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Doutorando em Artes Cênicas edita revista do Festival Palco Giratório SESC

Publicação reflete sobre produções teatrais no período da pandemia da covid-19 e será lançada hoje
15/09/2021 08:58

Cristiano Goldschmidt, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS é o responsável pelo conteúdo da revista “Ato” na edição do Palco Giratório SESC 2021, festival de teatro que tem lançamento neste 15 de setembro, às 11h, na sede da Fecomércio, em Porto Alegre. Orientado pela professora Marta Isaacsson, desenvolve pesquisa sobre os procedimentos de criação cênica do ator paulista Matheus Nachtergaele

A publicação – que pode ser acessada aqui – reflete sobre as artes cênicas produzidas no período da pandemia da covid-19, oferecendo ao público leitor e aos espectadores do festival um mosaico do que pensam alguns grupos brasileiros de reconhecida trajetória artística. Nesse sentido, reúne quatro entrevistas com artistas e coletivos teatrais e quatro ensaios inéditos de autoria de artistas-professores(as)-pesquisadores(as) de diferentes regiões do país.

Matheus Nachtergaele (RJ), Grupo Carmin (RN), Usina do Trabalho do Ator (UTA-RS) e Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp (LUME-SP), em conversas realizadas pela plataforma Google Meet, foram provocados a falar sobre os mais variados temas e percorreram os "caminhos da memória", resgatando parte de suas trajetórias e influências, períodos de formação, atuação e montagens. A relação profissional e afetiva desses artistas e grupos com o SESC, grande incentivador das artes brasileiras, foi igualmente abordada.

Segundo Cristiano, que é também especialista em Pedagogia da Arte, a ideia principal das entrevistas foi extrair o máximo de informações de forma a permitir análises e reflexões sobre a produção artística em tempos pandêmicos não apenas aos artistas, mas, principalmente, aos espectadores: "O leitor e a leitora perceberão que, para além da qualidade artística e intelectual dos entrevistados e das entrevistadas, da clara consciência de seu papel na sociedade, há aqueles e aquelas que divergem sobre o entendimento ou o significado do ‘teatro’ produzido no contexto da pandemia e transmitido ao vivo e online pelas plataformas digitais".

De acordo com o doutorando, os artigos ou ensaios que integram a publicação também ponderam sobre outros temas contemporâneos: "Além de pensarem o teatro feito durante a pandemia, os autores foram provocados a abordar questões de gênero nas artes, o teatro na escola e os prêmios de dramaturgia, tão escassos no RS e imprescindíveis para fomentar a nova geração de dramaturgos".

O editor ressalta que o recorte artístico e geográfico das entrevistas e dos ensaios da edição 2021 da revista do Palco Giratório não representa a totalidade nem a multiplicidade cultural, de ideias e até mesmo de opinião dos artistas brasileiros: "No entanto, com essas provocações iniciais, além de entregarmos um conteúdo resultante de diálogos francos e abertos, acreditamos ter conseguido contribuir para que novos olhares sejam lançados sobre a cena contemporânea", finaliza Cristiano.

 

Sobre os textos

 

Mariana Lima Muniz, atriz, diretora e professora titular do Departamento de Artes Cênicas - EBA/UFMG, discorre sobre as relações ator-público e teatro e internet, principalmente a partir do período em que todos fomos impossibilitados de estar presencialmente nos teatros, seja como artistas ou como público.

Marcelo Ádams, ator, dramaturgo, diretor e professor de Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), fundador da Cia Teatro ao Quadrado de Porto Alegre (RS), resgata os prêmios de dramaturgia que já tivemos no RS e que foram extintos. Ele argumenta que é preciso retomar essas iniciativas como mecanismo de fomento e incentivo para a produção e publicação de textos dramatúrgicos.

Dodi Leal, performer e multiartista, pesquisadora e professora do Campus Sosígenes Costa, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), reflete sobre a presença de pessoas trans no mundo das artes, partindo da necessidade de mais respeito, oportunidades e reconhecimento nos palcos e na academia.

Vicente Concilio, ator, diretor e professor de Teatro-Educação do Departamento de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), além de integrante do Programa de Pós-Graduação em Teatro, analisa a importância do teatro no ambiente formal da educação, abordando diversos aspectos, entre eles, a formação de público. Sem o qual, afinal, não há teatro.

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