Quinta-feira, Novembro 23, 2006

:: ECS 9 VERSÃO INICIAL - Grupo G


Educação, trabalho infantil e feminino

Os autores estudados, Marx e Engels, jamais escreveram sequer um simples folheto sobre educação e ensino, mas suas teorias estão presentes nas reflexões da práxis cotidiana de nossa sociedade. Contudo, como todo socialista, viram no ensino possibilidades de transformação, ou seja, instrumentos para libertação das condições opressoras da sociedade capitalista. O texto de Marx e Engels fala da saída do homem do campo para a fábrica, da exploração de seu trabalho pelo capital, do trabalho infantil e feminino. Na busca por mão-de-obra barata e devido à simplificação extrema das funções do trabalho, tornou-se possível o recrutamento do trabalho infantil e feminino.
Alguns fabricantes da época relatavam que " empregavam exclusivamente mulheres, principalmente às casadas, pois eram mais ativas e cuidadosas que as solteiras, já que devido a necessidade do sustento da família, trabalhavam com maior afinco."
As crianças com mais de nove anos e adolescentes, ao mesmo tempo que trabalhavam tinham que estudar por um período de 30 dias ou 150 horas. Os professores não tinham nenhuma preparação, apenas diziam saber mais do que as crianças, preocupavam-se com interesses financeiros. As escolas possuíam mobiliário escolar pobre, falta de livros e material didático, salas pequenas e desorganizadas, onde as crianças não tinham a menor motivação.
Os trabalhos mais simplórios, que não exigiam grandes habilidades intelectuais, para eles impediam que o operário pudesse ocupar seu pensamento com qualquer coisa que não fosse consertar o que se rompesse na linha de produção ou zelar pelo bom funcionamento de todas as engrenagens. O indivíduo permanecia alijado de suas capacidades criativas.
Entretanto, é este mesmo sistema capitalista que promove ( pois exige ) uma certa capacidade intelectual dos seus operários. Com isso, incrementou-se o número de escolas e vimos cair os índices de analfabetismo. Neste contexto, o grau de complexidade de uma tarefa está intimamene ligado a idéia de instrução, quanto menor a complexidade, menor também é a necessidade de aprofundamento intelectual, maior a quantidade de pessoas disponíveis para tanto e por isso, o surgimento da mão-de-obra barata. Por isso, entenda-se que este índice menor de analfabetismo não significa, necessariamente, um intelecto aprimorado sendo buscado pelo capitalismo. O que se deseja é que o operário saiba ler e escrever, bastando isso.

Componentes do grupo : Jaqueline, Lígia Passos, Luciana e Paulo Medeiros.

Referência bibliográfica: Marx, Karl; Engels, Friedrich. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1983.


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