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Professores da FAGRO recebem o Prêmio Péter Murányi

29/04/2019 12:28

Os professores Luiz Carlos Federizzi e Marcelo Teixeira Pacheco, do Departamento de Plantas de Lavoura e do PPG Fitotecnia, obtiveram o segundo lugar do Prêmio Péter Murányi 2019 com o projeto Desenvolvimento de cultivares de aveia para o subtrópico, a partir de indicação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

A cerimônia de entrega do prêmio, cujo tema foi Ciência & Tecnologia, ocorreu em São Paulo, no último dia 25 de abril, com a presença do professor Federizzi, acompanhado pelo diretor da Faculdade de Agronomia, Carlos Alberto Bissani.

O primeiro lugar foi obtido pelo professor Luiz Augusto Toledo Machado e equipe, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com o projeto SOS - CHUVA (Sistema de Observação e Previsão de Tempo Severo), indicado pelo próprio INPE. O terceiro lugar coube ao professor João Batista Calixto, da Universidade Federal de Santa Catarina, com o projeto Desenvolvimento do medicamento Acheflan® a partir da planta brasileira Cordia verbenacea, indicado pela Academia Brasileira de Ciências.

O trabalho dos professores Federizzi e Pacheco e equipe, baseado em programa desenvolvido há mais de 45 anos na FAGRO e na Estação Experimental Agronômica (EEA) da UFRGS, focando no melhoramento genético de aveia, foi reconhecido pela sua grande contribuição em tornar o Brasil autossuficiente na produção desta cultura. O uso de sementes produzidas no Brasil, hoje em sua maioria representadas por cultivares desenvolvidas por este programa, reduziu os custos de produção dos cultivos, ampliou a produção e possibilitou o surgimento de novos negócios. Até o início da década de 90, o Brasil importava este cereal para complementar o consumo interno. Na década de 70, o rendimento das lavouras raramente chegava a 2.000 kg/há, e a média nacional era menor que 900 kg/ha, sendo que a produção brasileira não ultrapassava 20 mil toneladas. Em 2018, segundo dados da Companhia Brasileira de Abastecimento, foram cultivados 353,7 mil hectares, com produção estimada em 837,5 mil toneladas.

Esses números devem-se ao programa de melhoramento genético de aveia da UFRGS, que possibilita o desenvolvimento de cultivares de aveia com alto potencial de produção de grãos, ampla adaptação aos ambientes subtropicais e resistência às pragas comuns no Brasil. Os cultivares produzidos e adotados por produtores de toda a região Sul do Brasil permitiram também o surgimento de pequenas empresas processadoras de grãos nos três estados, proporcionando emprego e renda para as comunidades locais. Atualmente, as cultivares desenvolvidas pelo programa, em trabalho contínuo, com uso de melhoramento clássico a técnicas de biologia molecular, são também exportadas para o Uruguai, Argentina, Índia e EUA.

O Prêmio Péter Murányi é realizado anualmente pela Fundação Péter Murányi, de São Paulo, e é um importante reconhecimento a projetos nos temas da Saúde, Ciência & Tecnologia, Alimentação e Educação, que se alternam a cada edição. Na sua 18ª edição, o tema foi Ciência & Tecnologia, com a indicação de mais de 149 trabalhos de toda a América Latina. Os vencedores foram escolhidos por um júri composto por representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas à ciência e tecnologia, representantes de universidades federais, estaduais e privadas e membros da sociedade.

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