupos sociais?, será que isso acontece por falta de orientação dos profissionais, já que somos multiplicadores do conhecimento? Faltando orientação para os profissionais, que não saberão como trabalhar, faltará orientação também para as crianças que farão menos ainda, com isso as classes sociais melhor estruturadas saem na frente no quesito conhecimento, a situação piora um pouco mais no norte e nordeste do país, cujos professores, algumas vezes têm apenas o ensino fundamental incompleto.
Não vou me ater no valor mensal que uma família gasta com seu filho em uma escola da rede particular ou pública, se a educação é para todos deveria, no mínimo, ser igual a todos.
Em Novo Hamburgo a proposta político pedagógica da secretaria da educação é trabalhar a interdisciplinaridade para assim, trabalhar o respeito às diferenças, as trocas entre os iguais e a aceitação da crítica construtiva.
A acessória ao professor consiste em proporcionar-lhe momentos de reflexão e estudo que lhe permite criticar a própria prática. Angélica Paulino


:: RECUPERAÇÃO ECS 11 NOVO GRUPO E


Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização


O sistema educativo brasileiro pode ser analisado apropriadamente pela dualidade ensino público/ensino particular. As disparidades entre estados também são flagrantes. Por exemplo, o Nordeste dispõe de uma rede pública particularmente degradada. O número de docentes leigos (sem formação pedagógica) é um dos indicadores que reflete essa precariedade. Hoje, em 2006, podemos-nos ?alegrar" que ?já? foi aprovado o projeto de lei que reserva uma porcentagem das vagas nas instituições federais de ensino superior aos estudantes de origem modesta, ou seja, oriundos das escolas secundárias públicas. O debate educativo entre defensores do ensino público e os que apóiam o ensino particular, deve continuar a existir sempre, pois assim, possivelmente poderemos esperar mudanças consideráveis. O ensino particular beneficia apenas uma pequena minoria da população. E será que é oferecida a essa minoria mais diversidades, realmente? A QUALIDADE NÃO É UM DADO ESTRUTURAL DO ENSINO PARTICULAR NO BRASIL. O fórum de defesa da escola pública apoiou fortemente o direito a uma educação de qualidade para todos. E isso deveria ser uma proposta de todos aqueles que estão direta ou indiretamente ligados à educação e que acreditam que todos têm capacidades para aprender com dignidade. A estrutura de desigualdade do sistema educativo brasileiro e a contribuição da escola para a reprodução das desigualdades sociais, são tópicos de constantes análises. O governo federal deve investir suficientemente na educação pública, encontrando os financiamentos necessários para estruturá-la conforme a rede particular. Com o aumento dos salários dos docentes da rede pública, haverá uma remobilização em prol da educação pública. Os Estados, as regiões e os indivíduos favorecidos devem participar de uma maneira ou de outra da educação dos mais pobres. Essa solidariedade é uma condição necessária para começar a se falar em cidadania. O sistema educativo brasileiro está sofrendo transformações intensas, devido ao monopólio exercido pelas escolas particulares sobre a qualidade. MAS SEMPRE HÁ TEMPO PARA SE MUDAR! Existem realidades que estão completamente ligadas à sociedade e a forma como esta está estruturada... E isto não é diferente em nossa região. A escola publica ao longo do tempo sofreu esta transformação, seguindo um tipo de pensamento social, econômico... Educação publica já é discutida há vários anos. O que mais chama atenção é o pensar sobre escola pública desvinculada ao restante dos aspectos que envolvem o homem em questão. Percebemos que este é o maior problema. Discutir formas, maneiras de ensinar, mas a quem ensinar? Quem é este individuo? A que sociedade pertence, economicamente como responde? Estas questões são tão importantes quanto as discussões sobre escola. Hoje as discussões sobre escola pública, acesso a ensino superior, democracia na escola, acabam também passando somente pela própria escola, a criação de programas públicos não envolvem uma discussão ampla da sociedade, que caem em leis até modernas, mas que são esquecidas ou não são respeitadas. As diferenças encontradas ainda entre a escola pública e a particular, estão em toda a parte, talvez aqui não a notamos porque os indivíduos que fazem parte desta comunidade, e logo freqüentadores das escolas, não se defrontam fortemente com as desigualdades, visto que a origem da sociedade se deu com as imigrações, que de certa forma traziam na bagagem um certo conhecimento, mas a população nordestina do Brasil formada especificamente por negros e índios ficou sobre o descaso e a dominação do coronealismo da época, que ainda perdura até hoje. As leis nos permitem algumas mudanças como às cotas, bolsas... Mas ainda é insuficiente diante do contexto social vivido por estes indivíduos... A educação é um dos elos para melhorar a sociedade e torná-la mais igualitária e justa, mas sem dúvida é necessário organizar melhor todos os outros: família, trabalho, lazer,... Respeitando todos que formam a nossa sociedade brasileira. Muitos criticam as cotas para afro descendentes, acham discriminatórios. Embora não seja a solução ideal para os anos de descaso e exclusão, no momento é uma possibilidade de acesso. É inegável esta diferença, não sejamos utópicos, são anos e anos de discriminação, falta de igualdade; e por isso, num determinado momento, pode dar o incentivo inicial para que, a auto-estima e os olhares se tornem mais igualitários. Até porque, afro descendentes, pobres, deficientes, etc. não contavam com as políticas públicas voltadas para uma inclusão social, já é um pequeno começo, um resgate histórico, juntamente com os subsídios aos alunos das escolas públicas de baixa renda. Diante das desigualdades sociais, educativas... Como podemos sendo docentes da rede pública, não participar da reprodução destas desigualdades?
Primeiramente devemos pensar e repensar as nossas práticas, que deveriam ser voltadas para formação do individuo como um todo, levando-o a transformar-se em um ser crítico e atuante na sociedade, visando a sua melhoria na condição de cidadão dentro do contexto social.

?Será que as desigualdades educativas no Brasil estão diminuindo, por que será? Será que alguém resolveu dar oportunidade para os menos favorecidos? Ou, além de alguém olhar para os menos favorecidos, os menos favorecidos também resolveram ocupar seu espaço??
Realmente as desigualdades educativas estão diminuindo visto que, houve uma mudança de pensamento em relação à educação e à execução das leis que se referem ao ensino. Citamos a própria LDB, onde, podemos notar as mudanças referentes a inclusão social a democratização do ensino e a diversidade cultural, fazendo com que o indivíduo e sinta valorizado exercendo a sua ação enquanto cidadão. Dentre todas as melhorias podemos ressaltar o acesso à universidade, mas é imprescindível que a qualidade do ensino seja mantida, favorecendo a ampliação do pensamento e não a facilidade do certificado.

Participantes do novo grupo E: Maria Aparecida Jacques dos Santos (Cida), Fernanda Beatriz Silva dos Santos (Fé), Márcia Aparecida Santos (Cida II), Neli da Costa ( Nê).
Fonte: AKKARI, A. J. Desigualdades educativas no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização. In Educação e Sociedade, ano XXII, n 74, abril 2001.p. 163 ? 189.


:: Justificativa Tania


Justificativa
Quando comecei a facudade a distância da UFRGS,meus alunos sabiam.Ficaram felizes prque a professora deles além de ser professora era aluna também.
Ofereci para meus alunos, todas as experiências, que vivi durante o curso.Ensinei a eles tudo o que aprendi, adaptando aos conhecimentos deles.
Fiz textos colaborativos com eles, investi na alfabetização digital, fiz uma provocação para os meus colegas no sentido de mudar o currículo da escola.
Escolhi este trabalho porque foi feito com eles. Eles opinaram em tudo. Tania Bernardon


:: mariaangelicahofmannavaliacaofinal2


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ? UFRGS


CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Á DISTÂNCIA ? EAD


PÓLO SÃO LEOPOLDO




INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR

TURMA ?D?


1º SEMESTRE

ANO 2006


ALUNA MARIA ANGÉLICA HOFMANN

AVALIAÇÃO FINAL 2


DOCUMENTO TESTEMUNHO


DISCIPLINA EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

SEMANA 4 E 5 ? TEXTOS
ATIVIDADE JORNAL SALGADO FILHO








JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO DOCUMENTO TESTEMUNHO


Entre tantas atividades desenvolvidas, escolhi o JORNAL SALGADO FILHO, pois adorei realizar esta atividade, embora com dificuldades, mas com a ajuda do meu marido, que escaneou as reportagens do VS e me ajudou a formatar o jornal, ficou realmente muito legal. Minha opinião,é claro.
Esta atividade permitiu que eu ampliasse e muito o meu conhecimento sobre as tics, que não tenho vergonha de dizer, resumiasse em digitar no Word. Tive a oportunidade de entrar na internet, pesquisar, salvar, colar e até escanear.
Também por poder mostrar um pouquinho do trabalho desenvolvido em minha escola, com a participação de alunos, professores e comunidade escolar, em especial o projeto DIGA NÃO AO BULLYING, que realmente contribuiu e continua contribuindo para a diminuição da violência no ambiente escolar.

Maria Angélica Hofmann.



REFLEXÃO:

?As TICs não devem ser um fim, mas instrumentos para a cidadania transformadora.?


:: mariaangelicahofmannatividadefinal1


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA ? EAD

PÒLO SÃO LEOPOLDO

INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR

TURMA ?D?

1º SEMESTRE

ANO 2006

ALUNA MARIA ANGÉLICA HOFMANN

ATIVIDADE FINAL 1

MEMORIAL DESCRITIVO




"Nada lhe posso dar que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."
Hermann Hesse



Minha caminhada no Curso começou no dia em que vi a noticia do vestibular no jornal VS. Pensei: é a oportunidade única que terei em concluir um Curso Superior. Mas os dias se passaram e comecei a pensar que seria difícil conciliar estudos, casa, trabalho, família... Enfim, achei que meu tempo já havia passado. Afinal, pensei, já não sou mais adolescente, que faz mil coisas:?chupam cana e assobiam ao mesmo tempo?.

Em meio aos meus pensamentos, nem percebi que o tempo passou,e, infelizmente passou-se também o prazo de inscrição. Há, deixa pra lá! Mas, como num passe de mágica, num ?pirimpimpim?, como diz o meu filho, recebi a notícia de que as inscrições haviam sido prorrogadas. Então, alguns anjos da guarda da minha escola me apoiaram e me fizeram perceber que nunca é tarde para o saber, o redescobrir. Então, conforme o pensamento de Hermann Hesse , recebi a oportunidade, o impulso, a chave. O restante deveria buscar em minha própria alma. Então, busquei em mim mesmo aquela força, aquela vontade adormecida, e , finalmente fiz minha inscrição.

Era o inicio de um novo desafio: passar no vestibular. Não havia muito tempo para estudos, mas como já havia estudado para o Concurso do Município, ainda guardava alguma coisa na memória. Pensei, vou com a coragem e o coração (o sonho). Quando saiu o listão, não acreditei. Havia sido aprovada. Foi tripla felicidade, pois junto comigo duas colegas de escola também foram aprovadas. Começamos então a pensar em como seria bom sermos colegas também na Universidade, podermos dividir mais esta experiência.

As aulas tiveram início, e com elas, surgiram as dificuladades. Tudo era novo: pbwiki, blogs, emails, webfólio, slides, fórum... Foi uma loucura!!! Graças as minhas colegas de escola, as tutoras, professores, que foram como anjos da guarda, consegui aos poucos ir superando as dificuldades. Percebi que através desta caminhada consegui superar limites e crescer como pessoa e principalmente como profissional, pois consegui melhorar o planejamento diário com meus alunos, através do uso da Informática., buscando atividades diferentes e também através das leituras sugeridas, percebi o quanto é importante nosso papel de educadores, para o crescimento da qualidade do ensino em nossas escolas.

Cada um de nós , pode dar a oportunidade, o impulso, a chave para que nosso aluno possa redescobrir seu mundo interior, através de sua alma, aumentando assim sua auto estima, sua capacidade de ser autor de sua própria aprendizagem. Também percebi o quanto é importante a introdução das tics no ambiente escolar, tornando as aulas mais prazerosas, contribuindo assim para uma aprendizagem mais significativa para o aluno. Devido a questões particulares, pensei várias vezes em desistir do Curso. Só não o fiz, por encontrar em meu caminho pessoas maravilhosas que me apoiaram; com palavras de carinho e estímulo me incentivaram a seguir adiante. Hoje, graças a elas, estou tentando colocar em dia minhas atividades em haver, driblando casa, família. Mas como estou de férias da escola, está sendo mais fácil reorganizar o tempo.. Tenho ainda algumas dúvidas em relação a informática, o que tem me dificultado um pouco na realização das atividades. Mas, com vontade, espero conseguir supera-las.Com certeza, no próximo semestre aparecerão novos desafios, mas que, serão superados com garra e determinação.
Tenho convicção de que este Curso só trará bons frutos, pois com certeza estamos numa caminhada de construção do conhecimento, onde o principal enfoque é contribuir para a melhoria na qualidade de ensino .
É com este intuito, que, apesar das dificuldades pretendo seguir minha caminhada durante os próximos semestres de curso, através da socialização de saberes,dúvidas, angustias, sonhos...



?Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.? (Walt Disney)



Maria Angélica Hofmann



Terça-feira, Janeiro 09, 2007

:: Elisabete Neto


Elisabete Neto


:: ECS 11- Revendo a versão final


ECS 11- Revendo a versão final

Após várias postagens, muitas discussãos fóruns, antecipações, atrasos, idéias desconectas, saberes distintos, acompanhmentos, desigualdades, semelhanças, saberes possíveis e utopias educacionais, sociais e históricas, o grupo CÊ conseguiu reunir suas idéias para a postagem final.

Marcia Martins,
Carmem Rovisco,
Silvana Silva,
Roseli Roos,
Carla Maus,
Grazi Maus,
Ana Lúcia Dornelles,
Marcelo Schneider.




Refletindo a partir de A.J. AKKARI


Possuimos uma educação pública bastante ineficaz, e quando faloi de ineficaz não estou dizendo que a forma que a realizamos é ruim, não é isso, pois temos profissionais nas escola públicas em todos os níveis da mais alta estirpe, possuímos espaços públicos muito bem eqquipos. É claro que há escolas defasadas e outras sem estrutura alguma e também profissionais relapsos que denigrem a imagem do professor como profissional. Entretanto a questão que deve ser avaliada, é uma questão cultural que se estabelece no país a partir de sua colonização a partir de 1500. Veja que não é uma questão de lugar comum, mas uma avaliação histórica, " Se tu ensinas ao teu filho que deves bater na porta e pedir licença para entrar em qualquer lugar desde a mais tenra idade, ele o fará assim sempre", porém se isso não ocorrer ele entrará sem predir licença e assim achará sempre correto." E isso acontece com a nossa educaçõa, ela é uma traca de favores desde a mais tenra idade do pais e não um direito do cidadão, pois cidadão neste país é algo que só se conheceu a partir da década de noventa com a insersão de programas sociais e de movimentos populares através de ONGs com grande visibilidade, porque antes tudo isso era restrito a pquenos grupos marginalizados que propunham democracia, socialismo, cidadanis... Então o acesso a educação é complicado. Se partimos de uma premissa de favor, troca de favor, troca de bens, a transformamos em uma mercadoria, e por mais que as instituições privadas neguem a mercantilização do ensino, assim o fazem. Não que seja errado, é apenas uma visão distinta de ver o mundo. Onde o governo tem o irrestrito dever de conceder educação e saúde a todos e todas, onde os direitos ganham cada vez mais autonomia é de se rever os deveres de cadacidadão e de conscietizar-mos em uma vida mais social e comunitpária, pois a cada dia a grande população vive com menos e os governos injetão verbas nem sempre suficientes em seus devidos programas e de necessidade popular. São questões de lados de desenvolvimentos, aqueles que apregoam o capitalismo, o neo liberalismo como forma de sociedade de sustento e vida e outras formas que visem oportunizar a todos, q quando falamos de todos incluimos desde enriquecidos a empobrecidos, portadores de necessidades especiais, etnias diferenciadas, gênero ... Isto nos mostra a desigualdade que vivemos, basta observar uma escola privada, através de um sítio qualquer de uma escola privada e de uma pública, mesmo em uma pequena visita ao sitio de relacionamento Orkut vamos identificar um cem número de comunidades dedicadas a escolas privadas e um númro restrito a escola públicas. Isto nos mostra que a desigualdade real que nos apresenta o privado e o público.


Para entender a desigualdade não basta acreditar que as pessoas não aproveitaram a chance, ou o problema é dops alunos que não se interessam. É preciso conhecer a história e analisar os fatos.
A educação publica só é reconhecida na constituição de 1824 no país e apenas em 1930 o país passa a ter um ministério da educação. Isto significa deizer que Fernando Haddad está a frente de uma pasta que não tem cem anos de existência. Ou seja, enquanto a Europa discutia como ensinaria suas crianças, nós ainda não tinhamos pensado em educação. Isto é um bom, começo de problema.
Segue-se a isto a educação confecional que igrejas católicas, luteranas, maçons e anglicanas instituiram em nome do progresso, excluindo de todo e qualquer ensino aqueles que não pertencessem a uma elite, pois não tinham dinheiro para mater filhos em instituições privadas. Quando se discute a popularização do ensino público, junto aos CPC coordenados pelo então pedagogo Paulo Freire, no início dos anos 60, um golpe reacionário, patrocinado pelas instituições militares, pela marcha das famílias, e pela elite empresarial, intelectual e religiosa do país condena o país a 32 anos de obscuriedade, sim 32 anos, pois devemos encontrar uma nova educação apenas com a LDB de 96, sendo assim 1964 à 1996 é um longo período, de três ou quatro gerações fadadas a um ensino tecnicista sob o julgo de regras acordadas entre o MEC e a Agência Norte Americana de Desenvolvimento que ceifa a criticidade e o estudo científico do país, assim como irrompe uma violenta - física e mental - atrocidade contra a intelectualidade progressista do Brasil, prendendo, exilando e matando-os (Paulo Freire, Darci Ribeiro, José Dirceu, Flavio Koutzi, FHC, Augusto Boal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frei Beto, Frei Tito e tantos outros).

Esse fato - a obscureidade na educação - contribui para que o final da década de 80 e a década de 90 mostrem-se com uma explosão no crescimento de alunos e alunas por todo o país. A abertura política se dá em todos os níveis inclusive na educação e a democratização dos meios levam as escolas a incharem, pois todos tem direito a educação. Assim sendo o país que resolvera a questão educacional, mascarando com a exclusão da maioria do povo, em redutos com favelas, vilas, zonas rurais, agora se vê despreparado para a demanda que parece vir do nada, mas não vem. As pessoas já existiam, o pder as escondia, e agora,m escolas sem condições físicas e sem material, professores despreparados e desconhecedores dessa realidade desesperam-se por que as coisas não são como antes...
E agora, o que fazer. A desigualdade está estampada na rua, principalmente onde se aproximam escola particulares e escolas públicas, a disparidade no tamanho, na pintura, nop muro e na crianças que passam de carros com vidros escuros e meninos de calça curta e tênis furado, convivem porque são criança, distanciam-se porque a escola privada, não o aceita, pois ele é povo e deve estar inserido no que é público.


Os momentos educacionais:

1- A educação é secundária, as heranças garantem o poder.
2- A educação "neutra" prepara o país para o neo-liberalismo
3- A escola como capital, ela é a moeda do desenvolvimento para toda e qualquer pessoa que possa pagar.

Uma constatação desse mercado é a grande aparição de escolas secundárias e supletivas que antes eram cursos preparatórios de vestibular. Hoje são escolas regulares pagas. Em São Leopoldo são quatro e em outros municípios alguns até faculdade privadas já viraram. Estranho!!!

