Relatório produzido no último semestre traz mais de uma centena de ações e necessidades em TI - Foto: Carlos Edler
A Tecnologia da Informação (TI) como meio para os planos de expansão e excelência da Universidade, influindo decisivamente na eficiência da gestão para gerar os resultados pretendidos. Esse é o pano de fundo de um levantamento que levou aproximadamente seis meses para ser produzido e trouxe dados que vão ajudar a orientar a política da UFRGS na área de TI nos próximos anos. Esse levantamento foi apresentado hoje ao reitor Carlos Alexandre Netto e seu vice Rui Vicente Oppermann, pelos integrantes do Comitê Gestor de Tecnologia da Informação.
O Comitê reuniu 56 participantes, em 11 grupos temáticos, que trabalharam entre os dias 09 de junho e 14 de dezembro, para levantar dados e necessidades da comunidade da UFRGS, no que diz respeito à Tecnologia da Informação. Foram realizados questionários, planilhas de necessidades e de ações, além de reuniões presenciais com a comunidade acadêmica e convidados. A necessidade de ampliar o quadro de pessoal qualificado para dar suporte às demais atividades, assim como a melhoria da infraestrutura física, estiveram entre as demandas mais recorrentes.
Ações imediatas na política de segurança da informação, na identificação de temas polêmicos (como presença eletrônica para os alunos) e na telefonia, com a criação de centrais de atendimento únicas em cada campus, também foram apontadas. Para Jussara Issa Musse, diretora do Centro de Processamento de Dados (CPD), os resultados apontaram para perspectivas bastante amplas, que vão da adoção de totens com tomadas em salas de aula e bibliotecas até supercomputadores, além da nossa informatização da área de compras e um investimento em recursos humanos capaz de levar a cabo as metas da Universidade na área de TI.
O plano, que foi aprovado pelo Comitê e ainda precisa ser homologado pelo CONSUN, possui 130 páginas, contendo mais de uma centena indicações de ações e necessidades. Entre as indicações está a modernização das metodologias de ensino e das tecnologias para atender as novas metodologias de aprendizagem (como e-books, tablets, repositórios digitais, laboratórios virtuais, entre outros). Também foram apontadas as políticas de fomento para expandir a produção e o uso regular nas disciplinas de materiais pedagógicos eletrônicos, bem como o suporte tecnológico para o processo de internacionalização da instituição e os investimentos em tecnologia de ponta para suporte aos processos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
“TI é transversal, por isso o plano deve ser implementado não só pelo CPD e pelo CESUP [Centro Nacional de Supercomputação], mas por toda a Universidade. Até porque ele partiu do conjunto da comunidade acadêmica”, disse a diretora do CPD. Para o reitor, há a possibilidade de se começar os trabalhos pela central telefônica.
Também estiveram presentes à reunião, o pró-reitor de Planejamento e Administração, Ário Zimmermann; a pró-reitora de Graduação, Valquíria Bassani; o secretário de Ensino a Distância, Sérgio Franco; Denise Ewald do CESUP; Alberto do Canto Filho da Escola de Engenharia; e Angela Brodbeck da Escola de Administração.