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Extensionistas relatam experiência com projeto Rondon

Equipe da UFRGS participou da Operação Parnaíba, em Nossa Senhora do Nazaré (PI), entre os dias 18 de janeiro e 3 de fevereiro
12/02/2019 13:47

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Os integrantes do Projeto Rondon que participaram da Operação Parnaíba estiveram nesta manhã no Salão Nobre da Reitoria para relatar as atividades desenvolvidas no município de Nossa Senhora do Nazaré (PI). A Operação Parnaíba teve ações em 15 cidades do Piauí e contou com equipes de 30 universidades, incluindo a da UFRGS. Além de oficinas realizadas na sede do município, que tem ao todo 4,7mil habitantes, a equipe da UFRGS visitou quatro comunidades rurais da cidade piauiense. A atividades ministradas giravam em torno das temáticas trabalho, geração de renda e saneamento.

Participante do projeto, a Acadêmica de Arquitetura Juliana Giazzon Cavalli aponta a motivação como o principal legado do Rondon para a comunidade.  “Buscamos gerar amor pelo lugar, valorizar o clima e o meio ambiente, mostrar que é possível fazer as coisas e que a universidade é bem palpável para eles”, comenta a estudante. Uma das oficinas que mais surpreendeu à Juliana foi a roda de conversa com mulheres, que abordou violência contra mulher, assédio, e teve uma ótima presença do público, com vários relatos sobre abusos sofridos e discriminações. A partir dessa conversa, a comunidade pretende criar uma associação de mulheres.

“Plantamos algumas sementes que vão germinar”, acredita Vitor Goulart, acadêmico de Geologia, também participante do Rondon. Vitor fez caminhadas nas localidades, explanando sobre a vegetação local e outros elementos geológicos. O estudante também promoveu uma oficina sobre a outorga de poços artesianos, melhorando o processo empregado pela prefeitura local.

A experiência rende conhecimentos novos para a comunidade visitada pelo Projeto e ensinamentos para os rondonistas. “Tu podes ser consciente e pró-mudança não importa a área que tu estás. Eu quero estudar o desenvolvimento urbano, ter ido para lá me deu uma noção de cidade, do todo. Vou trabalhar com visão de mundo muito maior e mais complexa”, pondera Juliana. Já Vitor avalia que, a partir da experiência com o Rondon, vai ficar mais atento sobre os efeitos das atitudes para a sociedade e está com mais vontade de praticar a sua área de estudos. “O principal somos nós. O investimento é maior para os alunos do que para a cidade. Tu aprendes a dinâmica, tens que te adaptar nas diferentes situações realizar as oficinas, tens que ter jogo de cintura. Aprende a ser muito proativo”, aponta Vitor.

Atividades realizadas na praça de Nossa Senhora do Nazaré estimularam a utilização do local - Foto: Divulgação

Os alunos e professores realizaram encontros aos sábados, desde setembro, para se prepararam para a Operação, no Núcleo Rondon da UFRGS. Os estudos prévios, como apontam Vitor e Juliana, foram muito importantes para ter uma boa noção do que iriam encontrar no destino, e também para ter a capacitação adequada para ministrar as oficinas, que, em muitos casos, não estão relacionadas diretamente com a área de estudo na UFRGS.

Mas a chegada em Nossa Senhora de Nazaré surpreendeu os estudantes: “é um choque de realidade, algo até confuso, porque você vê que é a situação é melhor do que você esperava, mas ainda assim é precário. Encontramos problemas diferentes dos que achávamos que iriamos encontrar. As crianças não têm condições de educação e de cuidado, falta emprego”, comentam os estudantes.

No encontro desta manhã, a vice-coordenadora da equipe da UFRGS na Operação, Liliane Ferrari Giordani (Faculdade de Educação), contou que participa sempre da formação das equipes que vão ao Rondon, mas que esta foi sua primeira ida a campo. Segundo Liliane, a experiência de ir às cidades abrangidas pelo projeto é única. O mais difícil, relatou a professora, é responder à pergunta “quando vocês voltam”, porque a gente não vai voltar e tem que dizer para não gerar falsa expectativa.

O reitor Rui Vicente Oppermann comentou sobre a importância do espírito coletivo que se forma em quem participa do Projeto Rondon e falou da qualidade da extensão realizada pelas universidades brasileiras, diferencial em relação às de outros países. A pró-reitora de Extensão, Sandra de Deus, abordou um projeto similar ao Rondon, mas direcionado ao interior do RS, o “Convivências”, que permite a ação em determinado município gaúcho, mas com continuidade.

Além de Juliana e Vitor, participaram da recepção no Salão Nobre os alunos Ana Carolina Schuh Frantz (Eng. Materiais), Marina Fagundes (Eng. Ambiental) e Tobias Bertoldi Agostini (Eng. Metalúrgica. A equipe da UFRGS foi coordenada por Álvaro Meneguzzi (Escola de Engenharia) e contou ainda com os estudantes Cecília Charpinel Diniz Gomes (Medicina), Gabriel Sehnem Heck (Eng. Ambiental) e Matheus da Silva Camargo (Biotecnologia).

Rondon - O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é uma iniciativa de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes. Os participantes realizam reuniões de capacitação para se preparar para a Operação.

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