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Artigo de doutoranda da UFRGS determina nova idade para estágio do período Cretáceo

Realizado a partir de projeto da Petrobras, estudo propõe alterações na escala de tempo geológica
23/06/2022 15:45

Publicado no periódico internacional Nature Communications, o artigo “Astronomical tuning of the Aptian stage and its implications for age recalibrations and paleoclimatic events“, produzido pela doutoranda do Programa de Pós-graduação em Geociências da UFRGS Carolina Gonçalves Leandro, determinou uma nova idade para a fronteira entre o Barremiano e Aptiano, dois estágios do período Cretáceo. Anteriormente, o limite era datado em 126 milhões de anos, porém a nova proposta indica que ele está em 120,2 milhões de anos, alterando a escala de tempo geológica. O estudo também determinou a idade e a duração dos eventos anóxicos oceânicos, caracterizados por grandes mudanças ambientais, como baixa oxigenação dos oceanos, extinção de espécies e formação de grandes campos petrolíferos de óleo e gás.

Orientado pelo professor do Departamento de Geologia da UFRGS Jairo Francisco Savian, o estudo surgiu com a iniciativa “Processamento e interpretação de dados magnetoestratigráficos do Cretáceo das Bacias Brasileiras”, da Petrobras. “Esse projeto foi um divisor de águas para o paleomagnetismo da América Latina e do Brasil, principalmente porque através dele foi montado o laboratório de paleomagnetismo que hoje nós temos em São Paulo”, revela Jairo, primeiro doutorando participante do projeto, iniciado em 2010.

O objetivo principal é obter um vínculo temporal para entender quais eventos formaram os grandes campos de óleo e gás, agora chamado de pré-sal, e quando eles ocorreram. A partir de dados obtidos em outras regiões do planeta, é possível fazer uma espécie de gabarito e comparar com as questões brasileiras. “Esse papel social que a Petrobras tem de financiar projetos de pesquisa na universidade é fundamental para a gente competir internacionalmente num nível de trabalho dessa importância”, conta o professor.

Confira a matéria completa no JU Ciência.

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