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Lúpulo para além da cerveja

Pesquisador da Faculdade de Odontologia da UFRGS obtém patente sobre o uso do lúpulo na saúde bucal e busca fomento para começar a desenvolver produtos
25/03/2021 16:08

O lúpulo é uma planta trepadeira de origem europeia da família das Canabiáceas. Sua flor é utilizada na produção de cervejas, conferindo-lhes amargor e aroma específicos. Há estudos que sugerem que o consumo baixo/moderado de bebidas alcoólicas pode ter efeito protetivo contra inflamações e algumas doenças cardiovasculares. A partir deles, Eduardo José Gaio, professor da Faculdade de Odontologia da UFRGS, obteve uma patente sobre o uso do lúpulo em produtos de saúde bucal. O objetivo é aplicar propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da flor – observadas pelo professor em um estudo de 2017 – em produtos de uso bucal diário para prevenir e reduzir os efeitos da gengivite e da periodontite, inflamações muito comuns na população em geral.

As pesquisas de Eduardo são no campo da periodontia, uma área da odontologia que estuda o sistema de sustentação e implantação dos dentes (a gengiva e os tecidos ósseos da região), atuando no diagnóstico, na prevenção e no tratamento da gengivite e da periodontite, causadas pelo acúmulo de bactérias nos dentes e na gengiva quando falta higienização. O professor coordenou um estudo em 2017, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), no qual observou um efeito antioxidante presente em cervejas lupuladas, o que pode ajudar a controlar a inflamação. A pesquisa foi feita com ratos Wistar, que foram divididos em quatro grupos: um de controle (que não ingeria álcool); um que consumia cerveja Indian Pale Ale (IPA) (com alto teor de lúpulo), outro, cerveja Pilsen (menos lupulada); e outro que recebeu uma solução alcoólica sem lúpulo. Todas as bebidas possuíam a mesma concentração de álcool. Então, foi induzida uma inflamação periodontal nos ratos, que chegou à periodontite, com destruição de tecido ósseo. Os grupos experimentais, exceto o grupo de controle, ingeriam diariamente a bebida alcoólica, disponibilizada por doze horas, voltando à dieta normal com água depois. A intenção era analisar a destruição dos tecidos em cada grupo mediante o consumo moderado da bebida – a relação entre o benefício e o malefício da utilização de álcool envolve algumas variáveis, como quantidade de doses ingeridas, peso corporal, gênero, idade, dieta, etc, o que faz o consumo moderado ser peça-chave do estudo.

Confira a matéria completa em www.ufrgs.br/ciencia

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