Outra questão de mercado sao os livros didáticos de grupos educacionais que invadem as escolas privadas, escolas públicas, secretarias de município e o programa de livros didáticos do governo federal. A produção de material didático e os livros que são comercializados fazem uma fortuna na mão dos empreendedores privados que condenam a escola pública e suas verbas a uma ibernação de gerações.


A descentralização do ensino

Humm. Isso é um problema grave. Apesar de não concordarmos com a maioria das coisas que o então candidato a presidência e ex ministro da educação Cristóvam Buarque, o professor tinha em seu plano de governo boas idéias de trabalho com as escolas de ensino fundamental , não a uma produção fordista, mas sim a uma estruturação sem disparidades entre as regiões do país.


O pacto das elites

A elite resolveu o problema da educação com suas escola privadas. Sendo a elite, a parcela da população que detem o dinheiro e pode pagar por uma escolade qualidade, a privada, resolveu o seu problema com a educação. A população em geral que resolva o seu, com suas precárias escolas públicas.

Esse é o pacto neo-liberal, estar no lugar do público constituindo um mercado, para que tenha acesso apenas aqueles que gerem lucro, os demais, são excluidos do processo.

A educação como prioridade pública só existirá se for por nós estabelecida como prioridade, caso não nos comprometamos com essa idéia, nada se fará pela educação, pois paliativamente o país já se constrói a 506 anos. E isso é uma das razões para a desigualdade dentro da educação levando-nos a falta de desenvolvimento sócio-político e cultural no país.

Na verdade é uma questão de classes sociais, já identificada por Marx no século XIX. A aproximação de público e privado inviabiliza o pacto neo-liberal.

E quais as alternativas para dirimir essa desigualdade?????????

Vitas aos Sítios do MEC e Sec da Educação RS

Ao entrar no sítio do MEC deparamos com inumeras coisas novas. Programas, ações e novidades que não tinhamos idéia. Claro que pesquisaamos sobre o ensino superior e encontramos o PROUNI, centanas de milhares de jovens frequentando a universidade. E logo depois encontramos o programa que estamos inseridos, Universidade Aberta do Brasil o qual contempla a entrada de professores leigos em universidades para a sua graduação. Num processo de parceria entre gov. federal, municipal e universidade, somos alunos universitários. Isto é uma política pública de educação a qual somos testemunha e vivenciamos. Município de São Leopoldo, Governo do Brasil e UFRGS, por um país melhor.

Um outro exemplo de ensino a distância é o NUPPEAD

No mesmo sítio do governo federal: Ministério da Educação encontramos o programa de alfabetização de adultos que proporciona a cidadania a quem nunca pode ler o itinerário do ônibus que precisava pegar.

in Forum ECS 11 - grupo C

Estava pensando como as políticas públicas são diversas e como sãode difíceis implementações, citando Miguel Arroyo, as certezas e verdades construidas na educação sõa de difíceis nudabças. Vejop que por mais que se tenha idéias e as vezes dinheiro disponíveis, as escolas num termo geram junto com os professore e a comunidade são muito resistentes a fazerdiferente. è aquela história de que se deu certo até aqui, por que mudar. ou no meio popular, em time que está ganhando não se nexe. Ontem,mesmo, depois de sair do pólo, fui deônibus para casa, e no letreiro de destino estava escrito KILOMBo, onde deveria estar escrito QUILOMbo, com Q U e não com K, isto é resultado de uma educação que dá certo?, com certeza a maioria das crinças aprendem a ler, e a calcular, mas a minoria das crianças interpretam a notícia, a propaganda política, ou buscam o livro se o professor não indica, a maioria sabe somar e diminuir, mas nomercado dificilmente sabe quanto de carne moida que custa 3,80, vai conseguir levar com um real... sã pequenos exemplos que serviriam com tese de mudança educacional, mas que jamis são colocadar em pauta para mudar ou para implantar novas políticas públicas, não apenas advindas do governo, mas priorizadas por educader]es. Não correto afirmar, mas é pertinente discutir: a grande maioria das professoras e professores não está disposta a modificar a educação.

Programa Brasil Alfabetizando.
Buscamos então o sítio da secretaria para tentar linka o programa de alfabetização de adultos com o Alfabetiza Rio Grande. Mas tivemos uma surpresa negativa. Os projetos não são parceiros. Talvez um probleminha político????

Um terceiro programa de política pública é a questão da Escola Aberta, com bastante divergência entro o grupo da sua eficácia, mas levando em conta que é uma alternativa e a educaçãoi como tudo é feita de construções e não de coisas prontas, é necessário apostar no que a maioria se coloca a disposição de acredita, mas não podemos nos iludir com voluntariados que querem "lavar a alma " por estarem fazendo o bem para os "pobrezinhos".

É um longo caminho a percorrer e a nossa formação tem sido de suma importância neste percurso.


Questão de considerações finais:


A partir da colocação da tutora Suelem, uma pequena reflexão sobre a questão final do forum:

"são todas as redes educionais que estão com defasagem qualitativa na educação? Quais são os fatores que poderiam indicar esta defasagem, em determinadas redes de ensino?"
Sim, todas as redes estão defasadas.

1-Vamos ao ponto de formação. Na rede privada, a grande maioria dos profissionais é formado e pós graduado, mas não são todos. Temos aí o exemplo do Marcelo. Na rede pública, a maioria eemagadora não tem graduação e grande parte nem formação específica, fica aí uma defasagem que tem décadas para ser recuperadas.

2- Na questão da informática: Muitas escola tem computador, mas não temos computadores em todas as salas de aula, e na maioria das escolas os alunos tem acesso ou em aulas específicas com duplas em cada máquina. e na rede pública, a grande minoria tem laboratórios e acesso a informática, basta ver a rede de são leopolod que a passa firmes a partir do novo governo, mas ainda lenmto perto do que necessitamos, possui espaço de informática em menos da metade de suas escolas.

Mas é pra isso que estamos na luta, para modificar isso pois acreditamos que é possível.


Base teórica:
A.J. AKKARI - Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil:Entre Estado, Privatização e Descentralização


:: ECS 11- Revendo a versão final


ECS 11- Revendo a versão final

Após várias postagens, muitas discussãos fóruns, antecipações, atrasos, idéias desconectas, saberes distintos, acompanhmentos, desigualdades, semelhanças, saberes possíveis e utopias educacionais, sociais e históricas, o grupo CÊ conseguiu reunir suas idéias para a postagem final.

Marcia Martins,
Carmem Rovisco,
Silvana Silva,
Roseli Roos,
Carla Maus,
Grazi Maus,
Ana Lúcia Dornelles,
Marcelo Schneider.




Refletindo a partir de A.J. AKKARI


Possuimos uma educação pública bastante ineficaz, e quando faloi de ineficaz não estou dizendo que a forma que a realizamos é ruim, não é isso, pois temos profissionais nas escola públicas em todos os níveis da mais alta estirpe, possuímos espaços públicos muito bem eqquipos. É claro que há escolas defasadas e outras sem estrutura alguma e também profissionais relapsos que denigrem a imagem do professor como profissional. Entretanto a questão que deve ser avaliada, é uma questão cultural que se estabelece no país a partir de sua colonização a partir de 1500. Veja que não é uma questão de lugar comum, mas uma avaliação histórica, " Se tu ensinas ao teu filho que deves bater na porta e pedir licença para entrar em qualquer lugar desde a mais tenra idade, ele o fará assim sempre", porém se isso não ocorrer ele entrará sem predir licença e assim achará sempre correto." E isso acontece com a nossa educaçõa, ela é uma traca de favores desde a mais tenra idade do pais e não um direito do cidadão, pois cidadão neste país é algo que só se conheceu a partir da década de noventa com a insersão de programas sociais e de movimentos populares através de ONGs com grande visibilidade, porque antes tudo isso era restrito a pquenos grupos marginalizados que propunham democracia, socialismo, cidadanis... Então o acesso a educação é complicado. Se partimos de uma premissa de favor, troca de favor, troca de bens, a transformamos em uma mercadoria, e por mais que as instituições privadas neguem a mercantilização do ensino, assim o fazem. Não que seja errado, é apenas uma visão distinta de ver o mundo. Onde o governo tem o irrestrito dever de conceder educação e saúde a todos e todas, onde os direitos ganham cada vez mais autonomia é de se rever os deveres de cadacidadão e de conscietizar-mos em uma vida mais social e comunitpária, pois a cada dia a grande população vive com menos e os governos injetão verbas nem sempre suficientes em seus devidos programas e de necessidade popular. São questões de lados de desenvolvimentos, aqueles que apregoam o capitalismo, o neo liberalismo como forma de sociedade de sustento e vida e outras formas que visem oportunizar a todos, q quando falamos de todos incluimos desde enriquecidos a empobrecidos, portadores de necessidades especiais, etnias diferenciadas, gênero ... Isto nos mostra a desigualdade que vivemos, basta observar uma escola privada, através de um sítio qualquer de uma escola privada e de uma pública, mesmo em uma pequena visita ao sitio de relacionamento Orkut vamos identificar um cem número de comunidades dedicadas a escolas privadas e um númro restrito a escola públicas. Isto nos mostra que a desigualdade real que nos apresenta o privado e o público.


Para entender a desigualdade não basta acreditar que as pessoas não aproveitaram a chance, ou o problema é dops alunos que não se interessam. É preciso conhecer a história e analisar os fatos.
A educação publica só é reconhecida na constituição de 1824 no país e apenas em 1930 o país passa a ter um ministério da educação. Isto significa deizer que Fernando Haddad está a frente de uma pasta que não tem cem anos de existência. Ou seja, enquanto a Europa discutia como ensinaria suas crianças, nós ainda não tinhamos pensado em educação. Isto é um bom, começo de problema.
Segue-se a isto a educação confecional que igrejas católicas, luteranas, maçons e anglicanas instituiram em nome do progresso, excluindo de todo e qualquer ensino aqueles que não pertencessem a uma elite, pois não tinham dinheiro para mater filhos em instituições privadas. Quando se discute a popularização do ensino público, junto aos CPC coordenados pelo então pedagogo Paulo Freire, no início dos anos 60, um golpe reacionário, patrocinado pelas instituições militares, pela marcha das famílias, e pela elite empresarial, intelectual e religiosa do país condena o país a 32 anos de obscuriedade, sim 32 anos, pois devemos encontrar uma nova educação apenas com a LDB de 96, sendo assim 1964 à 1996 é um longo período, de três ou quatro gerações fadadas a um ensino tecnicista sob o julgo de regras acordadas entre o MEC e a Agência Norte Americana de Desenvolvimento que ceifa a criticidade e o estudo científico do país, assim como irrompe uma violenta - física e mental - atrocidade contra a intelectualidade progressista do Brasil, prendendo, exilando e matando-os (Paulo Freire, Darci Ribeiro, José Dirceu, Flavio Koutzi, FHC, Augusto Boal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frei Beto, Frei Tito e tantos outros).

Esse fato - a obscureidade na educação - contribui para que o final da década de 80 e a década de 90 mostrem-se com uma explosão no crescimento de alunos e alunas por todo o país. A abertura política se dá em todos os níveis inclusive na educação e a democratização dos meios levam as escolas a incharem, pois todos tem direito a educação. Assim sendo o país que resolvera a questão educacional, mascarando com a exclusão da maioria do povo, em redutos com favelas, vilas, zonas rurais, agora se vê despreparado para a demanda que parece vir do nada, mas não vem. As pessoas já existiam, o pder as escondia, e agora,m escolas sem condições físicas e sem material, professores despreparados e desconhecedores dessa realidade desesperam-se por que as coisas não são como antes...
E agora, o que fazer. A desigualdade está estampada na rua, principalmente onde se aproximam escola particulares e escolas públicas, a disparidade no tamanho, na pintura, nop muro e na crianças que passam de carros com vidros escuros e meninos de calça curta e tênis furado, convivem porque são criança, distanciam-se porque a escola privada, não o aceita, pois ele é povo e deve estar inserido no que é público.


Os momentos educacionais:

1- A educação é secundária, as heranças garantem o poder.
2- A educação "neutra" prepara o país para o neo-liberalismo
3- A escola como capital, ela é a moeda do desenvolvimento para toda e qualquer pessoa que possa pagar.

Uma constatação desse mercado é a grande aparição de escolas secundárias e supletivas que antes eram cursos preparatórios de vestibular. Hoje são escolas regulares pagas. Em São Leopoldo são quatro e em outros municípios alguns até faculdade privadas já viraram. Estranho!!!

Outra questão de mercado sao os livros didáticos de grupos educacionais que invadem as escolas privadas, escolas públicas, secretarias de município e o programa de livros didáticos do governo federal. A produção de material didático e os livros que são comercializados fazem uma fortuna na mão dos empreendedores privados que condenam a escola pública e suas verbas a uma ibernação de gerações.


A descentralização do ensino

Humm. Isso é um problema grave. Apesar de não concordarmos com a maioria das coisas que o então candidato a presidência e ex ministro da educação Cristóvam Buarque, o professor tinha em seu plano de governo boas idéias de trabalho com as escolas de ensino fundamental , não a uma produção fordista, mas sim a uma estruturação sem disparidades entre as regiões do país.


O pacto das elites

A elite resolveu o problema da educação com suas escola privadas. Sendo a elite, a parcela da população que detem o dinheiro e pode pagar por uma escolade qualidade, a privada, resolveu o seu problema com a educação. A população em geral que resolva o seu, com suas precárias escolas públicas.

Esse é o pacto neo-liberal, estar no lugar do público constituindo um mercado, para que tenha acesso apenas aqueles que gerem lucro, os demais, são excluidos do processo.

A educação como prioridade pública só existirá se for por nós estabelecida como prioridade, caso não nos comprometamos com essa idéia, nada se fará pela educação, pois paliativamente o país já se constrói a 506 anos. E isso é uma das razões para a desigualdade dentro da educação levando-nos a falta de desenvolvimento sócio-político e cultural no país.

Na verdade é uma questão de classes sociais, já identificada por Marx no século XIX. A aproximação de público e privado inviabiliza o pacto neo-liberal.

E quais as alternativas para dirimir essa desigualdade?????????

Vitas aos Sítios do MEC e Sec da Educação RS

Ao entrar no sítio do MEC deparamos com inumeras coisas novas. Programas, ações e novidades que não tinhamos idéia. Claro que pesquisaamos sobre o ensino superior e encontramos o PROUNI, centanas de milhares de jovens frequentando a universidade. E logo depois encontramos o programa que estamos inseridos, Universidade Aberta do Brasil o qual contempla a entrada de professores leigos em universidades para a sua graduação. Num processo de parceria entre gov. federal, municipal e universidade, somos alunos universitários. Isto é uma política pública de educação a qual somos testemunha e vivenciamos. Município de São Leopoldo, Governo do Brasil e UFRGS, por um país melhor.

Um outro exemplo de ensino a distância é o NUPPEAD

No mesmo sítio do governo federal: Ministério da Educação encontramos o programa de alfabetização de adultos que proporciona a cidadania a quem nunca pode ler o itinerário do ônibus que precisava pegar.

in Forum ECS 11 - grupo C

Estava pensando como as políticas públicas são diversas e como sãode difíceis implementações, citando Miguel Arroyo, as certezas e verdades construidas na educação sõa de difíceis nudabças. Vejop que por mais que se tenha idéias e as vezes dinheiro disponíveis, as escolas num termo geram junto com os professore e a comunidade são muito resistentes a fazerdiferente. è aquela história de que se deu certo até aqui, por que mudar. ou no meio popular, em time que está ganhando não se nexe. Ontem,mesmo, depois de sair do pólo, fui deônibus para casa, e no letreiro de destino estava escrito KILOMBo, onde deveria estar escrito QUILOMbo, com Q U e não com K, isto é resultado de uma educação que dá certo?, com certeza a maioria das crinças aprendem a ler, e a calcular, mas a minoria das crianças interpretam a notícia, a propaganda política, ou buscam o livro se o professor não indica, a maioria sabe somar e diminuir, mas nomercado dificilmente sabe quanto de carne moida que custa 3,80, vai conseguir levar com um real... sã pequenos exemplos que serviriam com tese de mudança educacional, mas que jamis são colocadar em pauta para mudar ou para implantar novas políticas públicas, não apenas advindas do governo, mas priorizadas por educader]es. Não correto afirmar, mas é pertinente discutir: a grande maioria das professoras e professores não está disposta a modificar a educação.

Programa Brasil Alfabetizando.
Buscamos então o sítio da secretaria para tentar linka o programa de alfabetização de adultos com o Alfabetiza Rio Grande. Mas tivemos uma surpresa negativa. Os projetos não são parceiros. Talvez um probleminha político????

Um terceiro programa de política pública é a questão da Escola Aberta, com bastante divergência entro o grupo da sua eficácia, mas levando em conta que é uma alternativa e a educaçãoi como tudo é feita de construções e não de coisas prontas, é necessário apostar no que a maioria se coloca a disposição de acredita, mas não podemos nos iludir com voluntariados que querem "lavar a alma " por estarem fazendo o bem para os "pobrezinhos".

É um longo caminho a percorrer e a nossa formação tem sido de suma importância neste percurso.


Questão de considerações finais:


A partir da colocação da tutora Suelem, uma pequena reflexão sobre a questão final do forum:

"são todas as redes educionais que estão com defasagem qualitativa na educação? Quais são os fatores que poderiam indicar esta defasagem, em determinadas redes de ensino?"
Sim, todas as redes estão defasadas.

1-Vamos ao ponto de formação. Na rede privada, a grande maioria dos profissionais é formado e pós graduado, mas não são todos. Temos aí o exemplo do Marcelo. Na rede pública, a maioria eemagadora não tem graduação e grande parte nem formação específica, fica aí uma defasagem que tem décadas para ser recuperadas.

2- Na questão da informática: Muitas escola tem computador, mas não temos computadores em todas as salas de aula, e na maioria das escolas os alunos tem acesso ou em aulas específicas com duplas em cada máquina. e na rede pública, a grande minoria tem laboratórios e acesso a informática, basta ver a rede de são leopolod que a passa firmes a partir do novo governo, mas ainda lenmto perto do que necessitamos, possui espaço de informática em menos da metade de suas escolas.

Mas é pra isso que estamos na luta, para modificar isso pois acreditamos que é possível.


Base teórica:
A.J. AKKARI - Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil:Entre Estado, Privatização e Descentralização



Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

:: ESC 9 GRUPO VERMELHO - REC. SINTESE INICIAL


ESC9 RECUPERAÇÂO
COMPONENTES: Emilia Peters, Dione Pires e Sandra D. Werlang.
OBS. As demais componentes não compareceram para a realização da tarefa em grupo presencial.

Nós do grupo vermelho nos reunimos pessoalmente para a realização da ESC9 recuperação e elaboramos a seguinte síntese sobre a introdução e a parte final que se refere ao texto ?Educação e Classe Trabalhadora?.

