Quarta-feira, Novembro 29, 2006

:: Semana 7 e 8 / ECS 9 - Grupo da letra G




Componentes do grupo: Maria de Lourdes e Regina

EDUCAÇÃO, TRABALHO INFANTIL E FEMININO

Marx e Engels, em suas obras nunca escreveram dedicando-se expressamente ao tema de ensino e educação. As opinões de Marx e Engels não constituem um sistema, estabelecem um marco e abrem vias por onde o sistema pode começar a construir-se. A falta de atenção às necessidades sociais no campo da educação e ensino, própria nos primeiros anos do capitalismo e tambén as condições de trabalho da população operária, principalmente do trabalho infantil e feminino , colocam o ensino e a educação em primeiro plano, considerando como instrumento em transformação. O capítulo do livro Educação, trabalho infantil e feminino, relata sobre o valor dado a educação e sobre as relações da família. É abominável aceitar como legitíma e saudável que crianças e adolescentes eram considerados trabalhadores produtivos como um adulto, a partir dos 9 anos de idade, segundo a lei, aquele que quer comer tem que trabalhar, não só com o seu cérebro, mas também com as mãos. Karl e Marx defendiam que a sociedade não pode permitir que pais e patrões empreguem crianças e adolescentes a menos que combinem este trabalho com educação, a educação intelectual, educação corporal e a educação tecnológica. O trabalho noturno das crianças deve ser proibido por lei. A legislatura publicou uma lei ilusória, sob o pretexto de cuidar da instrução das crianças.A lei estabelece que as crianças permaneçam na escola por 3 horas por dia, entre quatro paredes de um local chamado de escola, onde a pessoa que se qualificava como professor, muitas vezes nem sequer o nome sabia escrever direito, e o local em condições miseráveis, onde recebiam frequência e nenhum ensino. Haviam escolas com professores compotentes, mas devido ao amontoado de crianças de todas as idades seus esforços eram em vão. Apesar de parecer mesquinha, a lei fabril, em suas disposições garantiu as crianças que, os pais não poderiam enviar seus filhos, menors de 14 anos às fábricas, somente se estivessem freqüentando a escola primária, assegurando-lhes essa direito. Depois da lei, concluiram que as crianças que freqüentaram meio turno a escola e outro meio turno trabalhavam aprendiam melhor do que aquelas que freqüentavam em tenpo integral, porque eles iam para a escola com vontade de aprender. As mulheres casadas também trabalhavam em teares, porque eram cuidadosas e precisavam ajudar no sustento da família. Grande parte dos meninos empregados nas fábricas e manufaturas modernas, eram condenados a repetir sempre as operações mais simples, explorando anos seguidos, sem aprender um trabalho que mais tarde, lhes tornassem úteis, em conseqüencia quando despedidos, caiam na criminalidade por fracassarem em outras atividades. Com a indústria moderna, o trabalhador se vê ameaçado, substituido em parte pelo uso da tecnologia, precisa trabalhar em vários lugares . A indústria moderna com suas próprias catástrofes torna uma questão de vida ou morte substituir o indivíduo parcial, que repete sempre uma operação pelo indivíduo integralmente desenvolvido. As escolas politécnicas e agronômicas são fatores desse processo em transformação.A exploração do trabalho infantil continua sendo pelos pais, que com sua autoridade arbitrária, transforma seus filhos em simples máquinas de produzir salário. Apesar de tudo, foi com a indústria que houve mudanças benéficas, não só para as crianças, mas também em uma quantidade maior de trabalhadores adultos, com horas de trabalho regulares e moderados. Poupando reservas de força física para o bem-estar deles e do próprio país, proporcionando a geração prematura o direito da instrução primária, pelo menos até os 13 anos, pondo fim a incrível ignorância, descrita nos relatórios.Em 1842, embora tenha sido aceito estas sugestões e transformado em projetos, ficaram engavetados por 20 anos continuando tudo igual. Período que aquelas crianças crescessem sem a menor noção do que chamamos de moral, sem educação, sem religião ou afeto natural da família e se tornassem os pais da geração atual.
Questões relacionadas ao texto:
1-Quanto a questão das crianças terem que trabalhar, temos alguns casos onde crianças trabalham em atelier de calçados, ajudam seus pais no sustento.
2- As mulheres continuam trabalhando e ajudando a família, e assim tendo pouco tempo para criar, educar e ensinar valores aos seus filhos, ficando de grande responsabilidade para a escola, onde as vezes nós professores passamoa mais horas com as crianças do que a mãe.
3- O Governo Federal instituiu a bolsa escola, vale gás, uma ajuda para as famílias de baixa renda para manterem seus filhos na escola.Esse incentivo está sendo suficiente para a permanência na escola?


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