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Projeto Abrace investiga o papel do exercício físico para a qualidade de vida das pacientes com câncer de mama

No Outubro Rosa, nova fase da pesquisa busca voluntárias
29/10/2020 16:40

Era julho de 2015 quando a professora da Escola de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Stephanie Santana Pinto, aos 32 anos de idade, fez o autoexame das mamas e percebeu um nódulo na mama esquerda. Com viagem de férias programada para os próximos dias, ela correu para fazer exames e biópsia antes do embarque. Ao receber o diagnóstico de câncer, Stephanie suspendeu a viagem, submeteu-se à cirurgia de mastectomia e deu início ao tratamento de oito ciclos de quimioterapia. A pesquisadora, que durante o doutorado em Ciências do Movimento Humano na UFRGS já tinha se apaixonado pela oportunidade de, por meio de sua pesquisa, impactar positivamente a vida das pessoas, resolveu que enfrentaria os efeitos colaterais do tratamento fazendo atividade física e estudando sobre os benefícios disso para a melhoria da qualidade de vida das mulheres. Em parceria com sua médica oncologista do Hospital Moinhos de Vento e com o ex-professor e amigo Ronei Silveira Pinto, da UFRGS, foi possível transformar sua experiência no Projeto Abrace, que investiga o papel do exercício físico na qualidade de vida das pacientes com câncer de mama e faz também extensão ao oferecer às mulheres participantes atividade física supervisionada. Atualmente, o Abrace reúne hospitais, clínicas oncológicas e grupos da UFRGS e da UFPel.

Partindo do conhecimento de que o tratamento quimioterápico para o câncer de mama afeta drasticamente a aptidão física e a qualidade de vida das pacientes devido a efeitos colaterais – como fadiga, perda de força e de capacidade cardiorrespiratória –, os pesquisadores do Abrace procuram entender o papel do exercício físico para atenuar esses problemas e descobrir qual a intensidade adequada de atividade para obtenção de benefícios. Eles estudam também grupos de sobreviventes (mulheres que já passaram pelo tratamento), porque os efeitos da quimioterapia persistem mesmo após o fim das sessões. O coordenador do Abrace, professor Ronei Silveira Pinto, do Grupo de Pesquisa Treinamento e Força da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid/UFRGS), dá um exemplo: “Depois de uma sessão de quimioterapia, uma mulher com câncer de mama perde, em média, de 15% a 20% de força. De uma semana para a outra, as pacientes perdem muita massa muscular, afundam sua capacidade cardiorrespiratória”, diz.

Confira a matéria completa no portal UFRGS Ciência.

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