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Sala Redenção - Cinema Universitário

NEORREALISMO EM FOCO > Em novembro a Sala Redenção – Cinema Universitário apresenta em sua programação não apenas filmes realizados no período auge do neorrealismo italiano, mas também alguns que, apesar de serem realizados anos mais tarde, dialogam com ele estética e tematicamente. O impacto do neorrealismo italiano no cinema moderno foi bastante grande, influenciando diretamente os cineastas da nouvelle vague francesa, além de outros movimentos como o do novo cinema americano e, até mesmo, do cinema novo brasileiro. Seus principais expoentes foram Roberto Rosselini, Luchino Visconti e Vittorio de Sica.
Quando 01/11/2011 a 16:00 a
30/11/2011 a 19:00
Onde Sala Redenção
Nome do Contato
Telefone do Contato (51) 3308-4081
Participantes Aberto ao público, entrada franca.
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Segundo Fabris*, não há um consenso entre os estudiosos quanto a uma definição a respeito do que foi o neorrealismo italiano. De qualquer forma, tal consenso talvez exista em relação a alguns temas tratados na filmografia neorrealista: o fascismo, a segunda guerra mundial e suas conseqüências, os problemas sociais do campo, o desemprego, a condição das mulheres, entre outros. Para a autora, ele não foi uma escola nem um movimento e que se é possível reconhecer alguma unidade nessa tendência cinematográfica, não é tanto pelo estilo (variável dos realizadores), mas por sua orientação estética em comum entre os vários cineastas que atuaram no mesmo período. Poderíamos destacar principalmente algumas destas características que o diferenciam do cinema hollywoodiano: a utilização dos planos de conjunto e dos planos médios, a câmera que não sugere nem disseca, mas registra; a recusa dos efeitos especiais de montagem, utilização de câmera na mão e plano-sequência, a imagem acinzentada, segundo a tradição do documentário, a filmagem em cenários reais, a utilização de atores eventualmente não profissionais, entre outras. Para grande parte da crítica mundial, o neorrealismo teria começado com Roma, cidade aberta (1945), de Rossellini; já para Visconti o terno “neorrealismo” teria surgido com seu primeiro longa-metragem, Obsessão (1943), cunhado pelo montador Mario Serandrei. Para Fabris, o neorrealismo italiano atingiu o seu apogeu com Alemanha ano zero (1948), Ladrões de bicicleta (1948) e A terra treme (1948). Seus principais expoentes foram Roberto Rosselini, Luchino Visconti e Vittorio de Sica. Mesmo diante da diversidade apresentada sobre uma possível definição para o discurso do neorrealismo, ainda segundo Fabris, é preciso admitir que houve na Itália, entre 1945 e 1952, à margem da cinematografia tradicional, uma série de realizações que tentaram fazer com que o público refletisse sobre as relações entre o homem e a sociedade e mesmo após esse período ela não deixou de alimentar o cinema italiano e mundial, sendo uma referência para as novas cinematografias dos anos 1960. O impacto do neorrealismo italiano no cinema moderno foi bastante grande, influenciando diretamente os cineastas da nouvelle vague francesa, além de outros movimentos como o do novo cinema americano e, até mesmo, do cinema novo brasileiro. Em novembro a Sala Redenção – Cinema Universitário apresenta em sua programação não apenas filmes realizados no período auge do neorrealismo italinano, mas também alguns que, apesar de serem realizados anos mais tarde, dialogam com ele estética e tematicamente (Tânia Cardoso de Cardoso, curadora). * FABRIS, Mariarosaria. Neo-realismo italiano. In: História do cinema mundial. MASCARELO, Fernando (ORG). Campinas, SP: Papirus, 2006, PP. 191-1219. Acesse também: http://www.salaredencao.com

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