Polo de Gravataí - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
:: Recuperação Ecs 9 - Grupo Vermelho
Grupo: Zélia Schreiber, Vera Prates.
SISTEMA DE ENSINO E DIVISÃO DO TRABALHO
O texto traz algumas idéias e conceitos trabalhados por Marx e Engels, que apesar de não se tratarem especialmente do sistema de ensino ou da profissão docente, tratam da sustância própria do capitalismo, que é a divisão do trabalho, portanto uma discussão pertinente a qualquer área profissional, além do mais tais autores apontam o princípio da necessidade de qualificação da força de trabalho, e qual pode ser nosso objetivo senão a qualificação do professor?
Certamente, a principal lição que a prática docente deve também ao marxismo trata da investigação da prática educativa, tendo como objeto a adoção de métodos hoje corriqueiros, mas inovadores para a época, como o referencial teórico. Os marxistas preocuparam-se muito com a credibilidade de seus trabalhos, logo adotaram métodos que comprovassem o maior embasamento possível, considerando também o referencial teórico como imprescindível na formação de um educador crítico, pois é um elemento básico para a análise qualitativa da realidade, e alargando um pouco mais este conceito de credibilidade, acredito que é uma importante responsabilidade do professor ensinar ao aluno o tino de pesquisador, cobrando práticas como a dos referenciais. Muitos professores não ?abrem o jogo? com os alunos, não passam a noção de que cada trabalho é uma produção, fruto de uma pesquisa, portanto uma responsabilidade teórica e autoral.
A partir dos conceitos metodológicos trazidos, os autores, através da reflexão da mão de obra, consideram essencial o investimento em pesquisas e motivações que propiciem a inovação profissional no campo de trabalho dos professores, pois do contrário, sem técnicas e abordagens inovadoras, se desencadeará um fator problemático no ensino, a passividade dos sujeitos da educação.
Remetendo-se a questões mais práticas, vale ressaltar algumas medidas relevantes para a qualificação do trabalho docente, como a presença do ócio, por exemplo, porque o professor (assim como todo o profissional, mas especialmente o professor por lidar com a aprendizagem) precisa de um momento de reflexão e até de lazer, e isto muitas vezes nos é negado, pois precisamos lecionar em vários turnos e horários diferentes. Muitas vezes o rendimento do empregado não é satisfatório por que ele encontra-se insatisfeito com a sobrecarga de horários, infeliz com uma situação, preocupado demais, enfim, perturbado demais para poder render o seu máximo.