Polo de Gravataí - blog colaborativo dos alun@s do PEAD / UFRGS
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Educação Pedagogia de Educação a Distância PEAD Aluna: Raquél Pinto Flores Pólo: Gravataí Interdisciplina: Escola, Cultura e Sociedade Professora:Silvana Semana 12 ECS 11 Grupo: B Título: Implicações das políticas públicas no cotidiano da escola e no trabalho do professor
Desde o início do século passado o sistema educativo no Brasil é marcado por relações de conflitos entre diferentes grupos sociais. De certa forma alguns tentando manter uma educação elitista, diferenciada, distante da maioria da população e outro grupo garantindo o mesmo tipo de educação para todos com a mesma qualidade a as mesmas possibilidades não fugindo dos seus interesses políticos e populistas. Não podemos negar a expansão no sentido do esforço que foram feitos pelos governos para que o maior número da população fosse alfabetizado, porém, sabe-se cada vez mais que não basta o povo ser apenas alfabetizado. O que tem sido feito pelos Governos Federal, Estadual e Municipais pela nossa Educação?Visitando os sites do MEC, Secretaria da Educação do Estado e Secretaria do Município de Porto Alegre e Gravataí conclui que há muitas carências a serem supridas, mas existe um processo de construção de uma escola mais humana e mais valorizada.Através do Governo Federal temos o FUNDEB ( Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ) aprovada em 06 de dezembro de 2006, que tem por objetivo proporcionar a elevação e uma nova distribuição dos investimentos em educação,que foi criado para substituir o FUNDEF, em vigor até o final de 2006. O Programa de Inclusão Digital, programa essencial para formarmos cidadãos com autonomia tecnológica e cultural, o PROUNI (Universidade para todos) permitindo que uma faixa da população de baixa renda tenham mais acesso ao ensino universitário e conseqüentemente sofram menos discriminação social. Através destes programas talvez seja possível corrigir parte das distorções que ocorrem no nosso ensino público. O Governo do Estado proporciona vários Programas para melhorar a qualidade no ensino.O Programa Escola Aberta é um projeto que funciona como foi idealizado, permitindo que a comunidade escolar participe de oficinas aprendendo alguns ofícios (artesanatos,mosaico,etc), também lazer, cultura e esporte. Observa-se o empenho das Secretarias Municipais da Educação em proporcionar programas culturais de leitura, cinema, música regional e erudita e principalmente o empenho em dar maiores condições nas creches e Centros Infantis.Com tudo isso concluí que em nenhuma época da história houve tanta preocupação em melhorar e humanizar a educação e os educadores no Brasil.Não podemos esquecer ou ficar indiferentes às discrepâncias existentes nos dados demonstrados nos investimentos, salários pagos e resultados comparativos entre escolas particulares e escolas públicas e escolas do nordeste e escola do centro sul do Brasil.O ensino particular ainda é destinado realmente para preservar uma elite da sociedade tendo em vista que uma mensalidade que uma família paga para uma Escola particular por um aluno chega a ser maior que a despesa anual que o governo tem com um aluno do ensino público. Fontes de referência:AKKARI, A.J. Unicamp Campina SP Brasil 2006Freire, Paulo Pedagogia do Oprimido 1974http://portal.mec.gov.br/default.htmhttp://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/educa.jsphttp://www.portoalegre.rs.gov.br/http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/smed/inclusaodigital/
Grupo E O sistema educacional brasileiro sofreu consideráveis transformações no decorrer da história, mas ainda hoje se refletem desigualdades entre a escola pública e a privada. Temos no país uma escola para a elite e outra para as classes populares, onde a rede pública acolhe a maioria dos alunos vindos das classes populares. As últimas políticas públicas adotadas garantem o acesso de um número maior de crianças na escola, mas não se percebe mudanças na qualidade desse ensino, pois ainda nota-se um grande número de evasão e reprovação Por lei, toda criança tem acesso e direito a uma educação de qualidade, embora se sabe que somente uma minoria, da classe social mais alta, que é privilegiada. Na rede privada, os alunos têm acesso a variados recursos que resultam numa melhor aprendizagem. As famílias da classe média alta buscam uma educação diferenciada aos seus filhos, principalmente no ensino médio, buscando uma melhor aprendizagem, estarão prontos para competir no vestibular e ingressarem numa universidade federal, onde dificilmente encontramos alunos que tenham cursado seus estudos no ensino público. Se nada for modificado no sistema educativo brasileiro, será grande o risco de ver essas desigualdades aumentarem ainda mais. Esperamos uma reforma na educação, nossos políticos precisam ter um maior comprometimento e seriedade com a educação, este não é um problema atual, mas é um processo que teve progressos e retrocessos, Necessitamos de uma educação de qualidade, ou seja, uma educação com boa estrutura escolar, professores bem remunerados e métodos pedagógicos adequados a todos. Os nossos governantes precisam entender e aceitar que a educação é a base para todo o tipo de mudança.
