O assassinato de quem defendia a Floresta
Política, Viés — By Luciano Braga on 25 de maio de 2011 0:23Ontem à noite a Floresta Amazônica perdeu um de seus filhos. José Cláudio Ribeiro, conhecido como Zé Cláudio, foi assassinado, junto de sua esposa, Maria do Espirito Santo, quando voltava para casa, no assentamento agroextrativista Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do pará. O motivo do crime é o interesse dos madeireiros nas árvores da região do assentamento.
Defensor ferrenho da Floresta, Zé Cláudio vivia da extração de castanhas e outras frutas, além de confeccionar cestas feitas de cipó. O assentamento onde morava é protegido por lei, e o corte de árvores, ilegal. O que não impedia a ação dos madeireiros. Como todos sabem, a Floresta Amazônica é uma terra sem lei, onde quem manda é a bala. E nessa terra sem lei, Zé Claúdio mantinha-se firme e negava-se a negociar as árvores com os madeireiros.
Uma atitude nobre, mas com um final previsível. Assim como Chico Mendes e Dorothy Stang, Zé Cláudio e sua mulher foram vítimas da impunidade que impera naquela região. Foram mortos a sangue frio por assassinos que não sofrerão as consequências desse crime, pois, como eu disse no parágrafo anterior, a Amazônia é uma terra sem lei. Mesmo recebendo ameaças de morte, a polícia não providenciou proteção.
Assista abaixo a palestra de Zé Cláudio no TEDxAmazônia onde ele fala sobre essa constante ameaça que sua vida corria e sobre o como era grande o seu amor pela floresta.

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1 Comment
Realmente lamentável.