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Psicologia em atualização

Estudo da UFRGS tornou-se referência para instituto nacional de avaliação psicológica por trazer reflexões sobre a realização online dessa atividade. Trabalho discute se a prática é viável, ética e segura e aponta por que é preciso modernização
02/07/2020 08:39

O novo coronavírus impactou muitas atividades profissionais, que tentam se adaptar ao isolamento imposto pela pandemia – e essa realidade não é diferente com a Psicologia. Nesse sentido, pesquisadores da UFRGS e da Unisinos redigiram um artigo no qual discutem a viabilidade da prática e do ensino de avaliação psicológica online no Brasil e reúnem diversas orientações sobre o assunto. Essa atividade acontecia prioritariamente de forma presencial, de modo que há poucos registros e regulamentações para que psicólogos possam trabalhar a distância de maneira ética e segura.

Dentre todas as atribuições que um psicólogo pode exercer, a avaliação psicológica é uma das mais delicadas. A pesquisadora Aline Marasca, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRGS, que participou do estudo, esclarece que a atividade consiste em um processo sistemático de investigação de algum fenômeno psicológico e é realizada com base em teorias e técnicas. O procedimento pode ser feito, por exemplo, a pedido de uma escola, quando uma criança possui dificuldades no processo de alfabetização. “Nesse caso, um psicólogo pode realizar entrevistas com os pais, observações da criança e contato com a professora e, também, utilizar testes psicológicos. Essas ferramentas vão ajudar a avaliar funções cognitivas e aspectos emocionais que podem estar envolvidos na dificuldade relatada”, explica Aline. No final, o profissional emite um documento com os resultados da consulta, além de orientações que auxiliem na resolução da queixa.

Basicamente, a avaliação psicológica utiliza instrumentos que já foram estudados e têm eficácia e precisão dentro de certos parâmetros para alcançar um diagnóstico. O problema central analisado pelo artigo é que essa atividade é realizada presencialmente, ou seja, a simples transposição desses mesmos instrumentos para o ambiente virtual não funciona. A autora explica que faltam métodos adequados para esse novo espaço. Fatores como a menor capacidade de observação de comportamentos, interferências de outras pessoas e limitações na rede de internet podem tornar a avaliação inválida. Outro aspecto que pode prejudicar os resultados é a pouca familiaridade que o paciente e o profissional podem ter com o uso de tecnologias, o que pode causar fadiga excessiva e desconforto físico.

Confira a matéria completa no UFRGS Ciência.

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