Componentes: Eliana, Ione, Jane, Fárida, Ivete, Marcia, Maria Verônica, Débora, Marly e Tatiana
:: ECS 11- EDUCAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS - Grupo A
Grupo A: participantes
Adriana Marques
Ana Beatriz
Celma Andara
Marinez Pinto Andrade
Marta Capistrano
Marta Cruz
A trajetória da educação mostra muitas mudanças ocorridas desde o começo do século passado até os dias de hoje marcados por relações conflitantes entre grupos sociais.Deveríamos ter um ensino de qualidade para todos, independentemente dos grupos sociais tanto na rede particular como na rede pública. Mas a realidade de uma homogeneização da educação escolar entre todas as classes sociais no Brasil, está longe de ser caracterizada, pois a cada dia que passa a desigualdade vem crescendo, tornando-se cada vez mais distante uma educação onde todos deveriam usufruir dos mesmos recursos e condições que a educação na rede particular. Sabemos que as oportunidades educacionais são oferecidas à população de acordo com sua posição social. Percebemos que quanto mais pobres são as pessoas, mais pobre é a escola e piores são as condições de trabalho dos professores.(Celma Andara)
Não podemos falar em educação sem levarmos em conta o fator sócio-econômico de nossa população. Em nosso país a uma grande desigualdade de aspecto sócio-cultural-econômico.Nossa realidade é triste, pois grande parte de nossos alunos não conclui o Ensino Fundamental, abandonando a escola para ajudar a família "trabalhando",outros concluem mais não seguem adiante.Está na hora de nossos Governantes aprovarem leis que favoreçam alunos e professores colocando a educação em primeiro lugar. ( Marinez Pinto Andrade)
Quando a sociedade opta por uma forma de governo, sua concepção de mundo, sociedade e desenvolvimento, sua ideologia e sua postura partidária, estas refletem e projetam sua linha de ação governamental, da mesma forma acontecendo em nível estadual e municipal. Das conexões ou não, entre estas três linhagens ideológicas surgirão os projetos de ação social, cultural, econômica, sanitária e educacional. (Marta Capistrano)
Se observarmos, ao longo da história, a educação (as políticas educacionais) sempre esteve vinculada à estrutura econômica da sociedade brasileira se ajustando à ordem política-econômica-social reforçando a ideologia e o modo de produção vigente em cada etapa da história brasileira, no caso, de interdependência política, econômica e de individualismo. (Marta Cruz)
Os reflexos das tendências políticas, ideologias partidárias e linhas de ação sobre a educação são imediatas à medida que estas se configuram em legislação pertinente, programas de governo, projetos de ação. (Marta Capistrano)
Trabalho em duas escolas públicas (uma na rede Estadual e a outra na rede Municipal) e percebo diferenças importantes nas duas redes. Na rede municipal temos um aparato que nos ajuda a construir conhecimento, o trabalho é mais coletivo, quando enfrentamos dificuldades com os alunos temos a quem recorrer. Contamos com: SOE, SSE, L.A, VICE-DIREÇÃO, DIREÇÃO. Trabalhamos mais próximo da Comunidade Escolar e a família parece mais disposta a participar das decisões da Escola.(Adriana Marques)
Na rede Estadual tudo é mais distante, quando enfrentamos dificuldades não temo muito o que fazer, os setores da escola (SOE,SSE,L.A) não existem ou não funcionam, há um grande número de alunos por turma muitas vezes em sala de aulas inadequadas para atender bem ao educando (salas pequenas, abafadas, prédios velhos). Sem falar na parte pedagógica, enquanto no município temos facilidade de atualização em cursos, congressos, horas de estudos quinzenais e incentivo financeiro para atualizações no Estado nada disto acontece. Acredito que as redes devem incentivar seus professores a se atualizar sempre e dando condições para isto, investindo nos educadores do ensino básico é que teremos uma Escola de melhor qualidade para todos. (Adriana Marques)
Como percebemos as articulações políticas e ideológicas têm reflexo imediato não só na educação como no cotidiano de todo cidadão, pois implica em gerenciar a sociedade como um todo, conforme a concepção da política dominante e de suas alianças e articulações para a governabilidade: internas e externas também.(Marta Capistrano)
As implicações destas políticas, programas e projetos sobre a educação e o nosso cotidiano escolar são imediatas e perceptíveis, porém nem sempre eficazes.
