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Defesa de dissertação PPGMA - Equinos

"Relação entre o fluido uterino e citologia endometrial na égua como indicativo de saúde reprodutiva"
Quando 30/01/2012
das 13:00 até 16:00
Onde Auditório da Faculdade de Veterinária/UFRGS
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Autor: Emílio Viegas Cásseres de Borba

Orientador: Profa. Dra. Adriana Pires Neves

Co-orientadora: Profa. Dra. Sandra Mara da Encarnação Fiala

Banca examinadora: Profa. Dra. Karin Erica Brass (UFSM), Profa. Dra. Caroline Antoniazzi Wolf e Prof. Dr. Eduardo Malschitzky (ULBRA)

RESUMO

A endometrite é uma patologia frequente em éguas com eficiência reprodutiva reduzida.

A citologia endometrial é um método diagnóstico importante para uma avaliação

completa da saúde reprodutiva da égua. Da mesma maneira, o exame de ultrassom para

detectar fluido no lúmen uterino, tem sido útil para identificar éguas com problema de

limpeza uterina. Os objetivos do presente trabalho foram comparar a avaliação

ultrassonografia à avaliação citológica no diagnóstico da inflamação. Foram utilizadas

100 éguas cíclicas, com faixa de idade entre 3 e 25 anos de idade. As éguas eram

examinadas por palpação retal e ultrassonografia, a intervalos máximos de 24 horas

entre um exame e outro, com objetivo de avaliar o crescimento folicular e presença de

fluido intrauterino. De todas as éguas com folículo maior de 36 mm, e sintomas de

estro aptas a ser cobertas, foi retirada uma amostra para citologia endometrial com o

auxílio de espéculo e escova cervical. A área de acúmulo de fluido uterino, caso

existente, foi medida utilizando-se o ultrassom. Caso a altura desta área fosse maior ou

igual a 10 mm, seria considerado acúmulo de fluido intrauterino. Os dados foram

analisados pelo teste Qui-quadrado. Das éguas com fluido uterino antes da cobertura, 14

(14%) apresentaram citologia endometrial positiva, e 6 (6%) tiveram exame negativo.

Das éguas que não tinham fluido endometrial, 38 (38%) foram positivas na citologia

endometrial, enquanto 42 (42%) das éguas sem líquido no lúmen uterino tiveram

citologia negativa (X2 = 4,013). Concluiu-se que os 2 métodos utilizados para

diagnóstico de endometrite na égua foram discrepantes. A ocorrência de éguas com

citologia positiva, mas sem mostrar acúmulo de IUF, sugere que o método de citologia

endometrial é mais a sensível do que o exame de ultrassom. Nos casos de presença de

FIU com citologia endometrial negativa, acredita-se que seja por causa de edema

fisiológico, já que as éguas eram examinadas durante o estro.

 

Palavras-chave: endometrite – éguas - inflamação.

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