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Pesquisa elabora mapeamento inédito do setor da dança no estado

UFRGS e outras 18 entidades colaboraram para identificar o perfil socioeconômico da categoria no RS e os impactos da pandemia de covid-19 no setor
15/09/2021 11:54

Mulheres, pessoas brancas, solteiras e com escolaridade elevada: a maioria dos profissionais da dança no Rio Grande do Sul se enquadra nessas categorias. É o que revela pesquisa que mapeou os dançarinos, coreógrafos, iluminadores e músicos que trabalham com dança no estado. Ainda assim, o mapeamento mostra que existe diversidade no setor: não apenas no perfil dos profissionais, mas também nos ritmos trabalhados por eles. A pesquisa também revelou que 39% dos profissionais respondentes vivem com um salário mínimo e 30% com até dois. Nesse contexto, a pandemia de covid-19 também provocou um impacto profundo: 80% tiveram que suspender ou reduzir suas atividades, o que resultou em perdas na renda nesse período.

Interessadas em compreender como essa população se distribui pelo estado e qual é a sua dimensão, pesquisadoras e profissionais de 19 entidades se uniram para elaborar o Mapeamento da Dança no RS. A pesquisa teve como objetivo traçar o perfil socioeconômico de quem vive da dança e dos espetáculos no Rio Grande do Sul e suas situações de trabalho e renda. Com o mapeamento, também foi possível estabelecer hipóteses sobre o impacto da pandemia sobre o setor.

Para Luciana Paludo, professora do curso de Licenciatura em Dança e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS e porta-voz da pesquisa, o impacto deste trabalho vai além de obter dados. Foi possível analisar a identificação dos profissionais com a categoria a partir da perspectiva de seu trabalho. "Podemos compreender a situação em que as pessoas vivem com a dança e como elas conseguem se narrar”, declara.

O mapeamento é uma demanda antiga da categoria. O Plano Setorial de Dança do RS, publicado em 2014, já previa a realização de “pesquisa de campo, levantamento e análise de dados sobre a dança e sua diversidade” nos municípios gaúchos. No entanto, o levantamento foi realizado a partir de um esforço coletivo, liderado por um conjunto de universidades. “Essa pesquisa só foi viável em função do acolhimento do setor”, declara Maria Falkembach, professora de Dança na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Veja a matéria completa no Portal UFRGS Ciência.

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