Quanto as atuais políticas de descentralização nos municípios verificou-se em pesquisas e também é o que podemos averiguar em nossas escolas: a reação dos professores contra a diminuição do seu domínio dentro da escola; a difícil relação que se estabelece entre as escolas e os sistemas na implementação das medidas visando à descentralização; o baixo impacto dos programas e projetos implantados pelos sistemas que visavam à melhoria do processo de ensino, como os referentes à aceleração da aprendizagem, a melhoria do fluxo escolar e a adoção de novas formas de organização pedagógica do processo de ensino. Em geral, a implantação desses programas era feita com dificuldades e resistências de alguns segmentos das comunidades escolares.(Marta Cruz)
Com relação aos impactos no município da implantação do FUNDEF, existem trabalhos que apresentam análises variadas. Detectam efeitos positivos, de um lado, principalmente, no aspecto da formação e valorização dos professores, no aumento das matrículas do ensino fundamental e no aumento dos aportes financeiros para o ensino no município. No entanto, outros estudos tecem críticas à diminuição do financiamento para a educação infantil e outros segmentos da Educação Básica. Também foi detectada a incidência dos vícios da burocracia e da administração pública tradicional na gestão do Fundo, com a prevalência de características patrimonialistas, concentradoras e conservadoras.(Marta Cruz)
Dentre os trabalhos que têm como foco as políticas de descentralização no nível dos sistemas estaduais de ensino, alguns se concentram nesse processo experimentado internamente nas unidades escolares ou nas relações destas com os seus respectivos sistemas. Sob esse enfoque são estudados alguns mecanismos de descentralização como: a atuação dos conselhos escolares, o processo de elaboração do projeto político pedagógico, o processo de escolha dos dirigentes escolares, a própria prática administrativa da direção e os procedimentos políticos e gerenciais que se estabelecem entre as escolas e o órgão central do sistema. Na maioria dos estudos pesquisados, mesmo reconhecendo alguns avanços no que concerne à democratização e a descentralização da gestão escolar, os autores concluem que tais mecanismos ainda necessitam se concretizar como formas democráticas de participação nas decisões. Embora visualizando possibilidades de avanços nesse sentido, as pesquisa detectaram limites que devem ser transpostos com ações mais efetivas.(Marta Cruz)
Outros exemplos de articulações são os programas sociais/educacionais são: Bolsa Escola, Freqüência Digital, PNLD, PNME, Escola Aberta, Escola Integral, FNDE, FUNDEB, EJA, PROUNI, PROJOVEM, UAB, etc.Até mesmo nós, estudantes da UFRGS, no PEAD, somos o resultado de políticas educacionais para a formação de professores á distância. (Marta Capistrano)
O Programa Nacional de Merenda Escolar repassa recursos aos estados e municípios que, por sua vez repassam as escolas para que adquiram a merenda escolar dos nossos alunos. Com nossa realidade social tão defasada, o aspecto alimentação é fundamental para o desenvolvimento orgânico e intelectual, além de ser fundamental para sobrevivência.
