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Uma chance para a vida: pesquisa da UFRGS analisa tratamento com plasma convalescente

O objetivo é verificar, principalmente, se o tratamento com o plasma de pessoas imunizadas pela covid-19 pode acelerar a recuperação dos pacientes graves e o impacto na sobrevida
16/07/2020 10:28

Em março de 2020, Fábio Klamt é internado em decorrência da covid-19. O professor do Departamento de Bioquímica da UFRGS narra a sua recuperação em uma página de Rede Social. Pós-doutor pela Division of Therapeutic Proteins da Food and Drug Administration (FDA) nos EUA, mantém as relações de amizade construídas entre 2004 e 2006. É um comentário de um desses colegas na sua rede social que desperta em Klamt a saga em busca da conscientização e da pesquisa em torno do uso de plasma convalescente no tratamento do novo coronavírus. De lá para cá, Klamt manteve conversas com pesquisadores da UFRGS, com a imprensa e com a FDA para colaborar e incentivar pesquisas que usem o plasma positivo no Brasil.

Em paralelo, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/UFRGS) iniciou uma corrida contra o tempo para que fossem autorizados junto ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) estudos sobre o tratamento da covid-19 utilizando plasma de pessoas imunizadas. De março até agora se passaram quatro meses. No final de junho, uma eternidade dada a urgência em se encontrar uma alternativa viável e segura para tratar o novo coronavírus, o Hospital de Clínicas recebe carta branca e anuncia o início da pesquisa que visa utilizar o plasma de pessoas que já contraíram o vírus e estão recuperadas como método de tratamento a pacientes em estado grave.

Leo Sekine, professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas da UFRGS e chefe do Serviço de Hemoterapia no HCPA, diz que o tratamento da covid-19 utilizando plasma de pessoas imunizadas é simples e pode ser amplamente utilizado em hospitais de todo o mundo. “O processo de coleta de doadores de plasma é conhecido de longa data, utilizado em outras epidemias como em SARS, MERS e Ebola, com resultados aparentemente favoráveis”. Veja mais explicações sobre essas epidemias em https://www.ufrgs.br/ciencia/o-salto-genetico-que-transformou-o-novo-coronavirus-em-um-especialista-em-infectar-humanos/.

O objetivo da pesquisa é verificar, principalmente, se a intervenção com o plasma pode acelerar a recuperação dos pacientes graves, em um primeiro momento, e o impacto na sobrevida, num segundo momento. “Esses pacientes podem ter algum tipo de benefício em termos de redução no risco de mortalidade com a utilização do plasma”, explica Sekine.

Confira a reportagem completa no UFRGS Ciência. Acesse AQUI.

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