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Startup beeIT disponibiliza gratuitamente software para classificação e rastreamento de pacientes com coronavírus

O sistema Salus foi criado por empresa graduada pelo Centro de Empreendimentos em Informática da UFRGS
26/03/2020 11:41

Em tempos de mobilização no combate ao coronavírus, a startup beeIT, empresa que foi incubada no CEI (Centro de Empreendimentos em Informática) da UFRGS, está disponibilizando gratuitamente o Salus: um Protocolo de Classificação de Risco Clínico Customizável, que avisa os profissionais da saúde sobre as medidas imediatas de retenção para surtos e epidemias, como Coronavírus, H1N1 e dengue.

O Salus funciona inicialmente com o preenchimento dos dados do paciente no Protocolo de Classificação de Risco Padrão, que o sistema disponibiliza. Assim, o software categoriza cada caso identificando a classificação de risco por cores, a fim de definir a prioridade do atendimento e, em menos de dois minutos, orienta o profissional da saúde responsável pela triagem sobre os procedimentos que devem ser adotados.

Sandro Pinheiro, sócio da empresa, explica que hospitais e unidades de pronto atendimento adotam protocolos-padrão – como o de Manchester, que é utilizado mundialmente –, protocolos do SUS ou customizados. “Criamos protocolos adicionais para epidemias, como Covid-19, H1N1, dengue e sarampo. Para isso, consultamos profissionais de saúde e referências bibliográficas.”

Fruto de três anos de pesquisas, o software estreou no mercado no primeiro semestre de 2019 e já foi adotado por 25 unidades de saúde: 12 Unidades de Pronto Atendimento na Bahia e outras 12 no Ceará. O Hospital e Maternidade Rio do Testo, em Pomerode, Santa Catarina, também usa o sistema Salus.

Vantagens

Como o coronavírus tem se alastrado rapidamente, cabe ressaltar a importância de um dos diferenciais do sistema para ajudar no controle da disseminação: a possibilidade de rastrear o paciente na rede de atendimento. Por exemplo, depois de confirmada a contaminação de um indivíduo, é possível identificar todas as pessoas que estiveram na sala de espera junto com ele. “Se o software estiver integrado à rede pública, é possível mapear os pontos de atendimento por onde o infectado passou e identificar com quem teve contato. Outro aspecto que estamos implantando é a solução de pré-triagem para analisar o quadro de saúde do paciente antes de ele entrar na sala de espera”, adianta Sandro.

O Salus tem uma curva de aprendizagem. Para os centros de urgência e emergência que adotam a triagem manual (utilizando papel), o software permite acelerar o processo de triagem, diminuir a subjetividade do profissional da saúde no momento de classificar o risco e, mais importante, mapear todos os pacientes que passam pela unidade de atendimento, identificando, a partir dos sintomas, o grau de prioridade de atendimento de cada um. Havendo caso de paciente contaminado, o sistema rastreia todos os pacientes que estiveram na mesma sala e no mesmo horário, bem como os profissionais que o atenderam.

“Como nossa ideia é expandir o uso do sistema em todo o Brasil, queremos que o hospital de referência possa utilizar o Salus e também a pequena UPA, localizada em um lugar mais distante dos grandes centros. Para isso, disponibilizamos uma versão gratuita para qualquer unidade de saúde que quiser adotar o software, enquanto a Covid-19 for uma pandemia”, diz o empreendedor.

Sobre a empresa

A beeIT foi graduada pelo Centro de Empreendedorismo em Informática da UFRGS no início de 2019. Sandro conta: “Eu e meu sócio, Giancarlo Soares, literalmente saímos da garagem da minha casa, em 2016, para incubar o projeto do Salus no CEI. Ficamos incubados até janeiro do ano passado, quando fomos graduados. Ali existe uma cultura de acompanhar as startups, mesmo depois que elas ganham independência. E nós, sempre que possível, procuramos participar de todos os eventos do Centro. É uma colaboração mútua”.

Sandro Pinheiro acredita que sua empresa não teria chegado aonde chegou sem o apoio do CEI. Ele também destacou o papel de instituições como o Sebrae/RS e da Santa Casa de Porto Alegre, que funcionou como laboratório para a testagem de alguns projetos. “Em 2016, não tínhamos funcionários. Hoje, estamos com 18 colaboradores; a matriz fica em Porto Alegre, temos uma filial em Joinville/SC, e nossas soluções em tecnologia da informação estão presentes em 14 estados brasileiros, além do Chile e da Colômbia”, explica.

Para mais informações acesse http://www.beeit.com.br/salus/

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