| O que |
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| Quando |
28/03/2012 das 14:00 até 18:00 |
| Onde | Sala 413 da Faculdade de Arquitetura |
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Título: Conforto e orientação espacial na acessibilidade universal de centros urbanos
Autora: Celina de Pinho Barroso
Orientador: Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay
Banca Examinadora:
- Prof. Dr. Marcelo Pinto Guimarães (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo/UFMG)
- Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
- Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
Esta pesquisa investigou os fatores que afetam o conforto e a orientação espacial na acessibilidade universal de centros urbanos, na percepção de grupos de usuários com diferentes condições de mobilidade (caminhando com agilidade ou com mobilidade reduzida, usando ou não a visão, deslocando-se em cadeiras de rodas ou empurrando carrinho de bebê ou de serviço). A partir da identificação de características do espaço urbano que influenciam no conforto e na orientação para a circulação de pedestres, investigou-se como e quais elementos urbanos e características físicas são utilizados pelos diferentes grupos de usuários. O objetivo principal foi contribuir para a compreensão de como e quais os fatores podem contribuir para a acessibilidade universal do espaço urbano. A investigação foi realizada através de métodos quantitativos e qualitativos executados em duas etapas. A primeira reuniu subsídios para delimitar a área de estudo no centro da cidade, através da aplicação de entrevistas e mapas mentais, assim como levantamento físico preliminar. A segunda etapa teve como objetivo testar as hipóteses desta pesquisa por meio da aplicação de questionários (cujas respostas comentadas eram registradas em áudio), observação de comportamento (totalmente registrada em vídeo), assim como levantamento de arquivo e fotográfico. As informações obtidas foram analisadas quantitativamente por meio de freqüências e testes não paramétricos; as observações de comportamento foram registradas em mapas comportamentais; as filmagens originaram fotos sequenciais (revelando, por exemplo, o movimento dos usuários durante as travessias de ruas); os depoimentos gravados durante a aplicação dos questionários foram degravados, contribuindo para a análise qualitativa; os mapas (parte do questionário) onde os usuários apontavam trechos mais confortáveis/desconfortáveis do percurso percorrido, foram reunidos num mapa síntese com indicação desses trechos por grupos de usuários. Os dados revelam que, para a acessibilidade universal do espaço urbano, alguns elementos e características físicas proporcionam graus semelhantes de conforto aos diferentes tipos de usuários, mesmo não sendo fortemente considerados em normas e outros estudos. Por outro lado, ao contrário do que constam em normas e outros estudos, algumas características físicas existentes no espaço urbano causam conforto para uns usuários, mas são desconfortáveis para outros, como rampas e pisos táteis. Quanto à orientação espacial, alguns referenciais utilizados por todos os grupos, como as funções e características dos prédios e com menos unanimidade, a concentração de pessoas, não são considerados nas normas ou em estudos como fatores que poderiam contribuir para a acessibilidade universal. Por outro lado, placas de sinalização e marcação no piso, recomendados pelas normas e abordados como fatores que contribuem para a acessibilidade universal, são utilizados por uns e não utilizados por outros, sendo que alguns deles, como o piso tátil, causam conforto para uns e desconforto para outros. Os resultados aqui obtidos indicam que não basta que as normas sejam aplicadas para que a acessibilidade universal seja alcançada, vários outros fatores devem ser considerados.