O programa Bolsa Escola incentiva a freqüência dos alunos à escola, mas não sendo bem fiscalizado oportuniza desvios e, conseqüentemente ônus.
O Programa Nacional do Livro Didático fornece livros didáticos aos alunos do ensino fundamental e alimenta o cartel das editoras que monopolizam a criação de livros para uma realidade diferenciada das regionalidades brasileiras e desconsiderando suas velocidades e necessidades mais emergentes. Recebemos livros com a estrutura e realidade educacional de São Paulo, enquanto temos as nossas características regionais e locais desatendidas.
Só precisamos estar bastante atentos sobre os objetivos que todos esse programas e projetos visam atender e atingir, pois de boas intenções o inferno está cheio e o que precisamos é de libertação das mentes e espíritos para viver e praticar cidadania, desenvolvimento cultural e social, buscando a transformação de nossa realidade sócio-cultural-econômica. Educar para o assistencialismo não é educar para a libertação, desenvolvimento e evolução sócio-cultural-econômica. (Marta Capistrano)
Observa-se que mesmo depois de tantos debates, tantas lutas, ainda temos muito que dialogar, batalhar, para que realmente um dia todos possam ter uma educação digna, que os filhos dos ricos e dos pobres possam sentar-se na mesma sala de aula e disputar o mesmo emprego, mas sem distinção de classes sociais. (Ana Beatriz Silveira)
No Brasil a escola constitui um produto social desigualmente distribuído. O ensino é precário, principalmente nas comunidades de difícil acesso e muitas vezes essa falta de qualidade no ensino é decorrente de seus próprios autores, alunos/docente-administradores. A educação no Brasil não pode ser vista sem levarmos em conta o contexto social em que vivemos. Um país onde impera as desigualdades tanto no aspecto humano como econômico, possui um retrato educacional com disparidades enormes. Até os dias de hoje muito tem se mexido sobre o planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é de manter o ?status quo? para aqueles que freqüentam bancos escolares. Até mesmo os ensinos alternativos não conseguiram dar velocidade ao desenvolvimento econômico do Brasil. O plano pedagógico dividiu-se em períodos, os quais tiveram suas particularidades, o primeiro não conseguiu colocar nas escolas os ruralistas, o segundo período corresponde à educação popular de Paulo Freire, o terceiro período iniciou-se com o regime militar interrompendo a alfabetização popular, o quarto período teve início com o retorno da democracia, colocando em votações várias medidas em prol da escola pública (nova LDB). Observando a organização e o aspecto quantitativo da educação, nosso sistema educacional progrediu significativamente nessas últimas décadas. A escola federal, estadual e municipal, sem falar nas particulares, tem seu sistema educacional diferenciados por uma ou outra questão. Com tantas constatações sobre as desigualdades em nosso ensino propomos o seguinte questionamento: A lei que favorece aos jovens de baixa renda a cursar a faculdade em nosso país, está realmente sendo efetivada?Será que os professores que atuam na rede pública conhecem nossa Lei de Diretrizes e Bases?Como anda o acesso a educação pública em nosso país? Como conseguem dar aulas? O que estão ensinando e como? Como conseguem contratos e convocações? Não estaria passando da hora dos governantes proporem uma reciclagem com todos esses profissionais? E nós professores porque não exigimos um estudo aprofundado sobre a LDB? Precisamos ter a nossa hora de estudo com os (as) colegas da escola. O ensino quantitativo é melhor para o aluno, do que o qualitativo? Concluindo colocamos que está na hora de começarmos a pensar sobre leis que amparam as questões educacionais. Acreditamos que nós deveremos tomar a frente e refletir, pois quem faz a lei não vive como a gente a realidade das Escolas em nosso país. Não é de agora que a educação conceitue um conflito entre redes de ensino, onde fala-se que a rede pública é mais fraca que a particular. É preciso, portanto, examinar os problemas da educação do ponto de vista não de uma estatística social, que não existe senão por abstração, mas de uma sociedade em movimento. Progredir é condição inerente aos seres humanos, basta motivarmos e participarmos dessas mudanças.
