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UFRGS tem quatro trabalhos selecionados em lista de melhores TCCs de arquitetura

09/12/2020 16:06

As egressas da Faculdade de Arquitetura da UFRGS Magali dos Santos, Mariana Samurio, Karina Deconto e Natália Zaffari tiveram seus Trabalhos de Conclusão de Curso em Arquitetura e Urbanismo selecionados entre os 40 melhores de 2020 pelo site ArchDaily, um dos maiores portais na área no mundo. Destinada a países lusófonos, a iniciativa busca selecionar os trabalhos finais de graduação mais interessantes a fim de apresentar visões inspiradoras e debates para o campo da arquitetura e do urbanismo.

A edição deste ano recebeu 427 projetos oriundos do Brasil, de Portugal e Moçambique, concluídos entre 1º de junho de 2019 e 25 de novembro de 2020. A seleção levou em consideração a apresentação e a temática abordada.

Confira os quatros projetos da UFRGS selecionados:

Conexões criativas: um Centro Tecnológico para o 4º Distrito

Autora: Magali dos Santos
Orientadores: Eliane Constantinou e Fernando Bahima

O 4º Distrito conta a história da cidade, uma vez que foi nessa região que começaram a se desenvolver a economia e indústria de Porto Alegre. No entanto, com o crescimento da cidade, a falta de planejamento urbano desencadeou o esvaziamento e o abandono da região. Assim essa parte da cidade foi condenada, abrigando uma infinidade de prédios precários e completamente abandonados.
O novo plano diretor propõe instalação de programas culturais, educacionais, inovadores, de geração de conhecimento e de tecnologia, caracterizando o distrito como um polo criativo.
É nesse contexto que o Centro Tecnológico do 4º Distrito se encaixa na região: trata-se de um centro para pesquisa e criação de inovação urbana, que irá impulsionar transformações e novos negócios por meio da conexão entre Universidade, empresas, startups e agentes de inovação. Para a abordagem de tal tema, buscou-se a reutilização de uma estrutura existente, as edificações da antiga fábrica de tecidos Guahyba, visando à requalificação do patrimônio industrial, articulando o território remanescente da desindustrialização, o conjunto industrial não utilizado e o edifício proposto através da recuperação física e da reconversão funcional desses espaços, com objetivo de resgatar sua memória fabril, incentivando sua preservação e transmitindo a cultura histórica local e a identidade do bairro.
Veja o trabalho completo aqui.

 

Memórias flutuantes: Complexo Cultural, Ambiental e Científico Ilha da Casa da Pólvora

Autora: Mariana Samurio
Orientador: Nicolás Sica Palermo

A poucos quilômetros do Centro de Porto Alegre encontra-se uma das maiores áreas naturais da Região Metropolitana: o Delta do Jacuí. O conjunto de cursos d’água e ilhas guarda fauna e flora nativas, cuja biodiversidade iguala-se às florestas tropicais. Em meio à crise ambiental que enfrentamos é preciso reforçar a importância que estes ambientes representam.
Com intuito de resguardar a paisagem e construções históricas ali presentes, que sofrem com abandono e falta de investimentos do governo, este trabalho propõe a criação de um Complexo Cultural, Ambiental e Científico numa das ilhas do Delta, a Ilha da Casa da Pólvora. Foram criados três centros, alocados junto às preexistências da Casa da Guarda, Paiol da Pólvora e Casa da Chácara: memória (programa cultural); conhecimento (educação e pesquisa) e paisagem (trilhas e áreas ao ar livre).
A proposta busca resgatar a relação perdida da cidade com o rio ao criar um ponto turístico com vocação ambiental-educativa no meio do Guaíba. A proximidade com o Centro Histórico da capital gaúcha ressalta o potencial como atrator local, além de proporcionar vistas panorâmicas para a cidade. Assim, cria-se um espaço público onde as pessoas possam compreender sua história, vivenciar e aprender sobre o meio ambiente para, enfim, preservá-lo.
Veja o trabalho completo aqui.

 

Reinserção social e recuperação da cidadania: um conjunto habitacional para pessoas em situação de rua

Autora: Karina Deconto
Orientadores: Carlos Bahima e Eliane Constantinou

Apesar do investimento cada vez maior em recursos públicos, o número de indivíduos em situação de rua só vem aumentando. Isso acontece porque a questão da moradia provisória é vista apenas pelo viés do uso, sem viabilizar a possibilidade de uma solução definitiva.
O projeto do conjunto habitacional para pessoas em situação de rua vai muito além da moradia permanente: ele integra a população com os espaços e usa a arquitetura como uma ferramenta de reinserção social. Isso se dá através da criação de um plano, baseado no modelo Housing First, que conta com um núcleo de apoio localizado no próprio conjunto habitacional, que abrange todos os serviços necessários para a recuperação e reinserção dessas pessoas na sociedade.
A moradia permanente ocorre a partir da construção de um módulo habitacional econômico e de fácil montagem, produzido pelos próprios beneficiários, através de oficinas profissionalizantes. As unidades possuem paredes modulares e se adaptam em diferentes cenários, podendo ser utilizadas em terrenos ociosos e dentro de preexistências, contribuindo assim, para a solução de mais uma problemática sensível às cidades brasileiras: o aumento do número de edificações desocupadas, que deixaram de cumprir com seu papel social e encontram-se em estado de abandono.
Veja o trabalho completo aqui.

 

SESC MAUÁ: um farol em meio ao caos urbano

Autora: Natália Zaffari
Orientadora: Marta Silveira Peixoto

A temática visa recapturar a força do local que abriga uma das sedes da Companhia Estadual de Silos e Armazéns. O edifício existente representa um dos principais marcos visuais da cidade e possui grande importância para sua história. O que antes distribuía grãos por todo estado tratará de distribuir arte e cultura. Assim, a proposta remete ao conceito de um farol, que pode ser visto de longe, atraindo, com sua luz, visibilidade para uma área esquecida.
O SESC surge como o viabilizador desta transformação. O que antes onerava o município, agora se torna um ativo importante, conectando pessoas, culturas, história, tecnologia e natureza. O tema traz, portanto, a união de potencialidades que são pouco exploradas na cidade de Porto Alegre, a instituição SESC e o lago Guaíba.
O programa busca trazer a relação do tempo. Os silos, existentes, são a peça principal da proposta, buscando-se destacar sua expressividade e verticalidade. O edifício trata de resgatar o passado, através de exposições sobre a cidade, além de buscar resgatar sua própria história, o armazenamento de grãos. O novo edifício representa o futuro, com foco na cultura e ensino, incentivando o desenvolvimento da cidade e complementando os usos do seu entorno.
Veja o trabalho completo aqui.

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