Marx e Engels nunca escreveram algo exclusivamente sobre educação e ensino. Não é possível levantar um sistema pedagógico completo e elaborado, porém isto não quer dizer que as suas referências sejam simples opiniões conjunturais.
As afirmações deles nunca perdem de vista a generalidade tanto de seu pensamento quanto da circunstância histórica .
As afirmações não podem nos servir para a atual polêmica em torno dos problemas de ensino, apenas para debate.
Nos primeiros anos do capitalismo há uma falta de atenção as necessidades sociais no campo da educação e ensino.
Todos os socialistas utópicos confiaram na instrução e ensino como instrumentos de transformação, inclusive Marx e Engels não foram alheios a esta questão.
Engels afirma que para manusear, consertar uma máquina não exige do trabalhador esforço do pensamento.
Marx e Engels defendem a emancipação social e humana.
O capitalismo exigiu uma crescente capacidade intelectual de todos os indivíduos, estendendo o sistema escolar.
Os índices de analfabetismo diminuem bastante na medida em que as sociedades agrárias se transformam em sociedades industriais.
As propostas de Marx e Engels se baseiam em criticar a atual instituição escolar e muda-la.
Marx e Engels escreveram numa época em que o desenvolvimento das forças produtivas era reduzido. Os primeiros tempos da industrialização caracterizam-se pela perda da capacidade artesanal existente e o aumento do trabalho infantil e feminino. Eles não ignoraram que esta situação deveria ser transitória e que o desenvolvimento cultural era necessário para o desenvolvimento posterior das forças produtivas.
Suas reinvidicações são muito concretas como ensino obrigatório e gratuito para todas as crianças, a limitação do trabalho das crianças, adolescentes e mulheres. Queriam introduzir um novo tipo de ensino, unindo o trabalho manual ao intelectual.
Resumidamente a perspectiva com que Marx e Engels abordam o tema de ensino e educação se relacionam com a classe operária. Fogem de colocações abstratas e afirmam que a situação que interessa é que os trabalhadores tenham uma hegemonia, onde não exista mais a divisão de trabalho e a felicidade substitua a necessidade.
Eles também se ocupam da questão da alienação produzida pela exploração.
Trabalho produtivo é aquele que gera mais valia. O capital se apropria daquela força de trabalho que pode gerar mais valia, procurando que toda força de trabalho esteja em condições de gerá-la. O ?estar em condições é obtido através da qualificação com um ensino adequado?.
O sistema de ensino reproduz o sistema dominante, tanto a nível ideológico quanto técnico e produtivo.
A educação não se produz somente nas disciplinas não úteis, mas especialmente na organização de todo sistema.
Finalizando, as opiniões de Marx e Engels não constituem um sistema, mas é um marco e abre caminhos por onde o sistema pode começar a construir-se, considerando a atividade escolar como um fenômeno auto-suficiente e independente.
O homem não é uma máquina, portanto se desgasta com o tempo, devendo ser substituído com o passar dos anos. Portanto, sua prole deverá ser grande.
Sendo assim, podemos dizer que o objetivo principal de sua produção operário é sustentar a sua prole, com os recursos do seu trabalho e aperfeiçoamento da educação familiar.
A força de trabalho é o custo necessário para sustentar o operário e educá-lo para sua profissão.
Assim, podemos afirmar que quanto menos formação o trabalhador possuir, menor será o seu salário. Portanto, o preço do seu trabalho será determinado pelo grau de educação.
A burguesia interessa passar uma educação prática substituindo o conhecimento escolar e neutralizando o efeito das idéias religiosas. Interessando apenas que o trabalhador saiba o básico, isto é, ler e escrever respondendo aos interesses da burguesia, ou seja, ser manipulado conforme a necessidade do proletariado.
Sendo assim, a classe trabalhadora excluída e desprezada do plano moral, e intelectual, pela classe no poder.
Sem falar na substituição do trabalho complexo pelo simples, o qual não necessita de nenhuma formação. A libertação concreta dos homens só poderá ocorrer, pensava Marx, por meio da redução do tempo individual do trabalho socialmente necessário. Logo, a coordenação do trabalho remunerado e regulamentado das crianças e jovens com a educação escolar, constitui uma contingência histórica. Não tem a eternidade de um ?princípio? e sim a perenidade de uma dada forma de sociedade: a capitalista. Neste sentido, a luta pela regulamentação do trabalho das crianças e jovens combinadas com a educação escolar integra uma luta mais ampla pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.
No capitalismo o que interessa para a burguesia é que o trabalhador seja produtivo dando maior retorno no trabalho, com pouca ou nenhuma educação pagando o que bem lhe aprouver. A teoria de revolução social descrita por Marx considera que as conquistas materiais são um momento do processo de tomada de consciência dos interesses de classe por parte da própria classe e, nessa luta, o proletariado vai se constituindo, forma-se como classe efetivamente revolucionária. Por exemplo, ao lutar pela regulamentação do trabalho infantil e juvenil associada à educação escolar e intelectual, física e tecnológica a classe proletária estaria dando um passo no sentido de colocar-se como dirigente da sociedade atual e futura. Esta pedagogia é a pedagogia da luta de classes que educa a classe trabalhadora.
Na verdade o embasamento teórico do Karl Marx é muito complexo, pois se baseia numa filosofia contextualizada no século XIX.
Fazendo-se uma reflexão sobre a filosofia marxista e o contexto atual podemos dizer que a educação existe para a classe dominante, isto é, sujeitos que dominam, e para a classe trabalhadora, isto é, sujeitos dominados.
Considerando que a realidade do modelo econômico brasileiro, com sua carga de desigualdades decorrentes das diferenças de classe e de especificidades resultantes de um modelo de desenvolvimento desequilibrado, que reproduz internamente as mesmas desigualdades e os mesmos desequilíbrios que ocorrem entre os países, no âmbito da internacionalização do capital.



Domingo, Janeiro 07, 2007

:: ECS 11 - Complementação ao texto Final


A partir da colocação da tutora Suelem, uma pequena reflexão sobre a questão final do forum:

"são todas as redes educionais que estão com defasagem qualitativa na educação? Quais são os fatores que poderiam indicar esta defasagem, em determinadas redes de ensino?"

Sim, todas as redes estão defasadas.

1-Vamos ao ponto de formação. Na rede privada, a grande maioria dos profissionais é formado e pós graduado, mas não são todos. Temos aí o exemplo do Marcelo. Na rede pública, a maioria eemagadora não tem graduação e grande parte nem formação específica, fica aí uma defasagem que tem décadas para ser recuperadas.

2- Na questão da informática: Muitas escola tem computador, mas não temos computadores em todas as salas de aula, e na maioria das escolas os alunos tem acesso ou em aulas específicas com duplas em cada máquina. e na rede pública, a grande minoria tem laboratórios e acesso a informática, basta ver a rede de são leopolod que a passa firmes a partir do novo governo, mas ainda lenmto perto do que necessitamos, possui espaço de informática em menos da metade de suas escolas.

Mas é pra isso que estamos na luta, para modificar isso pois acreditamos que é possível.

Carme, Marcelo, Márcia, Silvana, Roseli.


:: ECS 11 - Texto Final - Desigualdades - Grupo Cê


ECS 11 - Texto Final


Márcia, Silvana, Roseli, Marcelo e Carmem.


Refletindo a partir de A.J. AKKARI


Possuimos uma educação pública bastante ineficaz, e quando faloi de ineficaz não estou dizendo que a forma que a realizamos é ruim, não é isso, pois temos profissionais nas escola públicas em todos os níveis da mais alta estirpe, possuímos espaços públicos muito bem eqquipos. É claro que há escolas defasadas e outras sem estrutura alguma e também profissionais relapsos que denigrem a imagem do professor como profissional. Entretanto a questão que deve ser avaliada, é uma questão cultural que se estabelece no país a partir de sua colonização a partir de 1500. Veja que não é uma questão de lugar comum, mas uma avaliação histórica, " Se tu ensinas ao teu filho que deves bater na porta e pedir licença para entrar em qualquer lugar desde a mais tenra idade, ele o fará assim sempre", porém se isso não ocorrer ele entrará sem predir licença e assim achará sempre correto." E isso acontece com a nossa educaçõa, ela é uma traca de favores desde a mais tenra idade do pais e não um direito do cidadão, pois cidadão neste país é algo que só se conheceu a partir da década de noventa com a insersão de programas sociais e de movimentos populares através de ONGs com grande visibilidade, porque antes tudo isso era restrito a pquenos grupos marginalizados que propunham democracia, socialismo, cidadanis... Então o acesso a educação é complicado. Se partimos de uma premissa de favor, troca de favor, troca de bens, a transformamos em uma mercadoria, e por mais que as instituições privadas neguem a mercantilização do ensino, assim o fazem. N~/ao que seja errado, é apenas uma visão distin ta de ver o mundo. São questões de lados de desenvolvimentos, aqueles que apregoam o capitalismo, o neo liberalismo como forma de sociedade de sustento e vida e outras formas que visem oportunizar a todos, q quando falamos de todos incluimos desde enriquecidos a empobrecidos, portadores de necessidades especiais, etnias diferenciadas, gênero ... Isto nos mostra a desigualdade que vivemos, basta observar uma escola privada, através de um sítio qualquer de uma escola privada e de uma pública, mesmo em uma pequena visita ao sitio de relacionamento Orkut vamos identificar um cem número de comunidades dedicadas a escolas privadas e um númro restrito a escola públicas. Isto nos mostra que a desigualdade real que nos apresenta o privado e o público.


Para entender a desigualdade não basta acreditar que as pessoas não aproveitaram a chance, ou o problema é dops alunos que não se interessam. É preciso conhecer a história e analisar os fatos.
A educação publica só é reconhecida na constituição de 1824 no país e apenas em 1930 o país passa a ter um ministério da educação. Isto significa deizer que Fernando Haddad está a frente de uma pasta que não tem cem anos de existência. Ou seja, enquanto a Europa discutia como ensinaria suas crianças, nós ainda não tinhamos pensado em educação. Isto é um bom, começo de problema.
Segue-se a isto a educação confecional que igrejas católicas, luteranas, maçons e anglicanas instituiram em nome do progresso, excluindo de todo e qualquer ensino aqueles que não pertencessem a uma elite, pois não tinham dinheiro para mater filhos em instituições privadas. Quando se discute a popularização do ensino público, junto aos CPC coordenados pelo então pedagogo Paulo Freire, no início dos anos 60, um golpe reacionário, patrocinado pelas instituições militares, pela marcha das famílias, e pela elite empresarial, intelectual e religiosa do país condena o país a 32 anos de obscuriedade, sim 32 anos, pois devemos encontrar uma nova educação apenas com a LDB de 96, sendo assim 1964 à 1996 é um longo período, de três ou quatro gerações fadadas a um ensino tecnicista sob o julgo de regras acordadas entre o MEC e a Agência Norte Americana de Desenvolvimento que ceifa a criticidade e o estudo científico do país, assim como irrompe uma violenta - física e mental - atrocidade contra a intelectualidade progressista do Brasil, prendendo, exilando e matando-os (Paulo Freire, Darci Ribeiro, José Dirceu, Flavio Koutzi, FHC, Augusto Boal, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frei Beto, Frei Tito e tantos outros).

Esse fato - a obscureidade na educação - contribui para que o final da década de 80 e a década de 90 mostrem-se com uma explosão no crescimento de alunos e alunas por todo o país. A abertura política se dá em todos os níveis inclusive na educação e a democratização dos meios levam as escolas a incharem, pois todos tem direito a educação. Assim sendo o país que resolvera a questão educacional, mascarando com a exclusão da maioria do povo, em redutos com favelas, vilas, zonas rurais, agora se vê despreparado para a demanda que parece vir do nada, mas não vem. As pessoas já existiam, o pder as escondia, e agora,m escolas sem condições físicas e sem material, professores despreparados e desconhecedores dessa realidade desesperam-se por que as coisas não são como antes...
E agora, o que fazer. A desigualdade está estampada na rua, principalmente onde se aproximam escola particulares e escolas públicas, a disparidade no tamanho, na pintura, nop muro e na crianças que passam de carros com vidros escuros e meninos de calça curta e tênis furado, convivem porque são criança, distanciam-se porque a escola privada, não o aceita, pois ele é povo e deve estar inserido no que é público.


Os momentos educacionais:

1- A educação é secundária, as heranças garantem o poder.
2- A educação "neutra" prepara o país para o neo-liberalismo
3- A escola como capital, ela é a moeda do desenvolvimento para toda e qualquer pessoa que possa pagar.

Uma constatação desse mercado é a grande aparição de escolas secundárias e supletivas que antes eram cursos preparatórios de vestibular. Hoje são escolas regulares pagas. Em São Leopoldo são quatro e em outros municípios alguns até faculdade privadas já viraram. Estranho!!!

Outra questão de mercado sao os livros didáticos de grupos educacionais que invadem as escolas privadas, escolas públicas, secretarias de município e o programa de livros didáticos do governo federal. A produção de material didático e os livros que são comercializados fazem uma fortuna na mão dos empreendedores privados que condenam a escola pública e suas verbas a uma ibernação de gerações.


A descentralização do ensino

Humm. Isso é um problema grave. Apesar de não concordarmos com a maioria das coisas que o então candidato a presidência e ex ministro da educação Cristóvam Buarque, o professor tinha em seu plano de governo boas idéias de trabalho com as escolas de ensino fundamental , não a uma produção fordista, mas sim a uma estruturação sem disparidades entre as regiões do país.


O pacto das elites

A elite resolveu o problema da educação com suas escola privadas. Sendo a elite, a parcela da população que detem o dinheiro e pode pagar por uma escolade qualidade, a privada, resolveu o seu problema com a educação. A população em geral que resolva o seu, com suas precárias escolas públicas.

Esse é o pacto neo-liberal, estar no lugar do público constituindo um mercado, para que tenha acesso apenas aqueles que gerem lucro, os demais, são excluidos do processo.

A educação como prioridade pública só existirá se for por nós estabelecida como prioridade, caso não nos comprometamos com essa idéia, nada se fará pela educação, pois paliativamente o país já se constrói a 506 anos. E isso é uma das razões para a desigualdade dentro da educação levando-nos a falta de desenvolvimento sócio-político e cultural no país.

Na verdade é uma questão de classes sociais, já identificada por Marx no século XIX. A aproximação de público e privado inviabiliza o pacto neo-liberal.

E quais as alternativas para dirimir essa desigualdade?????????

Vitas aos Sítios do MEC e Sec da Educação RS

Ao entrar no sítio do MEC deparamos com inumeras coisas novas. Programas, ações e novidades que não tinhamos idéia. Claro que pesquisaamos sobre o ensino superior e encontramos o PROUNI, centanas de milhares de jovens frequentando a universidade. E logo depois encontramos o programa que estamos inseridos, Universidade Aberta do Brasil o qual contempla a entrada de professores leigos em universidades para a sua graduação. Num processo de parceria entre gov. federal, municipal e universidade, somos alunos universitários. Isto é uma política pública de educação a qual somos testemunha e vivenciamos. Município de São Leopoldo, Governo do Brasil e UFRGS, por um país melhor.

No mesmo sítio Ministério da Educação encontramos o programa de alfabetização de adultos que proporciona a cidadania a quem nunca pode ler o itinerário do ônibus que precisava pegar.

in Forum ECS 11 - grupo C

Estava pensando como as políticas públicas são diversas e como sãode difíceis implementações, citando Miguel Arroyo, as certezas e verdades construidas na educação sõa de difíceis nudabças. Vejop que por mais que se tenha idéias e as vezes dinheiro disponíveis, as escolas num termo geram junto com os professore e a comunidade são muito resistentes a fazerdiferente. è aquela história de que se deu certo até aqui, por que mudar. ou no meio popular, em time que está ganhando não se nexe. Ontem,mesmo, depois de sair do pólo, fui deônibus para casa, e no letreiro de destino estava escrito KILOMBo, onde deveria estar escrito QUILOMbo, com Q U e não com K, isto é resultado de uma educação que dá certo?, com certeza a maioria das crinças aprendem a ler, e a calcular, mas a minoria das crianças interpretam a notícia, a propaganda política, ou buscam o livro se o professor não indica, a maioria sabe somar e diminuir, mas nomercado dificilmente sabe quanto de carne moida que custa 3,80, vai conseguir levar com um real... sã pequenos exemplos que serviriam com tese de mudança educacional, mas que jamis são colocadar em pauta para mudar ou para implantar novas políticas públicas, não apenas advindas do governo, mas priorizadas por educader]es. Não correto afirmar, mas é pertinente discutir: a grande maioria das professoras e professores não está disposta a modificar a educação.

Programa Brasil Alfabetizando.
Buscamos então o sítio da secretaria para tentar linka o programa de alfabetização de adultos com o Alfabetiza Rio Grande. Mas tivemos uma surpresa negativa. Os projetos não são parceiros. Talvez um probleminha político????

Um terceiro programa de política pública é a questão da Escola Aberta, com bastante divergência entro o grupo da sua eficácia, mas levando em conta que é uma alternativa e a educaçãoi como tudo é feita de construções e não de coisas prontas, é necessário apostar no que a maioria se coloca a disposição de acredita, mas não podemos nos iludir com voluntariados que querem "lavar a alma " por estarem fazendo o bem para os "pobrezinhos".



Base teórica:
A.J. AKKARI - Desigualdades Educativas Estruturais no Brasil:Entre Estado, Privatização e Descentralização



Sábado, Janeiro 06, 2007

:: Maria Luiza R. Riess/Avaliações finais 1 e 2


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Educação
PEAD



Interdisciplina Seminário IntegradorI



MEMORIAL





Maria Luiza Ramos Riess
Turma D
1º semestre
Pólo São Leopoldo





Dezembro/2006
Reflexões sobre minha trajetória no PEAD


Estar no PEAD hoje, foi uma conquista quase que inesperada, pois quando soube do curso por meio de divulgação na escola e de alguns colegas, deixei levar-me pelo medo da reprovação no vestibular. Acabou passando o prazo e encerrou as inscrições para o vestibular, veio então, o arrependimento de ter deixado passar esta oportunidade. Mas tal para minha surpresa quando soube da prorrogação quanto ao prazo de inscrições. Encorajada por colegas que já haviam se inscrito e também impulsionada pelo desafio, efetuei minha inscrição e fiz o vestibular com cara e coragem, sem ao menos ler algo sobre os conteúdos.

Acompanhei o gabarito pelo site da UFRGS, minha ansiedade aumentava em cada acerto, pois sabia que a redação pesava muito. Finalmente, para alívio meu consegui minha aprovação no vestibular e no dia 28 de agosto estava com o comprovante de matrícula em minhas mãos.

Ser aluna da UFRGS é um orgulho, sempre soube que o processo seletivo do vestibular é muito difícil. E ser do PEAD ainda mais por ser inovador e o primeiro da área da Educação a ser oferecido pela Universidade. Além de tudo isso me dá a chance de cursar a graduação numa Universidade Federal, tão bem conceituada.

Em minha escola foi uma festa, todas que haviam se inscrito passaram no vestibular. Ana Lúcia, Fernanda Beatriz, Daiany e eu, todas nós aprovadíssimas. Posso dizer que durante este semestre caminhamos juntas uma auxiliando a outra, passando materiais para xérox, trocando informações, idéias e fazendo desabafos, e acima de tudo uma dando apoio à outra, incentivando para que nenhuma desistisse mediante tantos percalços e obstáculos.

O mundo virtual foi um deles, uma adaptação desafiadora e estressante para quem pouco sabia sobre informática e que depois de 40 horas de trabalho escolar retornar para casa, atender a filhos e marido e esperar que todos se acomodem para enfrentar pela madrugada, outra carga horária de trabalho frente a um computador de internet discada, que me deixava ?louca? com sua lentidão.

Minha vida que já estava um tanto acomodada de casa para o trabalho e vice-versa mudou do dia para a noite, apesar de não precisar sair de casa para estudar horas de sono perdi em frente da tela do computador e lá também perdia a noção do tempo, mexendo, clicando e clicando até descobrir coisas que nunca imaginava fazer no computador.

As leituras sugeridas e trabalhos propostos pelas interdisciplinas muito acrescentaram e influenciaram minha vida pessoal e familiar, bem como profissional quanto educadora e modificaram meus pensamentos sobre educação que já necessitava de uma reciclagem. Até mesmo aquelas leituras feitas meio contra gosto de difícil entendimento e que muitas vezes precisei ler e reler várias vezes, para poder extrair meu entendimento sobre o assunto. Conhecer um pouco do conhecimento de grandes filósofos e pensadores que contribuíram com a educação, me fez repensar sobre minha prática educativa e sentir tamanha responsabilidade e comprometimento com o ?ser professora?, ser que não é dono do saber, mas que é mediador, incentivador dos aprendizes na busca de suas próprias soluções, para que se tornem indivíduos confiantes na sua capacidade, com autonomia de pensamento e decisão.