ECS 11 - Ensaio do grupo D - Postagem final Apesar de apresentar muitos problemas quanto a desigualdade educacional, nosso país está tendo alguns avanços significativos para garantir o acesso a escola e a qualidadede ensino, como o PROUNI, FUNDEB,Bolsa-Família, Projeto Escola Cidadã, EJA,Programa Brasil Alfabetizado, mas ainda há muito o que fazer. Esses fazeres e essa luta começam na nossa escola, na organização coletiva e cidadã do nosso currículo, melhorando a qualidade do nosso ensino, mesmo com tantas dificuldades financeiras e estruturais. Nossa escola possui o maior e mais rico recurso, que somos nós professores, as nossas crianças,as suas e as nossas famílias, toda a trajetória de nossa história marcada por tantas injustiças e omissões políticas e sociais. Temos que nos conscientizar de nosso papel social, político e cidadão dentro do contexto escolar, pois não há lugar na sociedade brasileira para uma escola alienada, simplória e omissa,por que corremos o risco de ver a nossa nação condenada ao caos científico, econômico e social. Temos que colocar nossos olhos e apostar todas as nossas fichas no poder transformador das novas gerações. As políticas públicas em relação a educação só vão melhorar quando houver uma melhora geral em todas as outras áreas de políticas públicas, pois o abismo social que se faz presente na educação também se faz presente em todas as áreas da sociedade. Se fecha o círculo: só um povo com uma educação de qualidade pode escolher seus dirigentes com sensatez, para que melhores leis de políticas públicas sejam feitas e efetivamente cumpridas.
Componentes do Grupo D: Eliete, Roselaine, Sabrina e Sandra Caroni
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Pedagogia à Distância
Escola, Cultura e Sociedade 11
Políticas Públicas na Educação
A qualidade de vida de uma comunidade está diretamente relacionada com a história de seu país, com a cultura, assim como com as condições sócio-econômicas e a qualidade da educação formal recebida. As políticas públicas visam justamente reduzir as mazelas advindas das desigualdades sociais a que tal comunidade sofrera ao longo desta história da qual também ela faz parte, procurando igualmente atender à necessidades tais que possam reverter a causa de nefasta realidade.
Porém, a fim de não emprestar uma aura utópica às afirmações aqui destacadas, endosso que as causas das presentes desigualdades só serão eliminadas com a satisfação dos direitos à educação, saúde, habitação, ao emprego e ao lazer, dentre outros, por parte da totalidade da população.
O foco acerca das políticas públicas vem aumentando nos últimos anos. Por conta disso, o interesse despertado, desde a formulação de tais políticas, assim como sua implementação e avaliação contribui para a manutenção de uma postura democrática a respeito. O cidadão passa a preocupar-se com o alcance dos programas sociais e não dispensa o acompanhamento dos mesmos.
Políticas públicas estão intimamente ligadas a outra expressão muito utilizada em todos os espaços de reflexão: qualidade de vida. Esta pode representar saúde, moradia digna, felicidade, etc, de acordo com aquele que procura defini-la. A despeito da concepção de cada um para com qualidade de vida, ela é de essência individual e coletiva.
Da mesma forma que cada dia mais se faz uso das expressões "políticas públicas" e "qualidade de vida", o termo cidadania é igualmente evocado quando se pondera acerca das duas primeiras. Isto se explica a medida que o exercício da cidadania é seu elo de integração, ou seja, o fortalecimento do empoderamento de uma comunidade está intimamente relacionado à busca de melhor qualidade de vida através da exigência da implementação de políticas públicas.
Que se entendam as políticas públicas como um conjunto de iniciativas que resultarão em execução de ações visando minimizar todo índice considerado negativo.Especificamente na área da educação, o índice de reprovação de alunos é, seguramente, o mais destacado, dentre três efetivas políticas públicas - PNLD, PNAE e PNME - trabalharemos acerca da primeira, o Programa Nacional do Livro Didático.
