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UFRGS tem programação diversificada no Novembro Negro

Palestras, rodas de conversa, foto coletiva e semanas acadêmicas são algumas das iniciativas de unidades e de grupos da Universidade para celebrar o mês
09/11/2018 09:22

Com o desejo de fortalecer a luta diária pela igualdade étnico-racial, grupos e unidades de promovem o Novembro Negro na UFRGS. O mês traz uma série de atividades reflexivas, de resistência e empoderamento, com ápice em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, instituído em 2011, em atendimento à demanda histórica do movimento negro.

A programação vem se desenvolvendo desde o início do mês e prevê ainda várias atividades, como o “Desfile de Moda Afro para crianças e jovens da comunidade com Roda de Conversa sobre saúde da população negra”, realizado na EMEI Padre Ângelo da Costa – rua Primeiro de Março, 300 – São José, no dia 10, das 10h às 14h. No dia 14, por exemplo, ocorre a “Roda de diálogo e lançamento do livro “Bibliotecári@s negr@s, pesquisa e atuação política”, na Escola de Enfermagem, das 14h às 16h.

Na Semana da Consciência Negra, de 19 a 23, o Colégio de Aplicação, a Esefid e a Odontologia realizam semanas acadêmicas. Nos dias 19 e 20, das 9h30min às 20h30min, será feita a “Feira Afro”, em frente à Faculdade de Educação, em que expositores mostrarão o artesanato e elementos da cultura afro.

Dia 20, às 12h, ocorre pelo segundo ano consecutivo a foto dos negros e negras da UFRGS, com concentração na reitoria, próximo à chama da UFRGS. A programação completa do mês está disponível no site do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos da UFRGS: www.ufrgs.br/neab/novembronegro.

Segundo relatório divulgado pela Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, em nosso país os jovens negros são as principais vítimas da violência. Outros dados, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que as mulheres negras são as que se sentem mais inseguras em todos os ambientes, até mesmo em suas próprias casas. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revela ainda que, no Brasil, uma pessoa negra ganha, em média, a metade da renda de outros grupos, independentemente de sua escolaridade ou da região em que resida, e que a diferença salarial e de oportunidades de trabalho são ainda maiores nos cargos de chefia. Além disso, seus trabalhos são mais concentrados no mercado informal, em locais sem vínculo empregatício ou de forma autônoma. Outrossim, apesar de inúmeras universidades utilizarem políticas afirmativas para a ampliação do acesso da população negra ao ensino superior, informações do IBGE atestam o predomínio de pessoas brancas nessas instituições.

Várias são as referências que apontam para as vicissitudes de que a população negra enfrenta o racismo estrutural, que perpassa todas as esferas de poder (públicas e/ou privadas), manifesta-se em políticas partidárias, em políticas econômicas, na produção cultural. Confirma-se, assim, a necessidade de contínuas reflexões a esse respeito e de ações que possam ajudar a suprimir esse triste cenário. E é para refletir todos esses entraves, indicar e fortalecer novas possibilidades, como as ações afirmativas, que existe e resiste o Novembro Negro na UFRGS.

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