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Esefid sedia o Encontro Nacional de Estudantes Indígenas

Atividades seguem até dia 24 de outubro com mesas temáticas, debates, oficinas, ato político e apresentações artísticas e culturais
22/10/2019 09:33

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Na tarde desta segunda-feira, 21 de outubro, o Ginásio da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid) se encheu de cores, de música e da energia de crianças, estudantes e lideranças que participaram da abertura do VII Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei). O maior evento indígena nacional voltado à reflexão e à mobilização coletiva no contexto do ensino superior acontece, neste ano, nas dependências da Esefid e tem como tema “Direitos indígenas em perspectiva: das políticas indigenistas de Estado ao estado das políticas indigenistas”. A programação segue até quinta-feira (24) com mesas temáticas, debates, oficinas, ato político e apresentações artísticas e culturais.

Iniciada com uma apresentação do grupo de dança da Terra Indígena Canto Galo, do povo Guarani, a cerimônia de abertura contou com a fala de organizadores do encontro e de autoridades presentes, que reforçaram a importância do evento para a mobilização dos povos indígenas e a necessidade de luta imposta pela conjuntura nacional. Como afirma o representante da comissão organizadora nacional do encontro Marcos Vesolosquzki, o Enei é pensado e protagonizado por lideranças, estudantes indígenas e não indígenas de graduação e pós-graduação e pesquisadores. O espaço, salienta ele, visa à discussão do movimento social indígena e de seus desafios contemporâneos e à análise reflexiva “do lugar de fala dos diferentes sujeitos indígenas, com suas trajetórias e experiências”.

O coordenador geral do VII Enei, Douglas Jacinto da Rosa, reafirmou o caráter de resistência do evento diante do cenário nacional, marcado por ataques às universidades, aos direitos indígenas e à saúde pública. “Espero que a gente consiga sair daqui mais forte, que consiga fortalecer o movimento de base”, destacou. O encontro, segundo a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Suzi Alves Camey, é uma oportunidade de articulação e de resistência e ocorre em um “momento em que é preciso estar alerta e lutar permanentemente para garantir os direitos conquistados”. Para o líder Kaingang Eli Fidelis, essa é uma ocasião de aprendizado e de troca de ideias, “momento de a juventude pensar no seu futuro e no futuro de sua comunidade”.

O reitor Rui Oppermann, por sua vez, ao relembrar o histórico das políticas de ações afirmativas da UFRGS, reafirmou o caráter público da instituição: “Esta, como todas as universidades federais, é uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. Isso significa que é a sociedade que manda no futuro da Universidade”. Esse futuro, segundo ele, passa obrigatoriamente pela diversidade e pela inclusão.

Também fizeram parte da mesa de abertura a vice-reitora Jane Tutikian, a coordenadora de Ações Afirmativas da UFRGS, Denise Jardim, o diretor da Esefid, Ricardo Demétrio de Souza Petersen, a representante da comissão organizadora nacional do Enei Jacielly Fidellis, o líder indígena do povo Guarani/Ribeira Maurício Gonçalves, o líder indígena do povo Kaingang Luis Salvador, o procurador do Estado Silvio Jardim, o deputado federal Dionilso Marcon (PT/RS) e o procurador regional da República Paulo Leivas.

Mais informações sobre o VII Enei podem ser obtidas no site do evento.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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