Li muito, assisti a filmes, comentei, participei dos fóruns das interdisciplinas aprendi muito também sobre as TICs e a utilizá-las,

Procurei, na medida do possível, sempre estar em dia com os trabalhos para que não acumulassem, pois sabia que a cada semana teríamos mais atividades para desenvolver.

Lembro das aulas presenciais que foram essenciais para o nosso crescimento. Conhecemos a todos os professores, alunos de São Leopoldo e tutores que nos auxiliaram do início ao fim de forma incansável.

Agradeço as palavras de apoio da Professora Cíntia e Professor Leonardo que nos tranqüilizaram nos momentos difíceis, bem como deram suas recomendações de que organizássemos da melhor maneira nossa vida particular, a fim conseguirmos conciliá-la com os estudos.

Agora posso dizer diante de tudo que valeu e muito para o meu aprendizado e que lutei contra todos os fantasmas que me perseguiram, do desespero, da angústia, do medo, da incerteza...

E hoje, no final deste primeiro semestre, estou mais confiante em meus propósitos como educadora, segura do que quero com a certeza que não sou mais a mesma que iniciou o PEAD e que modificarei muito na forma de pensar e ser até o final desta caminhada.



?Quem ensina aprende ao ensinar
e que aprende ensina ao aprender.?
(Paulo Freire)
São Leopoldo, dezembro de 2006.


Meu
?documento testemunho?


Razões pela minha escolha

Passando por um semestre intenso com respeito a uma proposta inovadora do curso de licenciatura em pedagogia à distância que abrangeu conteúdos específicos à educação, apropriação tecnológica e interação com diferentes professores, tutores e colegas, formando laços de amizade e trocas, realizei muitas atividades entre as quatro interdisciplinas:

· Seminário Integrador I;
· Escola, Projeto Pedagógico e Currículo;
· Escola, Cultura e Sociedade;
· Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação.

E dentre as quais selecionei para documento testemunho meu blog que pelo qual consumiu parte de meu tempo e também por ter exigido de mim paciência, muito esforço e dedicação. Nele visualizo virtualmente o desenvolvimento de minha caminhada na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, que crescia a cada semana que passava. Através dos blogs conheci colegas de outros Pólos e pude ver o desenvolvimento de seus trabalhos também.

Cada texto elaborado, cada imagem pesquisada, cada pensamento postados, cada comentário lido, cada trabalho de grupo discutido fazem parte de um aprendizado que com certeza levarei para sempre comigo.





Maria Luiza Ramos Riess



Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

:: ECS-11 Políticas Educacionais


Grupo B:
Cláudia Costa
Cristiane Diel
Elisabete Neto
Grasiela Birk
Íris Dias
Sheila Oliveira
Zilma Vitória

A partir das visitas no site do Ministério da Educação, da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul e da leitura do texto de A.J. Akkari observamos que a trajetória da educação em nosso país revela as desigualdades educativas e estruturais entre ensino público e privado.A LDB no seu Art.3º, garante não só , igualdade de condições e acesso e permanência na escola, como também o padrão de qualidade.No entanto ainda encontramos muitos problemas no sistema educativo brasileiro: a dificuldade de acesso à escola em algumas regiões do país, como no nordeste e no meio rural; a evasão escolar por alunos de baixa renda;a descentralização dos impostos prejudicando os estados mais necessitados;a precariedade de alguns estabelecimentos de ensino entre outros aspectos demonstram as falhas no sistema.
Causa espanto saber que o governo gasta mais para manter um jovem no sistema carcerário do que na escola. Além disso, existe grande disparidade entre a rede pública e privada. A escola pública é freqüentada por alunos de classes populares. Além destes aspectos o gasto que o estado tem com cada aluno é bem inferior aos dos pais de alunos de uma escola particular.Já, a escola particular é freqüentada pela elite que faz comparações entre as duas redes com ares de superioridade,sem levar em consideração a origem social de seus públicos. O sistema educativo brasileiro não é regido pela competição, mas pelo monopólio das escolas particulares sobre a qualidade.
É assustador perceber o quanto a desigualdade está se tornando parte do nosso dia a dia, e transformou-se algo tão natural que já convivemos com essa injustiça em todos os campos de nossa sociedade...Hoje nossa sociedade visa o TER e não o SER e quem acaba sofrendo com isso são as crianças. Também penso que todos deveriam ter a preocupação de formar seres humanos mais cultos e não somente nós professores.
Com certeza há muita gente desinteressada na cultura e na educação do povo, mas não podemos deixar de ter esperança de que existam políticos comprometidos com o futuro do nosso país e com a educação..Quanto aos professores, muitos reclamam de salário mas ganham até demais pro trabalho que realizam... talvez seja exatamente por isso que nossa classe é tão desvalorizada...Precisamos procurar nas escolas para achar professoras realmente interessadas em oferecer educação de qualidade... como as escolas particulares pagam mais, exigem mais e os pais COBREM O INVESTIMENTO om que contribui para que exista essa desigualdade tão grande entre o ensino público e o privado.
O fracasso da educação pública no Brasil deve-se também a má formação dos profissionais de educação, ao pouco incentivo para procurarem atualização e também aos baixos salários. Os professores chegam a trabalhar 60 horas para viverem com um mínimo de dignidade.Desta forma a capacitação dos profissionais fica comprometida pela falta de tempo.
Oferecer educação de qualidade e oportunidades iguais a todos é dar a chance dos pequenos crescerem. A quem isso interessa?Além disso, quanto mais culta a população for, mais refletirá sobre seus votos, governantes, etc... A quem isso interessa?
O poder aquisitivo é a maior causa da desigualdade social e educacional em nosso país. Aqueles que têm sua fortuna querem mantê-la, e para isso não é interessante que os outros (de menor renda) venham a competir com os seus filhos, netos, etc., para a elite dominante é mais interessante que a educação mantenha a ordem social. É revoltante saber que os filhos da classe dominante, tendo plenas condições de pagar por esta formação, preenchem as vagas excluindo os alunos das classes menos favorecidas. O ingresso nas universidades federais, através de vestibular por alunos que freqüentaram o ensino médio em escolas particulares prejudica os alunos vindos da escola pública; pela desigualdade das duas redes. O ProUni ? Programa Universidade para todos vem amenizar o descontentamento da população concedendo bolsas de estudo integrais e parciais para alunos de baixa renda em cursos de graduação e seqüenciais em área específica,em instituições privadas de educação superior,em contrapartida o estado oferece isenção de alguns tributos aquelas que aderem.
Portanto,para oferecer um ensino de qualidade para todos os alunos, inclusive os da rede pública, é preciso incentivo dos governantes e vontade de todos os professores. Precisamos formar estudantes conscientes, críticos e criativos, para atuarem em sociedade,para tanto, os professores também precisam estarem conscientes e comprometidos com sua profissão. Paulo Freire aborda esta questão em seu livro "Pedagogia da Autonomia", explica que o educador consciente das injustiças e desigualdades sociais, com uma prática político-pedagógica é capaz de incentivar os alunos a fazer uma análise crítica da situação e a intervir no mundo para que ocorram mudanças.Não podemos ficar de braços cruzados diante do descaso com o a educação pública em nosso país.


:: ECS11


Sexta-feira-Janeiro 05,2007
ECS-Atividade11


Universidade Federal do Rio Grande de Sul
Pedagogia Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Escola, Cultura e Sociedade
Aluna:Carla Rosane Maus Pólo: São Leopoldo
Atividade Nº: ECS-11 ( final )



Conforme texto de A. J. AKKARI, no Brasil, mais que em outros países do Sul, a escola constitui um produto social desigualmente distribuído.
No Brasil, há uma constituição progressiva - de um sistema educativo fragmentado, compreendendo várias redes de velocidades diversas.
Podemos distinguir quatro períodos principais da história das lutas em prol da escola pública no Brasil. Pelas condições históricas da constituição do sistema educativo brasileiro revela os principais debates ideológicos contemporâneos no país.
O primeiro período acabou com a promulgaçaõ, em 1962, pelo Congresso



Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

:: Elisabeteneto - Avaliacao Final 2


Elisabeteneto - Avaliacao Final 2 (RELATORIO)
avaliação final - relatório

Elisabeteneto - Avaliacao Final 2 (SLIDES)
avaliação final - slides


:: neusasiqueira1_avaliacaofinal1


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ? UFRGS.

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA ? EAD.

PÓLO SÃO LEOPOLDO.

INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR.

TURMA ?D?

1º SEMESTRE

ANO 2006

ALUNA NEUSA MARLENE SIQUEIRA

AVALIAÇÃO FINAL 1

MEMORIAL DESCRITIVO


? A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para que eu não deixe de caminhar.?
Fernando Birri, cineasta.



Minha história e minha paixão pela educação, começaram muito cedo e distante de São Leopoldo.

Quando criança morava no interior de São Luiz Gonzaga, época de muitas dificuldades e poucos recursos, mas época em que se formavam grandes valores e bons hábitos e atitudes. Na inexistência de meios de comunicação e informação, como por exemplo, a televisão, o tempo era ocupado com leituras de livros, diálogos e brincadeiras criativas.

Tive no meu tempo de criança, o privilégio de conviver com professores que vinham lecionar na localidade e se hospedavam em minha casa, por ser perto da escola e possuir espaço.

Meu pai homem calmo e extremamente correto, apesar de pouco estudo muito inteligente, via o professor como um ser muito especial. Eu ganhava de presentes dos professores livros de historinhas infantis, que eram minhas relíquias.

Quando terminei a 8ª série, o meu avô materno já morava em São Leopoldo, vim morar com ele para cursar magistério no Colégio São José.

Em 1981, concluí o curso e fiz estágio na Escola Salgado Filho, onde permaneço até hoje como professora. Estes vinte e cinco anos de caminhada no magistério Leopoldense foram anos de muitas lutas, conquistas, derrotas, alegrias, tristezas, satisfações e insatisfações, tanto na vida profissional como para a educação.

Posso citar alguns fatos importantes da história do magistério público Leopoldense a qual participei:
- Criação do Sindicato dos Professores;
- Diversas lutas e reenvidicações para melhoria da carreira dos professores e do ensino em geral do município;
- Criação do Plano de Carreira do magistério;
- Conquista da eleição de diretores de escola;
- Anos de luta em prol de um prédio novo para a Escola Salgado Filho, entre outras.

Moradora desde 1983 no mesmo bairro em que se situa a escola, tenho um ótimo relacionamento com a comunidade escolar e para isto sempre mantive uma postura íntegra de muito respeito e socialização.

Nesta minha fala tentarei explicar o motivo pelo qual, em todo esses longos anos não busquei uma formação superior. Casei logo no início da minha carreira profissional, a casa própria foi prioridade, depois vieram as duas filhas, a parte financeira sempre muito no ?limite?, contribuí para que minha irmã fizesse o curso de magistério, hoje é professora no município de São Luiz Gonzaga, em suma o problema foi mesmo financeiro.

Mas no contra ponto, posso afirmar que apesar de não ter estudado, nunca fiquei apática ou acomodada, muito pelo contrário, penso que sempre fui muito inquieta em relação a minha profissão e a educação como um todo. Mantive-me sempre bastante integrada com todas as mudanças pertinentes à educação. Quando participava de palestras e reuniões, sempre procurei tirar o máximo de proveito para aperfeiçoar as minhas práticas em sala de favor do aluno. Dentro da escola sempre tivemos espaços para discussões em favor do crescimento profissional coletivo e melhoria do ensino.

Também não posso deixar de mencionar aqui, a importância que o partido político a qual me engajei em 1983 e participo até hoje, teve no meu crescimento profissional, no aperfeiçoamento do meu senso crítico e na minha formação cidadã. E hoje, esse partido que é governo me possibilita ainda mais, a minha formação superior, através das políticas educacionais.

Logo quando soube da possibilidade deste curso, fiquei eufórica e tive a certeza que passaria nas provas e faria o curso. Mas depois das primeiras aulas, pensei em desistir, achava tudo muito difícil, conhecer os programas, leituras, entender as atividades, produzir textos, postar no blog, copiar, fazer e postar arquivos, foi aí que percebi o quanto ainda poderia e deveria aprender. Parei, reorganizei o meu tempo, a minha vida e segui.

Hoje com muita alegria e orgulho, digo que estou vivendo uma nova fase em minha vida pessoal e profissional, pois este CURSO DE PEDAGOGIA, QUALIDADE UFRGS, À DISTÂNCIA E GRATUÍTO, é sem dúvida para mim um sonho, um sonho realizável. A minha vida inteira sonhei com uma formação superior, não apenas para ter um diploma a mais, mas sim, para poder participar dos assuntos pertinentes à educação com mais segurança com embasamentos teóricos e para contribuir com a melhoria do ensino.

Este curso já no primeiro semestre me proporcionou inúmeras aprendizagens, uma delas é a área da informática. Eu que pensava, antes do curso, que não precisava saber muito em relação a esta tecnologia, tenho hoje consciência que é fundamental que os professores tenham um conhecimento considerável nesta área, para que as aulas se tornem mais prazerosas e haja um avanço no ensino.

Tenho a expectativa de que este curso, não é curso vinculado a decorar fatos, e sim proporcionar uma trajetória de construção de conhecimentos, com o objetivo concreto de melhoria da qualidade do ensino, e assim concluo, dizendo que estou bastante animada em aprender para poder enriquecer minhas aulas, beneficiando assim sem dúvida os alunos, que são objeto maior dentro da realidade escolar.

Estou cheia de planos para o próximo ano letivo em relação a transformar a aprendizagem dos alunos em algo prazeroso e agradável.

NEUSA MARLENE SIQUEIRA


:: neusasiqueira2_avaliacaofinal2


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ? UFRGS

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA ? EAD

PÓLO SÃO LEOPOLDO

INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR

TURMA ?D?

1º SEMESTRE

ANO 2006

ALUNA NEUSA MARLENE SIQUEIRA

AVALIAÇÃO FINAL 2

DOCUMENTO TESTEMUNHO







SEMANA 12/ ECS 11- POLÍTICAS EDUCACIONAIS

REFLEXÕES - POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL - EDUCAÇÃO ESCOLAR
O Brasil historicamente é marcado por lutas e mudanças no sistema educativo.
Atualmente vem se observando mudanças consideráveis nas políticas educacionais, em prol da escola pública. Programas que vem de encontro a garantir uma escola que consolidariza a qualidade do ensino, respeitando a autonomia dos sistemas e colocando a tecnologia a serviço da educação.
Os educandos atualmente provêem duma sociedade multicultural com uma diversidade de famílias, culturas, raças e níveis sócio-econômicos... A todos devemos um sistema educativo eficiente, solidário e respeitador, que cumpra com a função de formação cidadã.
É importante considerar que o ensino fundamental é uma etapa extremamente importante para o desenvolvimento integral do ser humano. Os estímulos nos primeiros anos definem seu sucesso escolar.
O Ministério da Educação, em parceria com os estados e municípios vem implantando programas e ações comprometidos com a educação básica. Entre os programas, está a ampliação do ensino fundamental para nove anos, que incluirá milhares de crianças que hoje estão fora da escola; a formação de professores, beneficiando progressivamente a todos na habilitação, formação e atualização; Programa Universidade para todos (ProUni), maior programa de concessão de bolsas de estudo da história da educação brasileira, para estudantes de baixa renda; equipamentos tecnológicos, como computadores e DVDs, além de livros didáticos, literatura, dicionários...
Com essas medidas, cabe aos estados e municípios o compromisso no cumprimento das suas atribuições de modo responsável. Ficando a cargo dos municípios, juntamente as instituições de ensino e comunidade, a elaboração de um projeto pedagógico que crie condições favoráveis para o desenvolvimento democrático dessas ações.
Para que esses programas funcionem de maneira eficaz, deve-se considerar aspectos da realidade do educando. Para isso é necessário que a instituição escolar estabeleça relações democráticas com a comunidade, com vistas à reorganização curricular.
A garantia de condições dignas de trabalho, formação e qualificação dos trabalhadores em educação; equipamentos tecnológicos educativos; escolas bem estruturadas fisicamente e principalmente o comprometimento do professor com a aprendizagem e formação cidadã de seus alunos, me leva a acreditar que é possível construir uma nova realidade educacional no Brasil.





JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO DOCUMENTO TESTEMUNHO



Escolher uma atividade entre tantas com assuntos interessantes das quatro interdisciplinas, não é uma tarefa fácil.

Poderia escolher as atividades das interdisciplinas EPPP ou ECS que me levaram a refletir sobre Paulo Freire ou uma das atividades da TIC, mas optei por escolher a ATIVIDADE 11 DA INTERDISCIPLINA ECS, que trata das POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL, que na minha concepção é um assunto amplo e importante.

Esta atividade me oportunizou dois pontos importantes, que é o conhecimento e a reflexão.

CONHECIMENTO:

- Conhecer mais detalhadamente os atuais programas educacionais do Brasil, a nível federal, estadual e municipal e também a incumbência de cada órgão, bem como os das instituições escolares.
- Comparar as atuais políticas educacionais com as de décadas anteriores e perceber que houve uma grande evolução na educação do Brasil.




REFLEXÃO:

- Associar que este curso de formação, o qual estamos fazendo, depende das políticas governamentais adotadas, bem como, as inovações tecnológicas que aos poucos chegam às escolas (computadores, DVDS...).
- Quando falo em políticas educacionais, também não poderia deixar de mencionar Paulo Freire, que teve todo um programa educacional de transformação impedido de ser desenvolvido no Brasil, Por não ser de interesse governamental, que as classes menos favorecidas do Brasil fossem beneficiadas, em relação ao seu desenvolvimento intelectual e cultural (anos 60).
- Por fim, o papel do professor, como peça fundamental, no processo educacional de melhoria da qualidade do ensino, pois é ele que promove o desenvolvimento dos projetos, através de suas práticas cotidianas. Quanto maior os saberes do professor, melhor será a qualidade do ensino de um país.




