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Mesa-redonda debateu o futuro das universidades e da ciência no Brasil

Atuação junto ao Congresso Nacional e mobilização política foram destacados como alternativas para reverter o atual quadro das instituições federais e da pesquisa no país
14/11/2019 18:40

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Na tarde de hoje, 14 de novembro, ocorreu a mesa-redonda O futuro das universidades e da ciência no Brasil no Auditório da Faculdade de Farmácia. A atividade contou com as palestras do professor e ex-reitor Carlos Alexandre Netto e do reitor Rui Vicente Oppermann. O evento fez parte da programação da VI Mostra da Bioquímica, que aconteceu nos dias 13 e 14 deste mês e teve o intuito de dar visibilidade às atividades de pesquisa, de ensino e de extensão desenvolvidas pelo Departamento de Bioquímica e pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica da UFRGS.

Na abertura, Angela Wyse, mediadora do debate, falou sobre A SBPC na defesa da ciência no Brasil e fez questão de ressaltar que, mesmo com os ataques à pós-graduação e cortes de recursos financeiros para pesquisas, que vêm ocorrendo atualmente no Brasil, fazer ciência vale muito a pena e que não se deve desistir de lutar para reverter o quadro atual. Carlos Alexandre proferiu a palestra Um futuro para a ciência do Brasil. Em sua fala, o ex-reitor destacou a necessidade de pesquisadores, professores e estudantes se mobilizarem politicamente para garantir investimentos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. “Sem política, nós estamos fadados a desaparecer. Se nós não nos mobilizarmos, vamos ter que suportar essa fase de desinvestimento e de desprezo pela ciência”, apontou.

Um futuro para as universidades federais foi o título da conferência do reitor Rui Oppermann. Dividida em dois momentos, Oppermann apresentou uma cronologia sobre o questionamento do futuro das universidades e sobre o projeto Future-se. Em seguida, expôs alternativas que estão sendo construídas para buscar um horizonte para as universidades federais. “A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) entende que o embate político com o MEC se dará no Congresso. A questão a definir será qual ou quais as interlocuções a serem construídas”, salientou.

Uma possibilidade é o grupo de trabalho constituído pela presidência da Câmara Federal destinado a acompanhar e avaliar o sistema universitário brasileiro (GT-EDSUP). Dentre os principais objetivos do grupo estão: levantar dados, identificar dificuldades e sugerir soluções para os problemas a fim de subsidiar parlamentares na proposta de leis para o aprimoramento do ensino superior público do país.

O reitor ainda abordou a instalação da Comissão e GT de discussão de proposta para ensino superior na Universidade. “A UFRGS encaminhará uma avaliação sobre a nova minuta do Future-se e apresentará um conjunto de propostas alternativas para a educação superior”, assinalou. Antes do encaminhamento, a proposta será discutida com a comunidade universitária nos diferentes campi e em uma grande sessão pública, para posteriormente ser analisada pelo Conselho Universitário.

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