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A força do público na contestação publicitária

Pesquisa analisa como campanhas publicitárias vêm sendo contestadas pela população, principalmente na internet
13/04/2018 14:31

A publicidade está presente em quase todos os conteúdos que consumimos: de vídeos no YouTube e comerciais na televisão a anúncios nos jornais e revistas. Comentar essas publicidades já faz parte do cotidiano – e criticá-las também. Com a chegada da internet e, principalmente, das redes sociais, essas críticas agora têm o poder de tirar um anúncio de circulação rapidamente, algo que seria impensável há dez anos. Foi o que aconteceu com campanhas da Skol, da Itaipava e da Aspirina, denunciadas por seus conteúdos machistas.

A sociedade está cada vez mais consciente e atenta, criando mecanismos de reivindicação e se organizando para não permitir que certas representações vigorem na publicidade, como estereótipos racistas, machistas e homofóbicos. Com a lentidão do campo publicitário para dar retorno a essas reivindicações, são criadas práticas de contestação para expressar a sua insatisfação.

A pesquisadora Laura Wottrich analisou, em sua tese de doutorado, como as reações do público têm mudado a publicidade no país. Motivada pela falta de pesquisa na área, Wottrich estudou como as campanhas publicitárias no Brasil são contestadas pelo público, com foco nas reações geradas pela internet, e como o campo publicitário reage a essas contestações. Para tal, analisou 116 documentos – anais e revistas científicas – do campo publicitário e 1.457 denúncias feitas ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) entre 2005 e 2015.

Cruzando as falas do campo publicitário com as da sociedade, com intermédio do software de análise qualitativa Nvivo, chegou-se a três principais temas de tensionamento entre o campo publicitário e a sociedade no período: bebidas alcoólicas – reclamações que giram em torno da objetificação dos corpos das mulheres –, crianças e adolescentes – anúncios direcionados a esse público foram proibidos, mas continuam na mídia – e “politicamente correto” – categoria que reúne as reclamações sobre conteúdos machistas, homofóbicos e racistas.

A matéria completa pode ser lida no UFRGS Ciência.

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