NEUSA MARLENE SIQUEIRA



Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

:: Avaliação final 2


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Licenciatura em Pedagogia a Distância
PEAD
Atividade Final 2
Seminário Integrador
Pensar e escolher uma única atividade não foi fácil, frente a inúmeros trabalhos que realizamos. Tive que vencer muitos desafios para superar obstáculos que surgiram no decorrer do semestre.
Senti muitas angustias e dificuldades frente ao uso das tecnologias, pois não tinha muita familiaridade com as mesmas, mas tive que me render ao uso da máquina e dar um jeito de aprender.Pensei até mesmo em desistir, por não conseguir ter o temo suficiente para realizá-las, já que a maioria das produções exigia muita leitura, as quais eram bastante complexas.
Escolhi como testemunho dos trabalhos realizadas o meu blog individual, o qual contém muitas produções. Esta era uma ferramenta desconhecida, não sabia o que era um blog.
Achei ótimo utilizar esta forma d interação de troca de experiências, de aprendizado colaborativo e que não exigia muito desconhecido de html. Pude utilizar o blog como um diário pessoal, onde coloquei meus desabafos.
Mesmo sendo virtual me senti próxima de colegas e professores, é um mundo que amplia a interação e o conhecimento.
Acredito que este serviu para aprimorar meus conhecimentos e aumentar a confiança na minha prática pedagógica.
Trabalhar com ferramentas desconhecidas é instigante e inovador. Neste blog fica visível como consegui superar as dificuldades me aprimorando no uso das tecnologias e dos conhecimentos científicos, porém isto é só um pouquinho do que aprendi, espero poder aprender muito mais e enriquecer cada vez mais o meu trabalho.

http://alinevleal.blogspot.com


:: Memorial Aline Veloso Leal


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA
PÓLO DE SÃO LEOPOLDO












MEMORIAL









INTERDISCIPLINA: SEMINÁRIO INTEGRADOR
TURMA: D
1º SEMESTRE
Este ano que passou foi marcado por muitos acontecimentos importantes em minha vida, alguns momentos muito alegres, outros tristes. O mais alegre foi o nascimento do meu filho e o mais triste o acidente que meu pai sofreu, ficando 30 dias hospitalizados na Uti, mas no final tudo ficou bem.
Para o ano de 2006, tinha como meta retornar aos estudos, pois seria agora ou nunca, então prestei vestibular na ULBRA, mas não pude cursar devido ao alto valor da mensalidade, então fiquei entristecida. Dias depois fiquei sabendo que a FEEVALE teria um novo vestibular para preencher as vagas do curso de Pedagogia Fisem (o curso tem descontos e ocorre aos finais de semana), prestei vestibular novamente e fui aprovada, fiz a matrícula e estava empolgada. Como estava grávida e meu filho nasceria em fevereiro teria que fazer as atividades em domicílio, tendo 90 dias de licença maternidade, mas com a chegada do Enzo as coisas complicaram, não podia deixá-lo o dia todo sem amamentá-lo, então acabei desistindo mais vez.
A minha irmã também havia feito vestibular na vestibular na FEEVALE e continuava cursando, apesar das dificuldades. Foi aí que ficamos sabendo por intermédio de uma amiga dela, sobre o vestibular da UFRGS e o curso a distância.
No primeiro momento não queria prestar o vestibular, já estava muito frustrada por tantas tentativas, mas pela insistência da minha irmã, fomos fazer o vestibular, e que alegria, nós duas fomos aprovadas.
Tinha certo receio do curso à distância, ou até posso dizer preconceito, pois acreditava que o curso não teria qualidade.
Com o início do curso, o meu conceito foi se modificando e fico feliz em poder dizer que sou aluna da UFRGS em um curso à distância, e principalmente modificar o rótulo que as pessoas fazem a respeito.
Na minha vida pessoal, foram muitas mudanças desde o início do curso, não foi fácil conseguir organizar o tempo, com o número de atividades para serem realizadas (leituras, produções escritas, ...), bem como com as que já possuía, trabalho, casa, família,... O que também dificultou muito foi o acesso à internet, devido à mesma ser discada, por isso não é em qualquer horário que posso trabalhar. O excesso de valor na conta telefônica foi motivo de muitas discussões, mas tudo bem.
Também fiquei muito tempo afastada da família, devido a tantas tarefas em cada uma das interdisciplinas.
Estudar na Ufrgs, com certeza é um privilégio e eu estou muito feliz em conseguir realizar o sonho de cursar uma graduação, a qual abre muitos caminhos na sociedade atual.
No decorrer do semestre realizando as tarefas pude acrescentar muitos conhecimentos novos e mudar conceitos já adquiridos, trocar idéias e experiências com colegas e professores.
Outra coisa muito importante é o embasamento teórico, o qual proporciona em nossa prática mais segurança. Todas as produções serviram para aprimorar e refletir sobre a minha prática pedagógica. Acredito que tudo foi muito significativo durante este semestre, o aprendizado coletivo e a maneira não convencional de adquiri-lo, utilizando as ferramentas da internet, com as quais não estava habituada, foram muito válidos e estamos somente no começo, temos muitas coisas para aprender no decorrer do curso, fiz o possível para realizar todas as produções e acredito que tive um bom desempenho.



:: Avaliação Final 2


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Licenciatura em Pedagogia a Distância
PEAD
Atividade Final 2
Seminário Integrador


Durante este semestre foram inúmeras atividades realizadas, algumas simples, mas a maioria complexas. Em vários momentos senti dificuldades, pois não tenho acesso a Internet, o tempo que possuo livre é curto e as leituras foram complexas. Tive muitos momentos de angústia e ansiedade, pensando até em desistir do curso. Mas, devido ao incentivo da minha família, ainda estou persistindo. Vejo ainda, certa dificuldade em realizar trabalhos em grupo, uma vez que o meu tempo diante do computador é curto, não conseguindo contatar com todas as colegas em tempo hábil, porém, sinto que é necessário rever esta sistemática.
Em testemunho das aprendizagens que vivenciei durante este semestre, escolhi para comprová-las meu blog. Este, é um recurso como se fosse um diário, sendo que nele podem conter quaisquer tipo de informações. No início, senti uma certa dificuldade em utilizar esta ferramenta, mas aos poucos fui me apropriando deste conhecimento. Ainda pretendo aprimorar o uso desta tecnologia, inserindo mais recursos ao meu blog, e realmente tornando-o um diário.
Acredito, que através do meu blog, é possível visualizar o meu crescimento durante esta caminhada, onde é evidente, que muitas dificuldades já foram superadas, mas ainda há muito que melhorar. As produções, as reflexões, enfim. Tudo o que contribuiu para que eu começasse a olhar com outros olhos a educação, está postado em meu blog.


http://fabianavleal.blogspot.com


:: Memorial- Fabiana veloso Leal




Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA
PEAD
PÓLO DE SÃO LEOPOLDO









MEMORIAL
Atividade Avaliativa






Interdisciplina Seminário Integrador
Professores Coordenadores: Cíntia Boll e Leonardo Porto
Aluna Fabiana Veloso Leal

São Leopoldo, 04 de janeiro de 2007.


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Licenciatura Em Pedagogia a Distância
PEAD
Memorial Descritivo

Este ano foi um pouco atípico em minha vida. No final de 2005, início de 2006, decidi que iria estudar, pois precisava buscar uma graduação. Então, prestei vestibular na ULBRA e fui aprovada, mas no momento da matrícula, descobri que, como o valor era muito alto, não poderia estudar. Fiquei bastante decepcionada, mas não desisti da idéia.
Busquei informações em outras Universidades, e acabei descobrindo que a FEEVALE faria um novo vestibular, para preencher as vagas que ainda estavam sobrando. Novamente fui aprovada e iniciei o curso de Pedagogia FISEM (final de semana), sendo que trabalhava 20 horas só para custear as despesas com o curso. Por intermédio primeiramente de uma colega, fiquei sabendo que a UFRGS estava promovendo um vestibular-edição especial - para professores já nomeados na função. Posteriormente, através do jornal, inteirei-me de todas as informações. Senti, que esta seria a minha chance de iniciar e concluir um curso de graduação em Pedagogia.
Participei do processo seletivo, com bastante receio em não conseguir aprovação, já que não havia me preparado e há um certo tempo estava afastada de conteúdos mais complexos. Porém, para minha surpresa, fui aprovada.
Até aqui, tudo tranqüilo, mas iniciado o curso as modificações foram muitas no meu dia-a -dia. No começo sentia-me um pouco constrangida em dizer as outras pessoas que fazia um curso à distância, pois inclusive eu, sempre fui um pouco preconceituosa em relação à qualidade que os mesmos ofereciam, devido a comentários sobre alguns cursos feitos por colegas, aqui na região. No entanto, ao longo deste semestre, fui quebrando paradigmas e revendo alguns dos meus conceitos, e hoje afirmo e falo para quem quiser ouvir, que faço um curso à distância, que sem dúvida, pelas experiências que já tive, nos cursos que havia iniciado e não concluí (Educação física, Enfermagem e Pedagogia), que a qualidade deste curso é incomparável a de um curso regular.
Em minha vida pessoa, não só eu, como a minha família, também perceberam as mudanças que ocorreram após o início do curso. Devido a não ter acesso a Internet banda larga, necessito sair de cãs e me deslocar a cãs de parentes ou curso de informática, ou a lan house, passando assim, um longo tempo ausente do convívio familiar. Também, quando estou em cãs, necessito estar lendo e fazendo as minhas produções, já que o número de atividades é grande. Foi preciso, realmente utilizar e aproveitar o tempo da melhor forma possível, para conseguir realizar as tarefas propostas por cada interdisciplina. Sem dúvida a sociedade valoriza e respeita mais as pessoas que já possuem curso superior, ou que estão buscando essa formação, e quando digo que sou aluna da UFRGS, é visível a expressão de admiração e espanto das pessoas.
Gostaria de citar algumas expressões utilizadas por uma professora na semana presencial que tivemos no início do curso, onde ela disse: -A UFRGS não é para qualquer um!, - Acharam que seria fácil se aluno da UFRGS? Realmente, naquele momento eu percebi como iria se desenvolver o curso. Nada de ?conversa fiada? ou brincadeiras. Há uma seriedade em todos os trabalhos realizados.
Em meu trabalho, pude aprimorar muito do que já vinha fazendo e realizar muitas coisas novas, uma vez que se tornou um facilitador o fato de que a turma é composta exclusivamente por professores, sendo possível uma troca de experiências constante e também, que o conhecimento científico nos proporciona segurança para agir conforme é preciso.
Ao longo das leituras, discussões e produções fui relacionando sempre, com as minhas vivencias e refletindo sobre o que fazia certo e o que ainda precisava melhorar. Os conteúdos estudados na interdisciplina Escola, Projeto Político Pedagógico e Currículo, por exemplo, contribuíram muito na avaliação e reformulação que fizemos no Projeto Político Pedagógico em minha escola.
Penso que a cada autor que estudamos acrescenta algo para nossa concepção de educação e aprimora nossa prática pedagógica. Porém, o legado desses autores é expressivo e também muito complexo, o que requer muita leitura, reflexão e estudo.
Neste semestre, todo esse conhecimento acresceu e muito no meu pensamento sobre educação. No entanto, tenho certeza, que não é em apenas um semestre que as mudanças significativas ocorrerão, e sim ao longo do curso, em cada semestre, juntando as aprendizagens de cada interdisciplina, as trocas e as construções coletivas.
Durante este período, a minha maior dificuldade, foi com relação ao número de atividades, o tempo para fazê-las e o acesso a Internet (sem previsão para o meu bairro) e a realização de trabalhos em grupo. Também, não entendi muita bem a finalidade da tutora da sede, uma vez que nunca recebi qualquer aviso ou contato por parte da mesma.
Enfim, ainda estou me apropriando de tantas novidades com relação ao curso, principalmente no que se refere ao uso da tecnologia. Mas considero um grande avanço o meu desempenho, visto que, em tão pouco tempo consigo perceber meu próprio crescimento, principalmente em minhas produções. Todavia, pretendo aprimorar e aproveitar em minha docência os conhecimentos aqui adquiridos, adequando-os a realidade em que minha escola está inserida.




:: sandraviganigoalvesavaliacaofinal2


Avaliacão final 2 sandra viganigo alves
Documento Testemunho
Meu documento testemunho escolhido so poderia ser e claro da disciplina TICS ?Educacão e Tecnologias da Comunicação e Informação,pois sem duvida alguma foi esta a mais angustiante,provocativa e no decorrer do semestre ate a mais gratificante, acho que no meu Memorial foi quase somente dela que falei.Então escolhi a atividade da semana 11 e 12 , VISITANDO a ESCOLA,poderia ter escolhido qualquer outra desta disciplina ,pois todas me levariam ao mesmo caminho,descobrir como somos ,ou seja sou leiga no assunto que envolve conhecimento em tecnologias e informatização,pensamos que lidar com a tecnologia,por exemplo e saber usar um joguinho no computador e sinceramente não e nada disto , portanto minha escolha foi a visita ao laboratório de informática,fazer a pesquisa, foi ate uma das atividades mais fáceis desta disciplina,pois nem envolveu a tecnologia propriamente dita,era so entrar no laboratório de informática de uma escola e observar ,ate a minha escola tinha ,nem precisei deslocar-me, e fazer algumas perguntas a professora esponsavel.
Foi bem ai que senti algo diferente ,entrei e olhei aqueles computadores ,aquelas crianças que la estavam eram alunos da pré ? alfabetização, aquelas mãozinhas pequeninas aprendendo a mexer naquela maquina,foi lindo,e foi ai que achei esta atividade de tamanha importância e que foi ela a escolhida para a minha avaliação final,como meu documento testemunho,sendo ai que realmente enxerguei com outros olhos aquele laboratório de informática,vi que não era um lugar somente para os alunos se distraírem e não incomodarem,ou para o professor relaxar,NÃO, era um ambiente de extrema importância para ambos, pois e ali que inicia-se o primeiro contato com a tecnologia e e claro ate podemos usar jogos ,com isto aprendemos a manusear com esta maquina ,mas e com outras atividades ,usando programas oferecido pelo próprio computador ,ou outros ali colocados que realmente aprenderemos a usar e abusar desta maquina maravilhosa,e claro se tiver acesso a internet o trabalho fica mais qualificado.
Então olhei aquele laboratório de informática com olhos de quem tinha ele nas mãos mas nunca soube explora-lo e a partir daquele momento decidi com muito orgulho,preperar minhas aulas de Informática Educativa com muito mais interesse,dedicação e conhecimento,pois não tive esta oportunidade e acabei passando os trabalhos que passei no decorrer deste semestre,e vou aproveitar ao maximo este momento com meus alunos esta hora oportunizada pela escola,assim eles não passarão pelos trabalhos que passei.


:: Memorial



Não imaginava que em menos de um ano minha vida passaria por tantas mudanças.
Vamos ao início...inscrição feita na Escola,via email,pagamento na sala no ginásio...onde iniciaram-se as surpresas da vida.Conheci Márcia Santos(uma colega iluminada),corremos juntas para tirar xerox dos nossos documentos...início de uma grande amizade.
Dia da prova;totalmente ?fora da casinha?,não havia estudado nada,havia perdido meu pai há 15 dias.Realizei primeiro a redação,depois o restante da prova...jamais imaginaria ser aprovada.
Bem,dia de aula presencial...muitas dúvidas...insegurança...
Tudo virtual...um mundo a ser descoberto
Uma mudança de hábitos,na vida,na rotina diária...
Trabalho nos dois turnos(manhã e tarde),com alunos;uma casa para organizar...e mais uma surpresa...conheci meu atual marido...
Blogger,pead,roda...meu Deus...uma loucura.Abre,fecha,copia,recorta,lê,posta fotos,espia blogger das colegas,resume,chora,tenta novamente...e assim o tempo vai passando.Novas experiências,novos conhecimentos..textos brilhantes...outros conflitantes...
Bem,falei em mudanças...
Queridas colegas e Marcelo,aproveito a oportunidade deste memorial para comunicar a vocês que, minha caminhada encerra por aqui...Agradeço pelo carinho de todos,em especial a Márcia e a Zilma.
Na vida,precisamos fazer escolhas...e eu fiz a minha.
Estou acompanhando meu marido...vou morar um pouquinho longe daqui...e não terei condições de continuar essa caminhada iniciada com vocês.Espero que cada um de vocês receba um beijo especial no coração!


