O Processo Educacional nas Instituições que Abrigam Jovens Adultos em Porto Alegre - FASE e FPE
Sobre a visita a uma unidade da FASE(Fundação de Atendimento Sócio-Educativo no Estado do Rio grande do Sul:
No dia 10/11/2005 visitamos uma das unidades da FASE chamada de CSE(Comunidade Sócio-Educativa)localizada na Av. Jacuí s/n na Vila Cruzeiro de POA. Entrevistamos a orientadora educacional Guadalupe Lopes da Costa (Técnica em Educação). Sua função na unidade é de acompanhar cada adolescente em todas as atividades dentro da unidade orientar a família, além de propor a progressão de medida sócio-educativa.
Cada adolescente fica internado por no máximo três anos ou até completar 21 anos de idade. O objetivo da medida é reinserir o adolescente no convívio social. O maior desafio é criar limites internos nos adolescentes, para que , uma vez de volta à sociedade ele não reincida nos seus atos, Sabe-se que isto é o que deveria ser e não o que ocorre diariamente, pois sem programas voltados à família do adolescente jamais ele conseguirá se adaptar aos nossos padrões de vida.
A rotina na casa envolve horas na escola(para aqueles que não concluíram o Ensino Fundamental), atividades físicas(futebol,vôlei,pingue-pongue), atividades recreativas(jogo de cartas, dominó, xadrez, dama, TV e Vídeo) e oficinas. Já aqueles adolescentes que que tiveram progressão de medida e podem exercer atividades fora da unidade, para estes é oferecido o Ensino Médio em escola regular de ensino, cursos e estágios.
Desde 1985, foi instalada uma escola filiada a E.E. Alberto Pasqualini dentro desta unidade (CSE). Em razão de o modelo ser pré-estabelecido a escola não deu bons resultados. Então outro modelo foi instituído e permanece até os dias de hoje. O ensino fundamental conta com professores da rede estaudal de ensino e é feito em séries, como uma escola normal mas se adequa mais a rede de ensino municipal que é ciclada, pois o adolescente tem um ano letivo bem diferente do aluno da rede. É levada em conta a conduta do aluno e muitas vezes ele pode concluir o ensino fundamental sem ter as mínimas condições, mal sabendo ler e escrever, outro fator que prejudica o aprendizado é a rotatividade dos alunos.
As oficinas de arte e artesanato desenvolvidas atualmente são duas:Sacos de lixo e cestaria e ambas desenvolvem o valor do trabalho e evitam a ociosidade, além de auxiliar no sustento do interno e de sua família. Os resultados das oficinas são muito bons, mas sua realização é difícil em razão da falta de pessoal e de verbas.
A Orientadora concluiu sua entrevista dizendo que o objetivo da intituição não está sendo alcançado, pois raramente o adolescente que sai da casa muda de vida: " Ou acaba no presídio ou vai para o cemitério".
Outro fator visto durante a visita foram as condições a que se submetem os adolescentes e surpreendeu o grupo foi a limpeza das instalações e na ala visitada o envolvimento dos adolescentes na pintura interna.
Já os dados obtidos na FPE(Fundação de Proteção Especial) são relacionados a quantidade de internos abrigados, motivos do abrigamento, sexo, idade. Nesta fundação estamos tendo dificuldades de acesso ,pois as visitas só podem ser obtidas através de autorização do gabinete da presidência e envlove uma série de trâmites legais. Dependemos de uma entrevista com uma psicóloga de um abrigo e só assim poderemos visitar. Temos dados que nos dão a noção da clientela abrigada, municipios envolvidos e quantas unidades a Fundação oferece.
Em breve nosso material estará exposto para compartilharmos com os colegas as informações adicionais que se fazem necessárias. Um abraço,
Marco Fröes, Camila , José César e Fátima
No dia 10/11/2005 visitamos uma das unidades da FASE chamada de CSE(Comunidade Sócio-Educativa)localizada na Av. Jacuí s/n na Vila Cruzeiro de POA. Entrevistamos a orientadora educacional Guadalupe Lopes da Costa (Técnica em Educação). Sua função na unidade é de acompanhar cada adolescente em todas as atividades dentro da unidade orientar a família, além de propor a progressão de medida sócio-educativa.
Cada adolescente fica internado por no máximo três anos ou até completar 21 anos de idade. O objetivo da medida é reinserir o adolescente no convívio social. O maior desafio é criar limites internos nos adolescentes, para que , uma vez de volta à sociedade ele não reincida nos seus atos, Sabe-se que isto é o que deveria ser e não o que ocorre diariamente, pois sem programas voltados à família do adolescente jamais ele conseguirá se adaptar aos nossos padrões de vida.
A rotina na casa envolve horas na escola(para aqueles que não concluíram o Ensino Fundamental), atividades físicas(futebol,vôlei,pingue-pongue), atividades recreativas(jogo de cartas, dominó, xadrez, dama, TV e Vídeo) e oficinas. Já aqueles adolescentes que que tiveram progressão de medida e podem exercer atividades fora da unidade, para estes é oferecido o Ensino Médio em escola regular de ensino, cursos e estágios.
Desde 1985, foi instalada uma escola filiada a E.E. Alberto Pasqualini dentro desta unidade (CSE). Em razão de o modelo ser pré-estabelecido a escola não deu bons resultados. Então outro modelo foi instituído e permanece até os dias de hoje. O ensino fundamental conta com professores da rede estaudal de ensino e é feito em séries, como uma escola normal mas se adequa mais a rede de ensino municipal que é ciclada, pois o adolescente tem um ano letivo bem diferente do aluno da rede. É levada em conta a conduta do aluno e muitas vezes ele pode concluir o ensino fundamental sem ter as mínimas condições, mal sabendo ler e escrever, outro fator que prejudica o aprendizado é a rotatividade dos alunos.
As oficinas de arte e artesanato desenvolvidas atualmente são duas:Sacos de lixo e cestaria e ambas desenvolvem o valor do trabalho e evitam a ociosidade, além de auxiliar no sustento do interno e de sua família. Os resultados das oficinas são muito bons, mas sua realização é difícil em razão da falta de pessoal e de verbas.
A Orientadora concluiu sua entrevista dizendo que o objetivo da intituição não está sendo alcançado, pois raramente o adolescente que sai da casa muda de vida: " Ou acaba no presídio ou vai para o cemitério".
Outro fator visto durante a visita foram as condições a que se submetem os adolescentes e surpreendeu o grupo foi a limpeza das instalações e na ala visitada o envolvimento dos adolescentes na pintura interna.
Já os dados obtidos na FPE(Fundação de Proteção Especial) são relacionados a quantidade de internos abrigados, motivos do abrigamento, sexo, idade. Nesta fundação estamos tendo dificuldades de acesso ,pois as visitas só podem ser obtidas através de autorização do gabinete da presidência e envlove uma série de trâmites legais. Dependemos de uma entrevista com uma psicóloga de um abrigo e só assim poderemos visitar. Temos dados que nos dão a noção da clientela abrigada, municipios envolvidos e quantas unidades a Fundação oferece.
Em breve nosso material estará exposto para compartilharmos com os colegas as informações adicionais que se fazem necessárias. Um abraço,
Marco Fröes, Camila , José César e Fátima

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