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Pesquisa desenvolve testes rápidos para covid-19

Teste que busca ser mais ágil que os atuais está em fase de desenvolvimento nos laboratórios da UFRGS
12/11/2020 09:33

Uma equipe multidisciplinar com pesquisadores da UFRGS, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e da Universidade de Louisville, dos Estados Unidos, está desenvolvendo um método para testagem rápida do Sars-CoV-2 usando uma tecnologia portátil de detecção mais ágil que as atuais. De acordo com o coordenador do projeto, o professor do Instituto de Física da UFRGS Marcelo Barbalho Pereira, o método tem potencial para identificar a presença do vírus de forma mais rápida do que as técnicas usadas atualmente. Após os testes iniciais e comprovando-se a eficácia da testagem, a pesquisa seguirá para a segunda etapa, que envolverá o desenvolvimento de um dispositivo portátil que possa ser utilizado em qualquer local em que se necessite uma testagem rápida, como hospitais, rodoviárias e aeroportos, sem a necessidade de um laboratório especializado para isso.

O professor do Instituto de Química da UFRGS Klester dos Santos Souza, outro integrante do projeto, acrescenta que o plano é trabalhar diretamente com o DNA sintetizado a partir do RNA viral e não com os anticorpos produzidos pelos indivíduos infectados, como é o caso dos testes rápidos comuns. Dessa forma, pode-se detectar mais cedo a presença do vírus, já que há uma janela imunológica de cinco a sete dias após a infecção, ou seja, só depois desse período o organismo produz quantidades identificáveis de anticorpos. Basicamente, a ideia é que o sistema receba uma solução contendo o material biológico dos pacientes (saliva, por exemplo) para apresentar o resultado em menos de dez minutos. O dispositivo vai funcionar a partir de dois processos simultâneos: um óptico e um eletroquímico, num biossensor formado a partir de lâminas de vidro recobertas com uma fina camada de ouro, funcionalizadas com um material sensível a este DNA sintetizado.

O grupo de pesquisa já trabalha há cerca de 5 anos na área de biossensores (sensores capazes de identificar uma molécula biológica). “Quando começou a pandemia da covid-19, nós decidimos mudar um pouco nossa plataforma de detecção para uma mais simples, que pudesse ser incorporada num dispositivo portátil, mas mantendo essa mesma noção que tínhamos com outros vírus”, afirma Klester. O pesquisador esclarece que a plataforma com a qual o grupo trabalhava antes era similar: uma superfície com compostos que interagem com as amostras biológicas. O problema era a complexidade desses mecanismos, que exigiam muito mais etapas de preparo, incluindo uma no exterior, em um laboratório parceiro da Universidade de Louisville. “Então partimos para superfícies de ouro, que fabricamos muito mais rapidamente e de forma mais controlada, o que facilita sua utilização em futuros dispositivos portáteis”, conclui.

Confira a matéria completa no UFRGS Ciência.

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