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Pesquisadores descobrem novas características dos pareiassauros, répteis extintos que viviam no RS

Estudo descreveu materiais antes desconhecidos da anatomia do 'Provelosaurus americanus', cujos fósseis foram encontrados em Aceguá e São Gabriel
09/12/2021 09:47

Escrito por pesquisadores da UFRGS, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI), um artigo publicado na revista Frontiers in Ecology and Evolution apresenta um novo relato sobre a única espécie de pareiassauros (um tipo peculiar e extinto de réptil) encontrada nas Américas: o Provelosaurus americanus. O trabalho analisou fósseis coletados desde a década de 1970 dos únicos sete indivíduos conhecidos da espécie, sendo seis deles encontrados em Aceguá e um em São Gabriel (RS). Um dos focos do estudo foi preencher os espaços até então desconhecidos do esqueleto do animal.

O grande grupo dos pareiassauros viveu no planeta entre 270 e 250 milhões de anos atrás, com grande distribuição geográfica ao redor do globo, sendo o Provelosaurus um dos pareiassauros mais antigos do mundo.

 

Resultados da análise

Intitulado The Brazilian Pareiasaur Revisited, o estudo reanalisou fósseis que foram descritos anteriormente, mas também descreveu novos ossos da espécie que ainda eram desconhecidos – como partes do crânio do Provelosaurus – por meio de materiais coletados entre 2008 e 2010. “Nós encontramos novos elementos que já eram conhecidos, alguns deles muito mais bem preservados que os originais, então conseguimos refutar ou corroborar aquilo que foi descrito originalmente”, explica Heitor Francischini, docente do Laboratório de Paleontologia de Vertebrados do Instituto de Geociências da UFRGS que integrou o grupo de trabalho.

Além de partes do crânio do animal, também foram descritos ossos da mandíbula, dos dedos e vértebras do pescoço, que até então eram desconhecidos. Os resultados obtidos também sugerem que a espécie pode ter sido ancestral de um conjunto de animais encontrados na África do Sul conhecidos como pareiassauros-anões. “Esse grupo reúne pareiassauros de menor porte, com uma armadura mais completa, vamos dizer assim. Eles formam um subgrupo dentro do grande grupo dos pareiassauros, e, dentre eles, o mais antigo é o brasileiro. Depois, os outros pareiassauros-anões mais recentes são todos da África, só existem naquele continente, ocorrendo a partir de 255 milhões de anos”, complementa Heitor.

Confira a matéria completa em www.ufrgs.br/ciencia.

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