:: Minha trajetoria no PEAD sandra alves


Minhas experiências no PEAD Sandra Viganigo Alves

Minha trajetória no PEAD iniciou-se já no vestibular, ou até antes, pois meus familiares viram o edital de inscrições para um curso superior de pedagogia a distância, oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com parceria da Prefeitura Municipal de São Leopoldo e outras cidades interessada, falaram-me e eu naquele momento não dei muita atenção pois já tinha cursado alguns semestres de Pedagogia em outra Universidade e como está era paga fazia puçás cadeiras por semestre. Mas minha querida mãe insistiu tanto dizendo-me que UFRGS era UFRGS e que eu com um diploma desta tão conceituada Universidade na mão seria-me de grande valor.
Então graças a ela decidi inscrever-me neste vestibular e não a decepcionei pois obtive o décimo nono lugar e logo que vi minha aprovação já estava ansiosa para que as aulas começassem.
Foi ai então que varias mudanças se iniciaram em minha vida a começar em minha rotina pessoal tive que readaptar todo o meu tempo disponível para a realização das tarefas propostas pelo PEAD.
Precisei de todo incentivo e ajuda de minha tão estimada família que não poupou esforços e se esmerou em me ajudar, dividindo tarefas e tentando não me sobrecarregar com outras atividades distintas.
Também tivemos que optar pela internet banda larga, pois sem ela em casa acredito que o curso seria quase que inviável, apesar de termos o pólo a nossa disposição.
Além disso também teve a sensação do abandono emocional que meu marido e meu filho, homens é claro sentiram, pois meu tempo em casa além de ser restrito, pois trabalho 40h em uma escola acabou ficando quase todo comprometido com asa atividades do PEAD, e senti que apesar que eles quererem que eu estudasse e até sentiam-se orgulhosos, estavam se sentindo muito sozinhos, já minhas filhas só me fortaleceram emocionalmente sempre me dando o maior apoio, no inicio do curso eu chegava as 18h da escola, sentava-me a frente do computador e lá ficava por cerca de umas 3h a 4 horas pois nunca achava onde postar minhas atividades, tive grandes dificuldades de domínio do computador, não sabia nem fazer o meu endereço eletrônico não sabia abrir email e tão pouco tinha um, também não sabia enviar arquivos ou fazer um link tudo isso para mim era um bicho de sete cabeças e me deixava apavorada e quase enlouqueci. Quando comecei a me inteirar no PBWIKI que foi o primeiro programa que conheci dentro do PEAD pois anteriormente só sabia lidar e escrever no Word,e somente quando alguém ainda abria a pagina para mim e deixava prontinho so para mim digitar e olhe la ,ainda assim achava difícil,ai apareceu o BLOGGER,e logo depois o ROODA,com WEBFOLIO,FORUM ,AULAS ,VER PAGINAS,PROCURAR ARQUIVOS,ENVIAR ARQUIVOS, ENVIAR LINKS,e outras coisas assustadoras assim,mas que com o tempo e a insistência,fui aos poucos conseguindo superar,não que ainda não encontre dificuldades,mas já consigo terminar as atividades ,salva-las ,posta-las e envia-las para o seu destino,também já sei meu e mail de cor,leio meus emails,envio peco socorro,e outras coisas mais.E isto esta se tornando uma coisa um pouco mais normal,ate que apareceu as imagens ,bom isto para mim foi extremamente desgastante ,nunca havia lidado com fotos ou imagens,colar e copiar ou copiar e colar ,pois nunca sabia qual vinha antes ou depois,realmente foi um sufoco e ate agora continua sendo para mim um grande desafio,teve ate um dia que eu fui no pólo de informática e as maravilhosas tutoras ensinaram-me e reensinaram-me tantas vezes que ate acho que aprendi ,ai registrei no meu blogger o dia que la no pólo consegui lidar com fotos ou imagens sozinha ,mas la , em casa não foi tão fácil assim, quase chorei , tentei, tentei novamente inúmeras vezes, deixei as fotos do mural da escola ,uma atividade proposta pela disciplina Tecnologias da Informação e das Comunicações, tão pequenas que ninguém nem eu conseguia vê-las, neste dia chorei de verdade. O pior era que as dificuldades iam aumentando veio os Islides, nunca nem havia imaginado conseguir faze-los, levei dias, até semanas, atrasei-me com as atividades, mas acabei por fazer sozinha, bem simples, mas fui eu quem fiz, e me orgulho disso.
Depois veio o jornal da escola que foi outro grande problema para mim, até conseguir enviar este arquivo com as fotos junto foi uma tortura, ou as fotos e imagens iam minimizadas ou não iam, varias vezes tentei aumentar o tamanho das fotos e até vi que as fotos estavam lá, então quando a professora ou tutora abriu o arquivo mandou-me esta mensagem: Sandra teu arquivo está vazio! Bom neste dia chorei, me estressei, mas continuei, mandei por email e ai novamente o problema das fotos elas não foram junto.
Podem imaginar como fiquei. Agora vem a página da web fiquei atrasada com está atividade e meu computador estava com problema pois cada vez que entrava para editar uma página entrava a mensagem erro linha tal, deseja depura-lo, objeto não suportado e ai não conseguia selecionar as palavras para fazer o hiperlink, tive que recorrer ao pólo de informática, também não conseguia tornar-me personagem e participar da WIKISTORIA pois dava as mesmas mensagens e a página a ser editada não entrava também tive que recorrer ao pólo, lá acabei passando mais de duas tardes ate conseguir participar de algumas salas de pate-papo, como alfabetização educação especial entre outras.
Acredito que estas dificuldades não foram só minha, como também de outras colegas pois ficou bastante difícil terminar as atividades dentro do prazo estimado pois é final de ano letivo nas escolas, época bastante agitada com passeios, festas, fechamento de notas finais, muitas cobranças de aprovações e reprovações, amigos secretos, compra de presentes, provas finais de nossos próprios filhos, organizacões de festas de natal em casa e na escola, formaturas, etc. Acho que isso é bastante para uma cabeça só, mas vai valer a pena.
Quanto a escola que é o meu serviço, vi o quanto ela é solidária com aqueles que buscam o aperfeiçoamento sempre via a escola dar uma mãozinha para aquelas que estavam cursando a faculdade, pois agora é minha vez, quer dizer nossa vez, pois tenho duas colegas que estão comigo nesta caminhada e apesar de as duas já terem desistido e retornado a realizar as atividades propostas pelo PEAD, nisto eu nunca pensei, até fiquei chateada com a perda da companhia de duas tão belas amigas, porque é nas horas de aperto que se conhece o melhor das pessoas, pois com essas colegas eu não tinha tanto convivência apesar de gostar demais delas, mas ao começar a convivência e o relacionamento mais diretamente com elas e ao trocarmos duvidas e apreensões, encontrei pessoas maravilhosas e agradeço do fundo do meu coração por serem estas minhas colegas do PEAD e por ter tido a chance de tornar-me mais intima delas e de suas maravilhosas famílias. Que Deus as abençoe.
Tenho as vezes ou seguidas vezes me analisado como professora fico me perguntando inúmeras vezes se estou fazendo as coisas certas, agora no final do ano letivo na hora das reprovações ou retenções escolares, que tanto tememos e lemos no texto Certezas nem tão certas e que mexeu bastante comigo e fez-me repensar sobre os motivos que iria reprovar alguns alunos, pois tive que realmente reprovar três alunos, digo tive mas foi o aluno e sua família que não lutaram por esta aprovação, estes alunos tiveram mais faltas do que presenças durante todo o ano letivo, não compareciam as aulas de recuperação oferecidas no turno contrario e quando compareciam nas aulas não aproveitavam o tempo, não participando nem realizando nenhuma das atividades propostas em aula, assim não atingiram a maioria dos objetivos propostos para o ano letivo. E ai me pergunto: Foi eu que os reprovei, ou foram eles e suas famílias que não aproveitaram as chances oferecidas, pois não faltaram recados, bilhetes informando a situação mas sempre sem retorno, mas como diz o livro e outros textos analisados a culpa do fracasso escolar recai sempre sobre o professor.
Na minha vivencia sobre o aprendizado em geral, tenho revisto muitas de minhas atitudes, como aquela de generalizar todos os alunos igualmente, tenho tentado ver a todos, cada um como um único ser e com suas particularidades, optei por chamar os familiares daqueles alunos com maiores dificuldades, não que nunca tivesse feito isto, mas desta vez foi convocando estes pais, e ao conversar sobre o aluno descobri que todos estes estavam passando por algum momento difícil ou por grandes dificuldades familiares, separação recente dos pais, alcoolismo na família, prisão de um membro da família, abandono de mãe e morte de pai deixando cinco filhos abandonados e tendo estes que obrigatoriamente ficarem sobre a guarda da avó que não os quer, e assim por diante.
E ai como culpar estes pequenos seres, se não foram eles que escolheram passar por estes desafios.
Muito fácil seria tratar com uma turma onde todos os pais e alunos se comprometessem no auxilio ao aluno e ao professor e que nenhuma criança precisassem passar por algum tipo de sofrimento em hipótese alguma e que este não influenciassem negativamente na vida escolar de cada aluno, também tenho me analisado sobre o professor autoritário ou o autoritarismo, de nunca como diz Paulo Freire oprimir o aluno pois a educação deve respeitar todo educando, incluindo os mais desfavorecidos, libertando o seu pensamento de tradições desumanizantes e opressoras.
Penso hoje que aprender e crescer e que cada aluno deve poder crescer do seu jeito,com suas próprias pernas ,com suas perdas e ganhos,e que nos professoras ou educadores devemos encaminha-los nesta direção ,na direção do conhecimento ,oferecendo-lhes todas as oportunidades que lhes convem e sendo de uma ou outra forma cada um vai chegar onde precisa,alguns logo chegarão ao auge do conhecimento ,outros trilharão caminhos mais montanhosos,mas chegarão la ,e so dar-lhes as ferramentas e esperar o tempo de cada um.
Cada um tem o seu tempo e o seu caminho a percorrer,digo isto ,porque no próximo ano letivo vou alfabetizar um aluno portador da Síndrome de Down, esta sendo para mim uma expectativa muito boa ,estou me preparando para este acontecimento desde já,trouxe um material incrível para ler nas férias e estou me interando muito bem no assunto,e desde o ano passado 2006,temos brincado de primeira serie com esta turma uma vez por mês ,para melhor adaptação deste aluno na primeira serie de verdade.Sera nossa primeira experiência na escola,e acredito que ntodos cresceremos com isto.
Mas estou muyito confiante em mim e no curso do PEAD que ao longo destes anos que ainda estão por vir me informarão e formarão de mim um professor e pedagogo critico e sensato com o intuito de educar como intervenção e ajudando a ter mudanças reais na educação para podermos transformar a nossa sociedade.
Para refletirmos: Eu tenho um sonho...
Que as pessoas sejam melhores,como profissionais e como pessoas,
Que aquelas que duvidam de suas capacidades,se arrependam diante de suas conquistas,
Que a ciência não seja usada como instrumento de dominação,como ainda e por aqueles que teimam em não reconhecer que o ser humano e corpo,mente e espírito,
Que as pessoas saibam que há inteligência e a faculdade que pode ser desenvolvida e não algo que vem pronto com o nascimento e não pode ser alterado,
Que as pessoas despertem algo que talvez nem saibam que possuem e muita gente faz questão que elas n ao saibam: um genio interior,
Que todos saibam que tem o direito de ser inteligente.

Luis Machado O segredo da inteligencia


:: memorialdocumentotestemunhomariahelena


MARIA HELENA
Sou pedagoga à distância. Este blog é destinado para postar trabalhos, bem como para participar do blog colaborativo. Serve também para emitir opiniões, bem como, saber as opiniões das colegas.
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
ecs9- versão inicial
Não participei da versão inicial desta atividade com o meu grupo, portanto vou fazê-lo agora:Sempre gostei de Marx e Engels, mas nunca tive a oportunidade de lê-los atentamente. Quando vi que iríamos trabalhar com estes autores, vibrei!Falar sobre o ensino da classe trabalhadora, requer uma visão otimista sobre o ensino/educação da mesma. Paulo Freire se assemelha às idéias destes autores, quando fala que devemos respeitar os saberes dos alunos, principalamente os das classes trabalhadoras.Também me parece que a idéia principal do texto, está muito viva, mesmo tendo se passado mais de um século, pois, a classe trabalhadora ainda continua oprimida. Seus filhos agora estudam, porém estudam em escolas públicas que lutam para sobreviver, para tentar transformar as realidades destes alinos.Portanto, esta é uma discussão que continua viva, latente em nossas mentes. Devemos agora transformar esta discussão em realidade, para que "todos" os alunos brasileiros tenham reais oportunidades, no ensino, bem como na vida.
posted by pedagoga á distância @ 1/03/2007 01:27:00 PM 0 comments links to this post
ecs9- versão inicial
Não participei da versão inicial desta atividade com o meu grupo, portanto vou fazê-lo agora:Sempre gostei de Marx e Engels, mas nunca tive a oportunidade de lê-los atentamente. Quando vi que iríamos trabalhar com estes autores, vibrei! Falar sobre o ensino da classe trabalhadora, requer uma visão otimista sobre o ensino/educação da mesma. Paulo Freire se assemelha às idéias destes autores, quando fala que devemos respeitar os saberes dos alunos, principalamente os das classes trabalhadoras.Também me parece que a idéia principal do texto, está muito viva, mesmo tendo se passado mais de um século, pois, a classe trabalhadora ainda continua oprimida. Seus filhos agora estudam, porém estudam em escolas públicas que lutam para sobreviver, para tentar transformar as realidades destes alinos.Portanto, esta é uma discussão que continua viva, latente em nossas mentes. Devemos agora transformar esta discussão em realidade, para que "todos" os alunos brasileiros tenham reais oportunidades, no ensino, bem como na vida.
posted by pedagoga á distância @ 1/03/2007 01:27:00 PM 0 comments links to this post
Quarta-feira, Dezembro 27, 2006
ecs 6- relato da participação no fórum
Minha participação no fórum foi tardia, mas acredito que sempre podemos deixar alguma contribuição. Como relatei no fórum, estes três autores são interessantíssimos para nós educadores, e pelo menos no meu caso, fico com vontade de ler mais sobre eles e ler também suas outras obras.Pelo que pude ler, as colegas colocaram as opiniões muito bem, sempre fazendo uma contraposição com a atualidade e com suas realidades nas escolas.
posted by pedagoga á distância @ 12/27/2006 05:15:00 PM 1 comments links to this post
ecs 10- relato inicial
Demorei para começar à participar das wikistórias. Então sentei novamente na frente do PC e tentei, consegui!!!Achei muito interessante esta atividade, porque nos dá oportunidade de revisitarmos um autor crucial para nós educadores Paulo Freire, e também nos oportuniza trocar idéias e opiniões. Ainda estou lendo PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, mas o trecho que mais me chama atenção é o que fala sobre o respeito aos alunos, porque também é o modo como tento trabalhar desde que me formei, para mim antes de tudo, inclusive do conteúdo( podem discordar de mim), deve vir o respeito ao aluno, ao que ele é, sente, e sabe.
posted by pedagoga á distância @ 12/27/2006 04:16:00 PM 0 comments links to this post
Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
Sao Leopoldo
Sao Leopoldo
posted by pedagoga á distância @ 12/07/2006 07:42:25 PM 2 comments links to this post
Domingo, Novembro 19, 2006

posted by pedagoga á distância @ 11/19/2006 10:39:00 PM 0 comments links to this post
ECS4 - Visitas aos blogs
Sempre visito os blogs das colegas, principalmente quando foi para achar quem tinha a mesma figura para a ecs8.Gostei de ver o progresso das colegas com os recursos tecnológicos.Inclusive visitei blogs de outros pólos, coisa que antes eu não fazia. Fiz comentários principalmente nos blogs de algumas colegas que tinham a mesma figura que eu.Acho importante nos visitarmos e fazermos comentários, assim nosso trabalho será mais divertido quanto produtivo.
posted by pedagoga á distância @ 11/19/2006 08:55:00 PM 1 comments links to this post
Domingo, Novembro 05, 2006
ECS 7- MARX & ENGELS I
MARXNasceu numa família de classe média( Tréveris, 5 de maio de 1818- Londres, 14 de março de 1883), foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia. Também podemos encontrar a influência de Marx em várias outras áreas(tais como filosofia, economia, história) já que o conhecimento humano, em sua época, não estava fragmentado em diversas especialidades da forma como se encontra hoje. Teve participação como revolucionário no movimento operário, sendo que ambos( Marx e o movimento operário) influenciaram uns aos outros durante o período em que o autor viveu. Impedido de seguir uma carreira acadêmica, tornou-se em 1842 redator-chefe da Gazeta Renana. Com o fechamento do jornal pelos censores do governo prussiano, em 1843, Marx emigra para a França. Marx casou-se e constituiu família , passou por péssimas condições financeiras.Marx já havia sido privado da oportunidade de seguir uma carreira acadêmica na Alemanha pelo recrudescimento do absolutismo prussiano, que tornava suas posições como hegeliano de esquerda inaceitáveis, e, com a Revolução de 1848 e o exílio que se seguiu a ela, foi obrigado a abandonar o jornalismo na Alemanha e tentar ganhar a vida na Inglaterra como um intelectual estrangeiro desconhecido com meios de subsistência precários. Por diversas vezes recebeu auxílios financeiros de seu amigo e colaborador Friedrich Engels. DIALÉTICA DE MARXApesar de influenciado po Hegel, Marx diz ter invertido a teoria dialética deste. Ao passo que Hegel, entre outros de sua época, postulava a crença no Absoluto( estado, idéias), Marx veio a inverter essa ordem( chamando a si mesmo de Hegeleano às avessas). Coloca a produção material de uma época histórica como base da sociedade e, também a criadora da subjetividade dessa época.PRINCIPAIS OBRAS:* Manuscritos econômicos- filosóficos- 1844* A Guerra Civil na França* Crítica da Filosofia do Direito de Hegel* A Sagrada Família- 1845* A Ideologia Alemã- 1846* Miséria da Filosofia- 1847* MAnifesto do Partido Comunista- 1848* Trabalho assalariado e Capital- 1849* O 18 Brumário de Luís BonaparteEm 1867 Marx publicou o promeiro volume de sua obra mais importante: O Capital. É principalmente econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc.
FRIEDRICH ENGELS
Protetor e principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da doutrina comunista. Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895.
Engels foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo cintífico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.
Grande companheiro de Marx, escreveu livros de profunda análise social( assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse periodo formam a base de uma de suas obras principais( A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra).
Sem dúvida nenhuma, Engels foi um filósofo como poucos: soube analisar a sociedade de forma muito eficiente, influenciando diversos autores marxistas.
PRINCIPAIS OBRAS:
* A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra- 1845
* O Manifesto Comunista- 1848
* Anti-Düring- 1878
* A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado- 1884
* Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã- 1888
* Do Socialismo utópico ao científico- 1890
A Liga dos Comunistas encomendou a Marx e Engels a elaboração de um texto que tornasse claros os objetivos dela e sua maneira de ver o mundo. E isto foi feito pelos dois jovens, um de 30 e outro de 28 anos. Portanto o Manifesto Comunista é um conjunto afirmativo de idéias, de verdades em que os revolucionários da época acreditavam, por conterem, segundo eles, elementos científicos- um tanto economicistas- para a compreensão das transformações sociais. Nesse sentido, o Manifesto é mais um monumento do que um documento... Determinante, forte: letras, palavras, e frases que queriam Ter o poder de uma arma para mudar o mundo, colocado no lugar "da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada membro na condição para o desenvolvimento de todos".
posted by pedagoga á distância @ 11/05/2006 05:38:00 PM 2 comments links to this post
Sábado, Novembro 04, 2006
imagem ecs8
Pessoal esta é a minha imagem, H1.Meu email é mariapead@yahoo.com.br
posted by pedagoga á distância @ 11/04/2006 04:08:00 PM 4 comments links to this post
Quinta-feira, Novembro 02, 2006
ECS 6- WEBER II
1) Ser/ estar x papéis:Eu sou Maria Helena, esposa/mãe.Eu sou professora há 20 anos.Atualmente estou professora na escola Farroupilha, ainda tenho mais alguns anos para trabalhar, quero me aposentar nesta escola, quando este dia chegar, continuarei professora, mas não mais desta escola.2) Nossa escola responde a uma mantenedora- a Prefeitura Municipal de Canoas( Secretaria de Educação- Smec)- existem certos aspectos que vem de cima para baixo e temos que respeitar, por exemplo: a data de início das aulas do próximo ano ou número de horas de reuniões pedagógicas que a Escola precisa ter, etc.Temos um Secretário de Educação, uma diretora de educação; na escola temos o diretor, o vice- diretor, o supervisor, o orientador, é uma hierarquia. Cada um destes membros detém algum tipo de poder.


:: avaliacaofinal2mariahelena


Avaliação final 2
Escolhi o blog para ser meu documento testemunho, por ser um instrumento tecnológico onde podemos fazer trocas, onde podemos mudar o que achamos que não está bom( ou simplesmente porque passamos a pensar de outra forma). É interessante também, porque podemos expressar nossas idéias/ opiniões para todos que estiverem dispostos a dar uma ?olhadinha?. Forma-se uma rede( como fizemos com nossos blogs ou o blog colaborativo), em que idéias são construídas.
Inicialmente achei complicado construir o blog, mas depois de ler atentamente as instruções da professora Susana, e seguir os passos, foi super fácil e divertido.
Depois, a cada atividade foi só continuar o trabalho,e descobrir novas maneiras de fazê-lo.
Quando fomos fazer a atividade 8 e 9, visitei os blogs de várias colegas; com estas atividades tive oportunidade de aprender muito, porque ao visitar os blogs vamos aprendendo novidades, que às vezes ainda não sabemos fazer, ou não tivemos a idéia de fazê-lo.
Navegar e poder interagir com outros é ao meu ver algo maravilhoso e estimulante. Quando estava visitando o blog de um professor, fiz um comentário, e no mesmo instante recebi a resposta, fiquei maravilhada( como uma criança que descobre algo novo).
Além disso, tivemos a oportunidade de fazer várias leituras durante este semestre. Lemos vários autores, todos instigantes. Principalmente na interdisciplina ecs tive a alegria de conhecer um pouco mais sobre Marx e Engels, Durkheim, Max Weber e o inesquecível Paulo Freire, nosso professor, fonte de inspiração para mim e acredito que para a maioria dos educadores do Brasil.
Transcrevo um trecho do livro ?Pedagogia da Autonomia? de que gosto muito, para que possamos refletir sobre nossa prática pedagógica:
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos:
?Por isso mesmo pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os das classes populares, chegam a ela saberes socialmente construídos na prática comunitária- mas também, como há mais de trinta anos venho sugerindo, discutir com os alunos a razão de ser de alguns desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos.?...
Para concluir, nossos professores/tutores, nortearam suas práticas pedagógicas ao exemplo de Paulo Freire, respeitaram nossos saberes, dialogaram conosco, tudo isso foi importantíssimo para descobrirmos este mundo novo por eles apresentado, para nos tornar sujeitos da nossa história.


:: Documento testemunho


DOCUMENTO TESTEMUNHO
As Tecnologias na Educação


JUSTIFICATIVA

Resolvi selecionar este trabalho pois demonstra o quanto aprendi para poder cumprir a tarefa proposta.
Como relatei no memorial, não tinha o hábito de utilizar o computador, claro que já sabia que era uma ferramenta muito rica, mas ainda não estava disposta em explorá-la.
Como a proposta do curso à distância era realizar as tarefas, tendo o computador como uma ferramenta básica, não tinha mais como fugir. Tive que me entregar à máquina, e como são realmente fascinantes as possibilidades que o computador disponibiliza, desenvolvendo o raciocínio, fazendo com que o aluno possa entrar em contato com o mundo globalizado, ampliando seus horizontes e interagindo com os mais diversos canais do conhecimento.

