Polo de Gravataí - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
:: ECS 9 MARX E ENGELS
TEXTO: EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E TRABALHO
GRUPO B - POSTAGEM INICIAL
Após a leitura do texto acima citado, podemos colocar que Marx e Engels nunca escreveram livros diretamente relacionados ao ensino ou educação, no entanto suas idéias e textos revelam bem a problemática social na qual a educação está inserida. Idéias que perpassam a história e que ainda são seriamente debatidas e questionadas. Vejamos: No texto Marx e Engels, colocam "a educação não se produz somente através das disciplinas úteis..." fato este também vivido e contestado por nós educadores, afinal a educação deve ser vista como um todo e não em fragmento de saberes. Criticavam duramente o trabalho infantil e adolescente e enfatizavam a enorme necessidade de introduzir um sistema educativo que consiga minimizar os problemas causados pela situação dominante, ou seja, isto também é claro nos dias de hoje, só através da educação que formaremos cidadãos conscistentes do seu papel na sociedade, seu valor como trabalhador e clareza para enxergar e lutar contra as desigualdades sociais, sejam elas no trabalho ou escola. Para Marx e Engels, a educação e trabalho estavam intimamente ligados, por que no momento em que as classes sociais mais inferiores tivessem acesso as instituições de ensino, teriam maior visão da sua importância como pessoa e como trabalhador. Ao reivindicarem "ensino gratuito e obrigatório" e "delimitações para o trabalho de crianças e jovens" enfatizam a necessidade de formação e ensino para que houvesse oportunidades iguais para todos e não somente para a burguesia da época. O texto nos coloca que o ser humano realiza a si próprio, quando seu trabalho torna-se atrativo; quando o realiza com liberdade mesmo que isso lhe exija mais esforço, dedicação, qualificação e determinação. Em nossa realidade de escola de escola pública estas lutas também são freqüentes, pois inúmeros alunos deixam de estudar ou não estudam por que trabalham e quando freqüentam a escola existe a insatisfação de um presente difícil e um futuro incerto. Também os pais que trabalham não o realizam por prazer e sim por obrigação, para sua sobrevivência e de sua família: recebem salários indignos e passam aos filhos a idéia de que mesmo freqüentando a escola, está de nada lhe servirá, pois o futuro não lhes reserva nada positivo apenas a continuidade de lutar pela sobrevivência em meio a uma sociedade desigual.
Referências Bibliográficas: Marx, Karl; Engels, Friedrich. Textos sobre Educação e Ensino. São Paulo. Moraes, 1983.