Quinta-feira, Novembro 23, 2006

:: ECS9


Grupo:Márcia Menezes ,Márcia Greff e Susana Regina da Silva
EDUCAÇÃO,FORMAÇÃO E TRABALHO
As teorias de Marx e Engels sobre educação não podem ser considerados um sistema pedagógico,mas sim um marco de onde pode-se partir para constituir opiniões e algumas teorias.
Em suas várias obras não dedicaram nenhuma especificamente à educação,mas ao longo delas foram surgindo análises e críticas sobre diversos aspectos da educação e da sociedade.
Karl Marx relata que a coincidência das mudanças da sociedade, da atividade humana ou mudanças dos próprios homens será entendida como prática revolucionária.
A teoria materialista da mudança das circunstâncias e da educação esquece que as circunstâncias fazem mudar os homens e que o educador necessita ,por sua vez ,ser educado. Todas as pessoas precisam ser educadas.
A causa não está na coincidência ,mas no ser. Não no pensamento mas na vida;a causa está na evolução e na conduta empírica do indivíduo que,por sua vez,dependem das condições universais. O indivíduo precisa das circunstâncias para desenvolver parcial ou totalmente o pensamento .O pensamento é sempre ,automaticamente ,um momento da vida total do individuo que ora se desvanece,ora se reproduz,conforme a necessidade. O desenvolvimento do pensamento depende da evolução do mundo e da sua participação,ele e a localidade onde vive.
A emancipação política se manifesta quando imediatamente no fato que o Estado possa liberar-se de um limite sem que o homem libere-se realmente dele,que o Estado possa ser um Estado livre sem que o homem seja um homem livre. Isto é,o homem dentro do Estado pode ter opiniões também ,mas deve cumprir as normas estabelecidas . O Estado é o mediador entre o homem e a liberdade do homem,ao qual desloca toda sua não-divindade,toda sua não servidão humana.
O estado enquanto Estado anula ,por exemplo a propriedade privada e o homem declara,de um modo político a propriedade privada como abolida quando suprime o censo de fortuna. Não obstante ,o Estado deixa que a propriedade privada ,a cultura e a ocupação atuem a seu modo,isto é como propriedade privada,como cultura e como ocupação,fazendo valer sua natureza especial. O Estado somente existe sobre estas premissas,somente se sente como Estado Político e somente faz valer sua generalidade em contraposição a estes seus elementos.
No Estado o homem é considerado como um ser genérico,ele é membro imaginário de uma imaginária soberania ,encontra-se despojado de sua vida individual real e dotado de uma generalidade irreal.
Pensar e ser estão ,pois ,diferenciados e,ao mesmo tempo ,em unidade um com o outro.
A propriedade privada nos tornou tão estúpidos e unilaterais que um objeto somente é nosso quando o temos enquanto capital ou quando é imediatamente possuído. Fez com que o homem se tornasse ganancioso,estúpido e que não sossega enquanto não possui determinado objeto,o materialismo está impregnado no homem ,que sente necessidade de ter capital e de possuí-lo. O sentido de ter passa a ser importante para o homem.
Apenas as qualidades dos homens não basta para explicar seu desenvolvimento mas a evolução dessas qualidades é o que determina a liberdade do homem e sua participação na mudança da sociedade.
Somente quando o objeto é para o homem objeto humano o homem objetivo deixa o homem se perder em seu objeto. Isto somente é possível quando o objeto se converte para ele em objeto social,e ele mesmo se converte em ser social,e a sociedade se converte para ele,neste objeto em ser.
Assim como a sociedade em formação encontra através do movimento da propriedade privada,de sua riqueza e sua miséria ou de sua riqueza e sua miséria espiritual e material-todo o material para esta formação,a sociedade constituída produz ,como sua realidade durável,para o homem na plena riqueza de seu ser,homem rico e profundamente dotado de todos os sentidos.
Quando se considera a sociedade como um só indivíduo, o trabalho necessário abarca a soma de todas as funções particulares da atividade, independentes graças à divisão do trabalho.
Quanto mais necessárias parecem as necessidades históricas, isto é, criadas pela produção social e dependentes dela, maior é o grau de desenvolvimento da riqueza real.
A tendência universal do capital está ,no entanto,em franca contradição com sua forma limitada de produção que a impulsiona a dissolver-se:aparece,pois como uma forma puramente transitória.
O capital supõe a produção da riqueza,isto é ,o desenvolvimento universal das forças produtivas e a transformação incessante de sua própria base como condição de sua reprodução.
A limitação do capital está no fato de que todo o seu desenvolvimento se efetua de maneira antagônica e a elaboração das forças produtivas,a riqueza universal,a ciência,aparecem como alienação do trabalhador que se comporta frente ás condições produzidas por ele mesmo como frente a uma riqueza alheia e causadora de sua pobreza.
O ser humano tinha de ser reduzido a esta absoluta pobreza para que pudesse iluminar sua riqueza interior.
Quando se considera a sociedade como um só indivíduo, o trabalho necessário abarca a soma de todas as funções particulares da atividade, independentes graças à divisão do trabalho.
Quanto mais necessárias parecem as necessidades históricas, isto é, criadas pela produção social e dependentes dela, maior é o grau de desenvolvimento da riqueza real.
Adam Smith tem razão quando diz que, em suas formas históricas- escravidão, servidão e assalariado - o trabalho não deixa de ser repugnante, porque é trabalho forçado, imposto a partir do exterior e frente ao qual o não trabalho é "liberdade e felicidade".
As opiniões de Marx e Engels sobre educação consideram que o homem deve demonstrar através do trabalho ou prática a realidade e o poder do seu pensamento apesar de, achar necessário o aperfeiçoamento com a ajuda do Estado para que pudesse desempenhar suas funções e produzir com melhor qualidade. Segundo Marx, era necessário, introduzir um novo tipo de ensino,unindo o trabalho manual ao trabalho intelectual,que fosse gratuito e obrigatório para todos.
Acreditamos que dependemos do trabalho para garantir ou suprir as necessidades básicas nossas e de nossa família, todas as pessoas precisam, Existem normas para a realização de qualquer atividade e não consideramos isso como uma escravidão...É certo que também para nós professores as mudanças que estão ocorrendo exigem atualização e reflexão constantes e a carga horária exercida pela maioria dos professores não permite, a não ser que abram mão do lazer, do convívio com a família. Acreditamos que devemos trabalhar para viver e contribuir com o nosso trabalho para a melhoria da sociedade e não viver apenas para trabalhar.....
A partir de toda a leitura e síntese acreditamos que o professor precisa constantemente estar se atualizando, para acompanhar as mudanças da sociedade .Porém muitas vezes por ter que trabalhar mais tempo do que deveria (digo três turnos), para poder sobreviver dignamente na sociedade, não encontra tempo para atualizar-se. E com isso podendo prejudicar até mesmo os membros desta sociedade e também a si mesmo, pois não encontra tempo para família e até para desenvolver um trabalho mais eficiente.


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