O PNLD faz chegar em mãos de cada aluno da rede pública de ensino, em média, três diferentes livros, correspondendo a distintos componentes de desenho curricular de sua escola. Ainda que se faça uma crítica contundente à regionalização dos livros, explicitamente voltados para o estado de São Paulo em detalhes sutis como o emprego de vocabulário específico daquela unidade da Federação, ou que apenas poucas e grandes editoras detém o poder de edição e lucros astronômicos com a venda das coleções para o governo federal, é o livro didático, muitas vezes, o principal recurso de pesquisa e de leitura que muitos alunos possuem. Se considerarmos que o livro seja lido por seus familiares, o número de pessoas que dele se beneficiam praticamente quadruplica.
Pelo viés negativo, tem-se conhecimento de escolas que engessam seu cotidiano pedagógico em função dos conteúdos programados em tais livros, emprestando a estes um status de balizador da eficiência dos professores no desenvolvimento das atividades pertinentes às suas disciplinas.
Ao se permitir e estimular tal status ao uso do livro didático, resulta que professores em tais escolas sentem-se pressionados a estabelecer um determinado ritmo de inclusão de novos conceitos, induzidos à indiferença quanto ao "tempo" de cada educando. Aliás, pedimos a atenção para o emprego aqui da expressão "inclusão de conceitos", visto que em uma dinâmica que confere tal poder ao livro didático a construção de conceitos por parte do aluno, a partir de aprendizagens significativas, seria meramente um exercício de retórica.Deixando de ser um dos recursos de pesquisa para tornar-se quase um guia - mor da sala de aula, o livro suprimiria assim as possibilidades de reflexão, de descoberta e conclusão, visto que tudo já foi pensado por alguém, este um desconhecido para a maioria absoluta dos educandos e educadores, e ali impresso como verdade inabalável.
Com relação a tais "verdades", citamos uma determinada coleção que era utilizada nas escolas de nosso município e que, mais precisamente em seu livro de ciências para a 4ª série, alertava para a probabilidade dos ursos polares se extinguirem na Antártida. Flagrante da falta de apuro e veracidade de informação, o autor sequer sabia que os ursos polares não corriam tal risco, pois só habitam o Pólo Norte desde que a humanidade tomou conhecimento da existência de tais mamíferos.
Assim, ainda que sejam bem-vindas e indispensáveis as políticas públicas voltadas para a educação, sem aqui mencionar as demais, faz-se necessário respeitar, em um país continental como o nosso, as diferenças regionais, com suas especificidades sociais, econômicas e culturais. E urge propiciar aos alunos e seus responsáveis que participem também da reflexão quanto a escolha dos títulos para o ano seguinte, em uma decisão transparente e enriquecedora, garantindo a todos os segmentos da escola o poder de decidir na mesma medida e com a maior paridade possível.
Quando na educação brasileira houver uma parceria em que os interesses busquem o conhecimento, a reflexão, direitos iguais , com certeza seremos um país com vagas para todos, preparo técnico, formação para o trabalho, salários dignos. Então seremos um país educado para o saber, um saber para todos. Para atacar as desigualdades educativas é necessário melhorar a estrutura e os apoios políticos do setor público.
Além disso, uma maior mobilização do corpo docente e dos especialistas da educação é imprescindível.
As nossas escolas públicas precisam de maior apoio, os professores precisam de salários dignos, precisam de reciclagem. A educação precisa de ações verdadeiras e honestas, precisa de políticas públicas sérias que aumentem a qualidade da escola pública para, assim, reduzirmos as desigualdades sociais.O que percebemos realmente é a falta de prioridade e atenção de sucessivos governos para com a educação.
"Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela, tão pouco, a sociedade muda."
Paulo Freire
Grupo G.
Componentes: Jaqueline, Ligia Passos, Luciana e Paulo Medeiros
Sabem,essas atividades em grupo através do computador nem sempre saem como nós queremos.Por isso aqui estou,depois do maior suador e sufoco,postando um comunicado que,minhas opiniões com relação a atividade ECS9,encontram-se no meu blog individual.Nada contra as minhas colegas do grupo F,mas é que dificuldades de comunicação não conseguimos publicar juntas.