Ana Parker


:: Memorial


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA À DISTÂNCIA

PÓLO DE SÃO LEOPOLDO










MEMORIAL








INTERDISCIPLINA: SEMINÁRIO INTEGRADOR
TURMA: D
1ºSEMESTRE

Ana Beatriz Corrêa Bezerra Parker
Começo meu memorial com a seguinte mensagem:

?O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.?
Fernando Pessoa

Durante todo este semestre, desafio foi a palavra-chave. A começar pelo vestibular, onde buscávamos concretizar o sonho de ingresso numa faculdade como a UFRGS, para poder cursar a graduação e subir mais um degrau rumo a qualificação profissional. Ninguém sabia ao certo como tudo iria acontecer num curso à distância (?on line?), era tudo novidade.
Mas continuamos firmes em nosso propósito, agora já é uma realidade somos graduandas da UFRGS, e nossas atividades como educadoras nunca mais serão as mesmas, pois as reflexões realizadas nos encaminharão para uma prática consciente.
Agora desacomodação é a regra que desestabiliza nossas vidas e faz com que nos movimentamos, entrando em contato direto com outros conhecimentos, como o uso do computador, termos técnicos, pensamentos e pensadores da educação.
Abre-se um leque de informações e já não somos mais meros expectadores, estamos convocados a fazer parte de todas estas questões, construindo nossas aprendizagens, como sujeitos da própria história.
E a vida? A vida nunca mais será a mesma e o trabalho também não.
Abrimos as nossas portas e janelas para o mundo a luz do conhecimento, nossas idéias, nossas certezas não tão exatas, nossos caminhos tão pouco lineares, transformação, apropriação do novo, reconstrução do saber.
Tudo que fizemos até agora, estas vivências com o mundo virtual, nossas leituras, trabalhos, dão mais consistência a nossa prática educativa.
Afinal, ser professora exige muito de nós, pois temos uma responsabilidade ética em nossa tarefa docente.
O professor deve se apropriar da pesquisa para reformular seu discurso e perspectivas, levando em consideração seus interesses e necessidades.
?Aprender é um movimento interior de construção do conhecimento e de apropriação do mundo que não pode existir sem o exterior?.
Charlot

As atividades propostas pelas interdisciplinas nos impulsionaram a realizar tarefas refletindo sobre as nossas aprendizagens e posturas frente a nossa prática diária com nossos alunos, mexendo com as nossas convicções e pensamentos.
Momentos inesquecíveis aconteceram principalmente quando tínhamos que sentar em frente ao computador e realizarmos as mais variadas tarefas das quais não tínhamos a mínima idéia anteriormente, como: criar páginas na ?web?, produzir slides, criar ?links?, postar tarefas no ?webfólio?, ou no ?pbwiki?, além é claro de realizar os passeios pelos sites, leituras e criação de textos.
Aprendemos muito em tão pouco espaço de tempo, é realmente inacreditável como o ser humano tem a capacidade de crescer, se expressar, se adaptar e vencer as adversidades.
Duvidava quando a professora Suzana dizia que iria chegar o momento em que para nós a comunicação virtual seria tão natural quanto a real.
As participações nos fóruns oportunizaram um contato maior entre os colegas e realmente conseguimos criar vínculos utilizando estes momentos para incentivarmos uns aos outros, interagindo e trocando idéias na realização das tarefas.
E agora no final do semestre recebi tantas mensagens natalinas de colegas até mesmo dos outros pólos reafirmando a interação que a rede nos proporciona.
Gostaria para finalizar, agradecer pela cordialidade e respeito com que sempre fomos tratados por parte de nossos professores, tutores e coordenadores, sendo todos pessoas incomparáveis que exercem uma importância fundamental em nossa formação.
Fica a vontade de estudar mais, continuar pesquisando e vencendo os obstáculos. É muito bom saber que somos capazes de ir mais além.

?Só existem dois dias do ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!?
Dalai lama



Terça-feira, Janeiro 02, 2007

:: ECS 10 Relatório da Atividade da Wikistória.


Iniciei minha participação depois da data planejada, haviam muitas atividades sendo realizadas, tanto nas interdisciplinas quanto no restante da ?vida?. Por isto senti que estive com dificuldades em acompanhar inicialmente o objetivo e toda a diversão que poderia ter sido concretizada em cada nova participação. Mas não poderia deixar de estar lá e de alguma forma contribuir para as histórias. Acredito que tudo que é novo passa por adaptações, o sentido primeiro da atividade era criar coletivamente uma história, mas nós acabamos por relatar nossas histórias apenas, sem muita preocupação com o texto coletivo. Seria interessante voltar depois e tentar criar outros textos. Confesso: estou cansada e por isso não consigo pensar direito, tudo fica assim...mais lerdinho, lentinho, quase parando. Talvez por isso não tenha participado como queria. Adorei a atividade, mas eu não estava no pique. Acreditar que podemos mais, que nossa criatividade é latente, que nosso potencial não tem fim, não é utopia não, mas que estamos nesta altura do ano com uma vontade enorme de dar uma ?paradinha? e reciclar...É VERDADE!!!
Durante a postagem da minha parte da wikistória pude observar que o ambiente era um pouco diferente do que estávamos acostumados no blog e no ROODA, mas também mais um espaço de construção colaborativa. Professora Susana, está difícil continuar o texto, não estou conseguindo verdadeiramente representar aqui tudo o que penso sobre a tarefa, e minha participação.
Tarefa cumprida? Não, em construção... Poderia citar aqui inúmeras falas de Paulo Freire, onde está refletido o termo DESAFIO, muitos foram...descobrir a senha, como entrar na wikistória, de que forma participar, descobrir o quanto somos ainda limitados na questão tecnológica...enfim...muitos foram os desafios, as construções e as nossas revelações, de que independente de qualquer momento avançamos.
Fiz minha apresentação pessoal e ainda relatei um pouco de minha experiência no trabalho que desenvolvo em educação especial. Sempre me refiro aos alunos como sujeitos de...isto com certeza apareceu muitas e muitas vezes nas expressões dos meus colegas durante os seus relatos pessoais, o que representa a meu ver uma nova concepção, um novo olhar. Um olhar que representa afeto, valorização e construção coletiva.


:: Documento Testemunho Gisele Bervig



Blog



http://gibervig.blogspot.com

Para mim o blog foi a atividade mais relevante neste semestre, primeiro por ter sido o contato inicial com a tecnologia, naquela primeira semana presencial, fomos convidadas pelo professor Leonardo a construirmos nosso blog. Nos vimos de cara na rede, passamos a ser cidadãs ?virtuais?. Noventa e nove por cento das presentes lá, com certeza, saíram sem entender do que se tratava esta página, para que serviria pedagogicamente aquele lugar. Sempre era no blog que passava primeiro, lá encontrava links importantes que me levariam a outras atividades, lá me sentia a vontade para escrever/apagar, deixar em espera (no rascunho). Podia ver o crescimento de minhas colegas, conhecendo-as um pouquinho mais, pois o blog te dá uma visão mais particular de cada uma, a maneira como posta, as cores escolhidas, as imagens, a formatação, tudo isso dá um toque mais pessoal, e nesta modalidade à distância, estávamos muito carentes precisando destes contatos mais próximos.
Como ferramenta pedagógica, também pude ver a grande funcionalidade deste ambiente, a maneira como são inseridos comentários, nos estimulam e facilitam os retornos. Através desta minha construção, incentivei-me a ir em busca de outros, conhecendo assim outros belos trabalhos em blog educacionais. Estes acessos, contribuíram muito para meu aprendizado.
Ao postar minhas atividades, havia uma preocupação maior, pois no blog tudo fica muito exposto, portanto vulnerável.
Escolhi este trabalho como documento testemunho, pois foi a grande inovação em minha experiência como estudante, há pouco tempo atrás não imaginaria as possibilidades presentes de estudo na internet. O curso todo, traz significativas mudanças de linguagem, o blog até agora foi parceiro nesta busca de familiarização com o novo.


:: Memorial Gisele Bervig



Introdução
Este memorial tem por objetivo fazer um breve relato de, eu como aluna do Pead/Ufrgs. Breve pois seria impossível conseguir relatar todas as emoções, experiências vividas neste espaço de tempo onde tornei-me acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Neste documento ficará registrado um momento muito importante em minha vida, por isso o guardarei com muito cuidado e carinho, para diante de qualquer dificuldade, buscá-lo como forma de motivação.

A inscrição

Como quase todas as minhas colegas, tomei conhecimento do programa, em um curto memorando interno da Smec/São Leopoldo, informando prazo de inscrição para um curso à distância. Não sabia ao certo o que era, a única coisa que me incentivava e tranqüilizava se tratar de um programa sério, era o vínculo à Ufrgs. Então um pouco receosa, resolvi inscrever-me. Já havia pesquisado sobre cursos à distância, mas não vislumbrava ser um grande negócio, tinha medo de investir tempo e dinheiro em algo que não me desse retorno.
Quanto á minha formação, depois que concluí o Magistério (nível médio) logo comecei a trabalhar e ingressei na faculdade para fazer Psicologia, com o tempo o curso foi se distanciado de meus objetivos, ao mesmo tempo em que a carreira de professora, mesmo com todas as dificuldades, me satisfazia muito. Lecionar para mim tornou-se uma espécie de desafio/prazer diário, e já não me via mais fazendo outra coisa. Em meio a isto, casei-me e engravidei de minha filha, agora com 8 anos, foi mais um incentivo para trancar o curso, por um tempo. Tive certeza que a Psicologia já tinha me dado o que eu queria. As dificuldades financeiras contribuíram muito para não retornar à faculdade, queria voltar e cursar algo mais relacionado à educação, que fosse mais efetivo em minha prática. Pedagogia era uma das possibilidades que mais me agradava. O tempo foi passando, a carga horária de trabalho aumentando, de 40 horas passei a trabalhar 60 horas. Aprendi muito neste tempo, não sabia que um dia podia render tanto. Mais uma vez a faculdade esperando. Sinceramente 2006 era meu prazo final, já havia comentado na escola que não seria mais coordenadora da Eja (Educação de Jovens e Adultos) em minha escola à noite, que em 2007 reservaria as noites para estudar. Foi então que a grande oportunidade bateu em minha porta, uma nova modalidade de formação, um projeto novo, moderno e por trás uma instituição muito tradicional.

O ingresso


Como sou muito ansiosa, após a inscrição não pensava em outra coisa, a não ser a prova do Vestibular. Este chegou em um dos dias mais frios do ano, não congelar a caminho foi o primeiro desafio. Meu marido/incentivador ficou me esperando durante a prova, como todos, dizia que tinha grandes chances. Pois é, até não tinha achado difícil, realmente a universidade lançou um outro olhar sobre nós, na prova já podíamos ver o quanto valorizavam nossa prática profissional. Acredito que fiz uma boa redação, no entanto as exatas me deixavam um pouco insegura. Passei, consegui ser a segunda a entrar no programa, além de feliz, senti-me motivada e disposta a encarar os desafios que começariam.


O início do curso


Acho que só agora, tenho realmente noção do que seria o Pead. Tudo parecia muito confuso, as pessoas perguntavam como seriam as aulas, os encontros, as avaliações. E eu respondia que também não sabia, mas que confiava ser um trabalho bem organizado e que aos poucos começaria a ter respostas. Naquele primeiro encontro, só não fiquei de cabelo em pé, mas minha cabeça e estômago tiveram reflexos bem rápidos dos dias ansiosos que estava vivendo. Nada melhor do que o tempo, para nos acalmar e nos dar repostas.
No início tinha até vergonha de dizer para as pessoas que estava fazendo faculdade à distância, parecia que logo associariam a ?curso por correspondência?, última oportunidade para quem não conseguiu se formar. Logo esta idéia saiu da minha cabeça, pois vi que se tratava de algo muito inovador e de muita qualidade. Então orgulhava-me em dizer o curso que estava fazendo. Após a emoção inicial, precisei me organizar e me instrumentalizar. Precisei jogar com alguns horários, para ter um pouco mais de tempo, das quatro noites cheias que tinha na escola, passei a ter só duas. É óbvio que com o trabalho das outras duas acumulado. Ainda não sei muito bem dividir tarefas, daí entrou escola, curso, rotinas da casa, aquela planilha inicial que construímos até não foi usada, mas me fez parar e refletir, tive certeza que precisa de planejamento, sempre com alguma flexibilidade consegui dar os primeiros passos. A internet precisou passar de discada para turbo. Como moro em Canoas, o pólo não pode ser minha única alternativa, tive de ajustar meu orçamento para dar conta desta despesa, como a causa é justíssima...
Queria que começasse logo, parecia meus alunos que chegam com aqueles cadernos novinhos, branquinhos, lápis apontados e querem,vejam só, copiar do quadro, algo que vivem reclamando, querem ver aquelas primeiras folhas repletas, letra bem bonita. A medida que as interdisciplinas eram sendo apresentadas ficava apreensiva em realizar tudo direitinho, claro que o desafio do computador me acompanhava. Até então, realizava coisas simples para casa e a escola em editor de texto, visitava alguns sites. Wikis e blogs não me eram familiares. Aquela pastinha (webfólio) até parecia de verdade, tudo isso para nos auxiliar entender a sistemática que encontraríamos pela frente. Houve muita sensibilidade por parte dos professores Leonardo e Cíntia, responsáveis pela Interdisciplina Seminário Integrador, tinha momentos que expressavam no olhar que se não fôssemos tão crescidinhas nos dariam colo. Repetiam sem parar que era para termos calma, que a tecnologia seria domesticada, que teríamos parceiros, um bom tempo de adaptação, mesmo assim havia colegas que não se conformavam, queriam algo mais tradicional e calmo. Ainda bem que não foram ouvidas, foi bom para nós. Sabiam nossos professores, que desta forma cresceríamos. Outro ponto que quero sublinhar sobre nossos professores, tutores e organizadores em geral do Pead era a visível vontade que desse certo, demonstravam o tempo todo que este projeto era como um filho para eles. As interdisciplinas chegando, os conceitos, as atividades, um período bem difícil, mas gratificante.

As aprendizagens


O Conto da Ilha Desconhecida foi brilhantemente escolhido para ser uma de nossas primeiras leituras, aquele texto, aquelas reflexões mostrando-me realmente a que veio o Pead, trazer construção, baseado em muitos de nossos sonhos, que através de nossa prática obteríamos muitas respostas. E que um sonho uma vez sonhado, não pode ser abandonado.
As primeiras tarefas, não pareciam nada de muito difícil, tirando o monstro da máquina, pensar como e por que somos professoras foi até uma terapia, fazia tempo que não olhava tanto para dentro de mim mesma.
Cada interdisciplina,(suas tutoras e professores) ensinou-me algo diferente, com o Seminário Integrador foi a socialização, o momento de interagir com colegas até então distantes, além de ser um elo importante nas demais interdisciplinas. Com a interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, os conceitos pedagógicos foram tomando formas mais reais, partiu-se sempre de nossas experiências, pudemos falar abertamente de nosso cotidiano escolar, os conceitos foram discutidos amplamente, os fóruns começaram a se transformar em espaços de trocas, confrontos de idéias, tudo muito produtivo.Um currículo vivo, não textos isolados, teóricos, mas atividades práticas para uma educação que quer mudanças imediatas e não tem tempo para esperar. Só senti falta de comentários em nossas produções, meu webfólio com todas as atividades postadas nunca recebeu um comentário. Penso ser importante, pois no início verificava várias vezes se tinha sido corrigido, isso foi um pouco desmotivante, confesso. Com a Educação, Cultura e Sociedade veio a magia do diário virtual, o blog tornou-se algo muito prático e funcional para postarmos e recebermos comentários. Mesmo não sendo as questões sociológicas as minhas preferidas, sei da importância de suas implicações no meu contexto de educadora, sem contar que a professora Suzana é multifuncional e multimídia. A disciplina foi ficando com outra cara, adorei todos os comentários postados seja por ela, minhas colegas ou tutoras, foi extremante gratificante recebê-las lá naquele cantinho carinhosamente criado por mim.
Quando já senti-me mais tranqüila e com um pouquinho mais de habilidade procurei sempre deixar recados por quem lá passasse, ficou tendo mais a minha cara. Também acho importantes as passadinhas que dei pelos blogs de minhas colegas, muitas vezes com dúvidas foram eles que me socorreram, encontrei cada coisa linda, cada texto bem elaborado e não poupei elogios. Na interdisciplina Educação e Tecnologias da Educação, penso que foi muito desafiador termos estas atividades já no primeiro contato com o computador, pois mesmo ainda não estando acostumada com o trabalho no computador, já tínhamos que pensar em formas pedagógicas para ele, senti falta de um apouco mais de tempo para exercitar o que aprendi, fazendo as tarefas de forma mais criativa, sei que poderia ter rendido mais. No entanto, a cada coisa que aprendia, que superava ficava extremamente contente e encantada com as possibilidades. Algumas dicas importantes nos textos sobre apresentação de imagens, organização de idéias, dinâmica de trabalhos que tirei das leituras sugeridas também já as utilizei em minha sala de aula, não necessariamente ainda com o computador.

Conclusão

Com certeza o ano de 2006, com a minha entrada no Pead, foi um grande passo motivador em minha trajetória como professora, sentir-me aluna (formalmente falando) foi renovador para a minha prática. Tenho certeza que realizei um trabalho melhor que os outros anos, impulsionado pela minha posição de aprendente, quando o desânimo queria aparecer as leituras, os fóruns, as atividades me faziam refletir que não podia, que meu trabalho como educadora é fundamental. Pensei e analisei muito as formas como planejo, a participação dos meus alunos, a formação cidadã de cada um deles, minha influência em cada uma daquelas cabecinhas. Estou mais crítica e reflexiva, embora com mais dúvidas e questionamentos que espero ir dando conta de cada um deles, junto com minhas parceiras, um pouquinho mais neste próximo semestre. Espero que o Pead seja possibilitador de muitas transformações nesta educação que estamos vivenciando e sabemos que necessita de ajustes, de rupturas, de avanços.


