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Inovação e tecnologia aproximam UFRGS e sociedade

Durante o Salão UFRGS, a Finova apresenta pesquisas que investem na tecnologia
22/10/2019 18:18

“A FINOVA (Feira de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico) busca trazer projetos que acontecem na universidade e trabalham inovação e tecnologia, devolvendo à sociedade o investimento feito aqui. Isso para mostrar ao público externo que a universidade está presente, está aqui, mas também está em contato com o mundo”. A definição é de Maria Inês Nardi, da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico da UFRGS, que organiza o evento.

A proposta fica bem demonstrada já na forma de exibição dos trabalhos na feira. Os expositores permanecem em frente aos totens ou painéis virtuais interativos comandados por touchscreen, que contêm as apresentações em slides ou vídeos. Nesta semana, serão expostas 115 iniciativas das mais diversas áreas do conhecimento que têm como objetivo desenvolver tecnologias que tornem acessível o que é feito na UFRGS.

A estudante Laura Silveira de Moura, da Fisioterapia, por exemplo, apresentou nesta terça-feira, dia 22 de outubro, um dinamômetro, tipo de aparelho utilizado para medir força, especial para flexão de tronco. “Existe um tipo de dinamômetro usado para isso, mas é muito caro e ocupa uma sala inteira. Ele mede não só a força dos músculos abdominais mas também de outras partes do corpo. O nosso é específico para os músculos abdominais, muito mais barato e menor”. O trabalho é resultado da atuação do Grupo de Investigação da Mecânica do Movimento (Biomec) − que reúne estudantes dos cursos da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) da UFRGS − e tem sido usado no estudo da relação entre a força dos músculos abdominais e incontinência urinária.

Cardiorrespirômetro

Ainda na terça-feira, o estudante Victor Fernandes Gandara, da Engenharia Física, chamou a atenção de quem passava pelo saguão do prédio 43123 do Campus do Vale. Ele tinha em mãos uma parte do projeto do cardiorrespirômetro: um notebook ligado por um cabo de rede a um óculos, responsável por medir a circulação de ar nas vias respiratórias. “Quando inspiramos, o ar do exterior está mais gelado que o do nosso corpo e, quando expiramos, ele já sai com maior temperatura. O que o aparelho faz é traduzir isso e apresentar na tela, para podermos saber qual foi a variação de temperatura e, portanto, quanto de ar está circulando no organismo”, explicou.

A iniciativa foi desenvolvida por bolsistas ligados a um projeto que une UFRGS e Hospital de Clínicas de Porto Alegre e ainda tem como objetivo desenvolver uma cinta que possa medir a expansão do tórax durante exercícios e meditação. “Além de ser eficiente na medição e inovar no uso, a cinta tem que ser confortável, porque senão estará influenciando no resultado do teste”, afirma Gandara.

As apresentações seguem até quinta-feira, em dois turnos: das 9h às 12h e das 14h às 17h. Confira a programação.

Texto: Emerson Trindade/Bolsista - SECOM

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