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Parent in Science é finalista do prêmio Nature para Mulheres Inspiradoras na Ciência

Projeto é o único selecionado na América Latina, e o resultado será anunciado em outubro
16/09/2021 18:55

O projeto Parent in Science é um dos cinco finalistas ao prêmio Mulheres Inspiradoras na Ciência, concedido anualmente pela revista científica Nature em parceria com a empresa de cosméticos Estée Lauder Companies.

Lançado em 2018, o Nature Research Awards for Inspiring Science and Innovating Science reconhece pesquisadoras e organizações que defendam o avanço da igualdade de gênero na comunidade científica. A premiação é dividida em duas categorias: a primeira delas, Inspiring Science Award, homenageia pesquisadoras que concluíram o PhD nos últimos dez anos e se destacaram por suas descobertas excepcionais; a segunda, Innovating Science Award, distingue pesquisadoras ou organizações que liderem iniciativas que aumentam o interesse por ciência, tecnologia, engenharia e matemática entre meninas e jovens mulheres.

Para a professora Fernanda Staniçuaski, fundadora do projeto e uma das integrantes do Núcleo Central do Parente in Science na UFRGS, a atuação da rede de pesquisadores está conseguindo fazer diferença: “O projeto tem apenas cinco anos de existência, ao longo dos quais, certamente, tivemos avanços. Nosso foco segue sendo a implementação de políticas nessa área”. Ela diz que é uma honra estar entre os finalistas, ao lado de programas da África do Sul, Índia, Nepal e Madagascar: “Certamente, esse reconhecimento por parte de uma grande editora como a Nature é algo relevante porque traz visibilidade. Além disso, por mais que tenhamos crescido nos últimos anos – desde a primeira reportagem produzida pelo Jornal da Universidade – ainda enfrentamos resistências de gente que argumenta que não estamos fazendo ciência”.

A docente, vinculada ao Departamento de Biologia Molecular e Biotecnologia do Instituto de Biociências, celebrou ainda o fato de que a UFRGS, bem como a Unipampa, a UFF, a UERJ e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (Paraná), incluíram a maternidade em seus editais voltados para projetos como iniciação científica, programas de incentivo à ciência e programas de pós-graduação, a exemplo de universidades e agências de fomento estrangeiras. “Recentemente, divulgamos o relatório do programa Amanhã, através do qual apoiamos 24 alunas de pós-graduação a concluírem seus projetos”, comemorou. A campanha de arrecadação de fundos foi lançada no dia 22 de janeiro e encerrada em 08 de março deste ano, obteve um total de R$ 104 mil. “Nesse contexto de escassez de recursos, ganhar o prêmio de 40 mil dólares da Nature seria crucial para avançar com o projeto”, observa.  

O resultado final deve ser anunciado em outubro, e a entrega do prêmio ocorrerá por meio de cerimônia virtual.

 

Sobre o Parent in Science

O grupo foi criado na UFRGS há cinco anos por cientistas mães e pais que resolveram encarar a missão de trazer conhecimento sobre uma questão ignorada no meio científico: a discussão sobre a maternidade (e paternidade!) dentro do universo da ciência do Brasil. O propósito era preencher um vazio, de dados e de conhecimento, sobre o impacto dos filhos na carreira científica de mulheres e homens.

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