:: Avaliação Final 2 - Memorial Adriana Arruda Moreira


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Licenciatura em Pedagogia a Distância
PEAD
Atividade Final 2
Seminário Integrador

Adriana Arruda Moreira


Acredito que inúmeras foram as atividades que nos colocaram frente a frente com um processo reflexivo. Incluindo neste tema as vivências práticas do dia-a-dia de sala de aula. Inclusive, sendo este um dos focos de todo o trabalho a ser desenvolvido, formação de um profissional que atua numa perspectiva de olhar sua própria prática e construir a mesma com embasamento teórico, qualificando o ato de sala de aula.
Destaco aqui minhas reflexões nas aulas de Escola Cultura e Sociedade, na verdade a que eu mais me identifiquei. Acredito que todo processo reflexivo feitos nas tarefas ampliou meus conhecimentos, tornou mais claro meus posicionamentos, revelou-me algumas incoerências e me fez exercitar argumentações. Nas últimas semanas estive envolvida em atividades escolares e pessoais que me fizeram ficar um pouco ausente das atividades, causando assim, na volta um sofrimento, podemos assim dizer, estou um pouco perdida, houve momentos de reflexão que foram perdidos, momentos de muita troca. Mas às vezes isto acontece, é inevitável, por algumas vezes necessitamos fazer escolhas que nem sempre nos dão prazer. Teria adorado aprofundar mais as discussões. Até porque muitas das minhas certezas ficaram em aberto, estão sendo colocadas em questão.
Bem, mas a justificativa solicitada é refletida nos trabalhos colocados no Blog individual e colaborativo, inclusive, que bacana poder ter a disposição meus textos em rede, que legal poder trocar com colegas do pólo e de outros pólos, até mesmo pessoas que não estão no curso. Que contribuição fantástica! Que crescimento, que troca! Estabelecendo ai uma vivência que parecia=me tão distante. Inclusive destaco as imagens de cada atividade, muitas vezes eu ficava a pensar o porquê da escolha de determinada foto, lugar, qual o significado da mesma e da minha construção. Muito positiva, inclusive re-visitei cada uma para poder lembrar da minha caminhada individual e coletiva para a atividade final 1 proposta anteriormente.
Visões no tempo e espaço, perspectiva histórica associada a um pensamento sobre homem, sociedade, etc., que se refletia na forma de organização econômica, na escola, na cultura... Em nenhum momento o desafio foi menor, em todos os momentos as propostas estavam "amarradas", estavam incluídas para uma linha de pensamento complementar. Adorei as atividades, muitas vezes cansativas, mas como falei desafiadoras, me ajudaram a crescer e a formular novas formas de olhar a escola, o trabalho que desenvolvo, a vida que construo. Esta eu acho que nosso principal desafio, como pessoas, grupo, ou espécie, construir-se, num processo individual, dentro de um contexto de coletividade, onde há variáveis, confronto de idéias, pensamentos, conceitos de vida, formas únicas de vivenciar tudo isso. Formação de um sujeito capaz de fazer história, pensar sobre ela e reconstruir-se ao longo do tempo. Falaria até mais, capaz de transcender o tempo e o espaço.
Pensar em uma só atividade? Acho que as interdisciplinas, como o próprio nome já diz, nos dá a compreensão da amplitude e a complementação das idéias, pensamentos compartilhados, trocados; por isso destaco o Blog individual e colaborativo como uma síntese das produções realizadas e que ficaram refletidas nos pensamentos expressos.Ali, nos meus momentos e nos momentos de grupo estavam as associações feitas em outros momentos em outras interdisciplinas. Mas meu destaque vai para a forma como o registro se deu, aberto, possível de comentários diretos, buscas a outras fontes... Isto qualificou com certeza o trabalho desenvolvido.
Os Links que destaco na minha dissertação final da atividade 2 (referente aos espaços de produção possibilitados pela interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade):

http://dekadrika.blogspot.com/

http://www.ufrgs.br/tramse/pead/colab/


:: Avaliação Final 1 - Memorial Adriana Arruda Moreira


Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
Licenciatura Em Pedagogia a Distância
PEAD
Memorial Descritivo

Adriana Arruda Moreira



A tarefa que nos foi dada para o processo avaliativo deste primeiro eixo articulador e interdisciplina requer um levantamento muito mais que acadêmico, requer um pensar sobre uma caminhada. Uma caminhada de vida. Como cheguei até aqui e como estou me vendo hoje, depois de um semestre inteiro convivendo com temáticas, reflexões, outras pessoas no meu cotidiano e ainda e inclusão de uma tecnologia totalmente fora da usual. Realmente um semestre cheio de emoções novas.
Acho que este momento, no qual estamos encerrando atividades escolares, acadêmicas, e mesmo este ar de fim de ano nos deixa um pouco comprometidos emocionalmente. Toda e qualquer reflexão sofre esta influencia. Não se pode negar. Acredito que mudei, ainda bem, pois não posso entender a mim mesma sem mudanças cotidianas, digo em relação a tudo que vivencio. É comum vermos-nos outros mudanças, dificilmente às percebemos em nós mesmos. Mas estas tais mudanças estão acontecendo comigo. Confesso que num primeiro momento houve uma certa vontade de repelir tais modificações, principalmente a nível profissional. Minhas certezas de 20 anos de trabalho estavam sendo postas em "xeque". Como depois de tanto tempo, e sem ninguém forçar nada, diga-se de passagem, eu começo a perceber ações e práticas minhas tão diferentes, ou mesmo ações e práticas que agora passam a ser questionadas, outras melhoradas e outras definitivamente, necessariamente, devem deixar de ser praticadas. Incrível a sutileza com que as coisas mudam. Não houve grandes traumas, até porque acredito que tenho uma capacidade de ir absorvendo e pensando e adaptando no meu cotidiano o que aprendo.
Costumo definir minhas ações usando uma expressão: SOU PLURAL. Acredito que esta expressão revela o quanto dinâmica são minhas atividades, meus compromissos familiares e principalmente minha pessoa. Dinamismo, tarefas mil, muitas de nós tem e hoje em dia é o mais comum, não é um "privilégio", é um fato. Mas tento ao longo das minhas múltiplas tarefas tornar significativo cada tarefa, na hora da parada, do momento de reorganizar o dia, de preparar para o dia seguinte é este momento. E ai... sinto , percebo, e reflito sobre os diferentes significados da minha caminhada do dia. Falei inicialmente que hoje estaria nostálgica... a tarefa com certeza nos faz ficar mais.
O meu trabalho diário com Classes de Educação Terapêutica, com alunos Autistas, reflete mudanças claras. Passa de apenas um trabalho especializado focado numa dificuldade, já o fazia com um olhar diferenciado, tentava eu focar meu trabalho no potencial individual que meu aluno trás, mas após as leituras, os aprofundamentos e temáticas trabalhadas no curso, percebi que tem que ser mais que isso. Há uma necessidade, não de discurso, mas de real inserção deste indivíduo no contexto do restante da escola e na sociedade. As atividades propostas de integração social, comunicação, têm que ultrapassar o individual, apesar de ser o passo inicial (Professora Susana é ?culpada?). Há outras perspectivas dentro deste trabalho socializador, há um resgate individual e coletivo, um reflexo das ações e práticas de sala de aula, de família, de escola, de sociedade neste trabalho. Até onde se conseguiu chegar? O importante é o caminhar...
A prática esta repleta de discussões internas, de grupo. Esta repleta de pensamentos, pensadores, idealistas, realistas... Ela passa as paredes de sala de aula, inspirada num ideal, numa crença, e literalmente refletida numa prática, onde ainda não se pode, e talvez nunca se chegue ao ideal, mas com certeza numa busca.
É comum durante as avaliações finais, nos relatórios de final de ano, nos pareceres descritivos o apontamento de progressos e o que necessita ser revisto ou trabalhado num próximo ano. Quer mais um exemplo de mudanças significativas? Acrescente ai um pensar sobre a prática, sobre a necessidade de amarrar as proposta num contexto de projeto, onde as ações e práticas são construídas no coletivo. De propor um olhar individual e transformar este numa construção coletiva. Perceber que a proposta vai ajustando-se e tornando mais viável as possibilidades, as articulações, revelando quem sabe muito mais. E até mesmo o pré-conceito de trabalho em projetos está se modificando dentro de mim. Estou na busca.
Vou confessar outro aspecto relevante das mudanças ocorridas dentro do meu trabalho, estou mais questionadora quanto às regras estabelecidas na escola. As tais regras subjetivadas... pois é, elas existem mesmo, e quantas e quantas vezes negamos. Acomodamos-nos nesta proteção, nesta visão estereotipada do fazer pedagógico, saímos do ideal para cairmos na acomodação e para garantias de ?direitos? adquiridos indevidamente. Tomamos muitas vezes a escola para nós, como os donos do saber e da prática. Hoje estou mais crítica a isto tudo. Não quero ?envelhecer? meu trabalho, quero hoje qualifica-lo, acho que este é meu direito adquirido e escolhido. E esta nova visão questionadora com certeza vem de encontro às discussões realizadas. Hoje não consigo mais aceitar certas regras onde a visão unilateral acontece, talvez ainda não tenha aprendido como tornar este novo pensamento numa ação mais efetiva, mas os questionamentos e as mudanças internas, a percepção desta realidade esta aqui. Estou ?diferente?, porque antes eu apenas era diferente das pessoas, assim como cada um de nós.
Acredito que poderia definir em outra palavra esta passagem: PASSEIO. Estou, na verdade, realizando um passeio, mas um passeio de construções como foi toda a minha vida. Mas este passeio de construção, hoje, está dentro de significados muito claros, onde a cada volta, em cada chegada, retomo o itinerário, faço as alterações no mapa, aponto pontos que valem a pena serem revisitados e traço novos caminhos... (olha as atividades da Susana ai de novo!!!) novas possibilidades.
Um dos questionamentos que nos foi encaminhado seria o pensar sobre a aprendizagem em geral. Acho que neste momento penso que aprendizagem e vida estão unidas. Só posso pensar em aprendizagem vivenciada. Nos muitos momentos em que se aprende se vive, e nesta concepção permanece conosco, se transforma, se associa... Acabo por definir aprendizagem sob esta perspectiva.
Quando as questões referentes à educação me aparecem, ainda tenho muito que pensar para poder dar meu parecer, ainda é a definição mais difícil de fazer, acredito que nem é definição propriamente dita, mas o todo que representa esta palavra no contexto de vida, de sociedade. Não acredito que possa definir, mas acredito refletir sobre isto que representa. Cada vez mais a nossa sociedade esta perdendo muito quando não olha, não participa, não contextualiza a sua vida diária com o significado de educação. Mais e mais é comum a tentativa de ver de forma isolada, como uma parte. Educação passa por todas as esferas da vida humana, das relações, do trabalho, enfim... Mais e mais os governos culpam a "educação" ou a falta dela, programas são "inventados", totalmente descontextualizados, e recai sobre a educação as culpas de uma sociedade sem qualificação, não crítica, não especializada, etc.... Brincadeira! Aqui torno público meu descontentamento, e ainda registrado. Acredito muito que pensar em Educação é pensar em tudo que está em nossa volta, no nosso cotidiano, na nossa ação. Educação está refletida, contida e é parte integrante do ser humano.
É costume de uma família de professores como a minha trazer para o almoço, a janta, os momentos de descontração um pouco das práticas e discussões do trabalho, sobre educação. E com certeza este último semestre apimentou mais as discussões.
Quero também deixar registrado que a forma da estruturação do curso, que também está adaptando-se as nossas realidades ajuda muito na complementação de idéias. Foi comum este semestre a troca dos assuntos entre as interdisciplinas, auxiliando na construção de um pensamento mais coerentes e significativos. A relação estabelecida com os professores foi muito legal, interesses por formação de grupos, de discussões atuais, de reflexões da prática, resgate nos momentos decisivos onde muitos pareciam não conseguir continuar, estímulos, confiança...
Quero deixar aqui meu agradecimento pela possibilidade de estar entre os alunos da UFRGS, de fazer parte deste grupo, deste curso, é enriquecedor. Neste último mês, por situações pessoais, foi muito difícil acompanhar o pique e as atividades como desejava, mas com certeza é este tipo de aprendizagem que quero construir, que busco. Só tenho que agradecer e dizer que este lugar conquistado é hoje indiscutivelmente parte de mim. Aos meus colegas também agradeço, pelos momentos de troca, de aprendizagem. Conheci pessoas que já fazem parte integrante de minha história pessoal.
Li um pensamento que de certa forma reflete um pouco do que tem significado pra mim esta trajetória como aluna da UFRGS neste semestre:

"Se existir algo pelo qual vale a pena
se expor, exponha-se.
Se você se expuser demais, precisa
acreditar que sobreviverá.
Enquanto não tiver coragem de se expor,
você não confiará em si,
Quando encontrar uma forma de se expor
sem medo de sofrer invasão, compreenderá
o significado de confiar."
(Autor desconhecido)

E eu estou "aprendendo" a confiar que existe em cada um de nós a vontade de dar o melhor, e parta isso é necessário CONFIAR, que se é IMPORTANTE, que se PODE, e que estamos ai para APRENDER e ENSINAR. Talvez depois de toda a reflexão feita o termo ENSINAR fique um pouco imperativo e autoritário, culpa total dos professores deste eixo, mudaria, mesmo que no final do inventário para TROCAR!



Segunda-feira, Janeiro 01, 2007


Documento Testemunho

Avaliação final 2 :


Fazendo uma reflexão sobre o que aconteceu comigo nestes últimos meses, acredito que mudei muito, principalmente a respeito de formação acadêmica.
Lutei muito contra recomeçar a estudar, não concordava que pra eu ter esta formação deveria ficar noite após noite sentada em uma universidade para poder adquirir mais conhecimentos e óbvio meu diploma em cinco anos ou mais.
Pensava e ainda penso que conviver em comunidades diferentes aprende-se muito. Enriquecemos quando percebemos e entendemos que se todas as pessoas trocassem informações para que o conhecimento espiritual, intelectual e político fossem compartilhados, de forma construtiva, a educação se disseminaria naturalmente.
Descobri através desse curso que tudo o que penso realmente é possível, pois o mundo está se conectando cada vez mais em todos os sentidos. Tudo está interligado, on-line e mais cedo ou mais tarde todos terão os mesmos direitos destes conhecimentos.
Acredito que nós professores temos grande responsabilidade em formar os cidadãos e se conseguirmos assimilar tudo isso, também conseguiremos transmitir.
Sairemos do discurso e partiremos direto para a inserção destes conhecimentos para que o que pensamos ser só um ideal passe a ser uma caminhada, uma busca...
O trabalho que escolhi foi a construção de um jornal de quatro páginas, que falasse sobre a inclusão digital na minha comunidade escolar, na disciplina TICs, por que além de ter adorado o fato de envolver toda a minha escola pude aprender a usar vários programas no computador.Não posso dizer que foi fácil pois obtive a ajuda de várias pessoas e mais uma vez pude comprovar que devemos socializar tudo: a ajuda, o conhecimento e as dificuldades também.




Memorial

Tudo começou há muitos anos...
Quando estava com 19 anos me formando no Magistério em 1978. Casei e logo tive minha primeira filha, fiz meu estágio após seu nascimento. O tempo foi passando, passando e quando eu menos esperava apareceu a oportunidade de fazer um concurso para o Magistério Público Estadual e lá fui eu, passei mas levou quase dois anos para que fosse chamada.
Até que enfim aconteceu e fui dar aula em uma escola bem pequena no interior do interior, com apenas 10 alunos, foi encantador. Fiquei nesta escola por apenas um ano e a partir dali comecei minha caminhada acompanhando meu marido, por várias cidades do RS, trabalhando em escolas de comunidades diversas.
Em 1991 fiz outro concurso e novamente passei, também levou tempo para que eu assumisse.
Até que então fiquei com duas nomeações do estado, trabalhando 40 horas semanais.
Mas não consegui me imaginar estudando novamente.
Não acreditava em meu potencial, pois achava que pelo fato de não gostar de estudar não teria grandes possibilidades de passar em um vestibular. Por vários motivos fui adiando fazer esta passagem.
Sempre fui incentivada a estudar por meu marido, mas eu acabava dizendo agora não dá, as crianças estão pequenas, o dinheiro está curto, não estou afim, já estou muito velha pra recomeçar e os anos foram passando tivemos quatro filhas lindas, saudáveis e maravilhosas. Meu marido é pós-graduado em Direito do Trabalho, minha filha mais velha está fazendo o TC em Administração com Habilitação em Recursos Humanos, minha segunda filha está fazendo o último ano do curso de Direito, a terceira está no quinto semestre de Direito e a minha filha caçula está entrando no Ensino Médio e um lindo neto, filho da minha segunda filha, que está na segunda série do Ensino Fundamental.
Quando de repente ganhei uma estagiária que chegou com todo o gás para dar aula no primeiro semestre e fez uma revolução com meus alunos e comigo mesma. Houve entre nós empatia de cara e ela estava se preparando para fazer vestibular do IESD (Faculdade a distância da ULBRA). Começou a me colocar ?pilha? para que também fizesse vestibular e eu mais uma vez dizia: ? é...quem sabe...pode ser...? e acabei perdendo o dia da inscrição. Ela fez, passou e começou a estudar. Continuou me dizendo e emprestando o material da escola para eu ler, pois iria adorar. Conclusão: paguei o bloqueto e fiquei bem quietinha, não falei nada em casa. No dia da prova levantei disse que iria fazer uma prova e quando voltei fiz o comentário, mas o pessoal lá de casa não me levou muito a sério.
Neste meio tempo surgiu o vestibular da UFRGS. Como já tinha encarado um, resolvi encarar mais um e fui lá, porém sem muitas expectativas, até porque UFRGS não é para qualquer um.
Bem pessoal! Para encurtar o caso, passei nas duas e optei pela UFRGS por vários motivos: A UFRGS é dez, gratuita, eu era a única em minha casa que tinha conseguido passar em uma Universidade Federal e outro motivo era que eu estava me achando o MÁXIMO!
Chegou o grande dia, expectativas, curiosidade, medo e insegurança, juntamente com os meus 47 anos. Como sempre fingindo muito bem e dizendo: ?Vou lá para ver o que é que vai dar!?. Ainda não acreditando que já estava lá.
O encontro foi alegre, descontraído e ao mesmo tempo angustiante pelo fato de não sabermos o que iria acontecer. Éramos uma turma de 66 pessoas, eu só conhecia uma pessoa que estava ali e obviamente me aproximei.
Professora Cíntia muito simpática e gentil tentava nos acalmar com suas palavras e gestos carinhosos. Acho que o pavor estava estampado em nossos olhos!!
Chegando em casa fui logo dizendo: ? Não sei não,pois é tudo no computador...como farei?!? e os questionamentos internos começaram, uma vontade de fugir e desistir começou a me bater...e mais uma vez meu marido e minhas filhas me diziam: ?Não desista!É assim mesmo com todo mundo...depois melhora!!?
Quando começaram a aparecer as primeiras atividades foi um caos total: chorei, me escabelei e entrava em casa todos os dias dizendo: ? Não vou mais! Não vou conseguir!!!?
Minha filha mais velha passou a me acompanhar ao Pólo para me auxiliar e foi aí que as coisas começaram a clarear. Tive que fazer um curso de informática para poder entender o funcionamento do computador. Mas para não pirar de vez, acabei abandonando, pois não conseguia mais conciliar trabalho, casa, Pólo e ainda mais o curso de informática. Foi aí que descobri realmente o quanto somos capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo até minha academia, que para mim era fundamental, abandonei. Mas em 2007, se Deus quiser, vou achar uma hora para voltar.
Hoje já estou conseguindo me organizar um pouco melhor coloquei horários para que eu possa estudar, ler e fazer meus trabalhos. Já ganhei meu computador e outros acessórios para que possa trabalhar com mais facilidade. Ainda não sei usar toda essa quantidade de aparelhos mas posso garantir que meu comportamento mudou: na escola em que trabalho, na relação com meus alunos, no convívio com meus familiares que estão me dando suporte para que eu possa ficar mais ausente.
Vejo-me mais tranqüila, sei que é só o começo e que terei muitas dificuldades para enfrentar, mas também sei que temos muito a fazer pela educação de qualidade que almejamos.
Quero poder crescer mais e mais, pois acredito que vivemos para ser felizes onde estamos na parceria e saudando a poesia de Mário Quintana encerro este Memorial:

?Somos todos anjos de uma asa só, para alçar vôo precisamos nos abraçar!?.

Assim essa história continuará e o tempo nosso destino.




Documento Testemunho

Avaliação final 2 :


Fazendo uma reflexão sobre o que aconteceu comigo nestes últimos meses, acredito que mudei muito, principalmente a respeito de formação acadêmica.
Lutei muito contra recomeçar a estudar, não concordava que pra eu ter esta formação deveria ficar noite após noite sentada em uma universidade para poder adquirir mais conhecimentos e óbvio meu diploma em cinco anos ou mais.
Pensava e ainda penso que conviver em comunidades diferentes aprende-se muito. Enriquecemos quando percebemos e entendemos que se todas as pessoas trocassem informações para que o conhecimento espiritual, intelectual e político fossem compartilhados, de forma construtiva, a educação se disseminaria naturalmente.
Descobri através desse curso que tudo o que penso realmente é possível, pois o mundo está se conectando cada vez mais em todos os sentidos. Tudo está interligado, on-line e mais cedo ou mais tarde todos terão os mesmos direitos destes conhecimentos.
Acredito que nós professores temos grande responsabilidade em formar os cidadãos e se conseguirmos assimilar tudo isso, também conseguiremos transmitir.
Sairemos do discurso e partiremos direto para a inserção destes conhecimentos para que o que pensamos ser só um ideal passe a ser uma caminhada, uma busca...
O trabalho que escolhi foi a construção de um jornal de quatro páginas, que falasse sobre a inclusão digital na minha comunidade escolar, na disciplina TICs, por que além de ter adorado o fato de envolver toda a minha escola pude aprender a usar vários programas no computador.Não posso dizer que foi fácil pois obtive a ajuda de várias pessoas e mais uma vez pude comprovar que devemos socializar tudo: a ajuda, o conhecimento e as dificuldades também.