{"id":343,"date":"2019-09-27T14:57:07","date_gmt":"2019-09-27T17:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/?page_id=343"},"modified":"2019-10-14T06:51:55","modified_gmt":"2019-10-14T09:51:55","slug":"mesa-redonda-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/mesa-redonda-1\/","title":{"rendered":"Mesa-redonda 1"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>23 de outubro de 2019 (quarta-feira). 10h30min a 12h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2>INTERFACES ENTRE GEOPOL\u00cdTICA E LITERATURA<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Andrea Kahmann (UFPel)<br>Gustavo Oliveira Vieira (UNILA)<br>C\u00edcero Krupp da Luz (FDSM)<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3>Vivendo de distopias: uma cr\u00edtica \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o ocidental a partir da obra <em>Submiss\u00e3o, <\/em>de Michel Houellebecq<\/h3>\n\n\n\n<p><em>C\u00edcero Krupp da Luz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tomando a narrativa da obra \u2018Submiss\u00e3o\u2019, de Michel Houellebecq, proponho reproblematizar a rela\u00e7\u00e3o ocidente e oriente sob uma perspectiva do direito internacional cr\u00edtico. O livro descreve um futuro dist\u00f3pico, onde imigrantes mu\u00e7ulmanos na Fran\u00e7a come\u00e7am a deixar de ser simplesmente os esquecidos e renegados da hist\u00f3ria para ser centro de poder e de cultura. O livro trata de clich\u00eas isl\u00e2micos, mas diferencia-se de qualquer ideia leviana de vincular terrorismo e isl\u00e3. Mesmo assim, o autor e o livro tornaram-se foco de especula\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da \u00e9poca, pois no mesmo dia em que aconteceram os atentados fatais contra o jornal \u2018Charlie Hebdo\u2019, em 7 de janeiro de 2015, em Paris, tamb\u00e9m, foi o dia em que o mesmo jornal publicava s\u00e1tiras e cr\u00edticas sobre o livro \u2018Submiss\u00e3o\u2019. A tr\u00e1gica coincid\u00eancia torna o livro e o fato ainda mais interessante e revelador quanto \u00e0 ignor\u00e2ncia ocidental quanto ao islamismo e \u00e0 derrota ocidental quanto ao bem viver.<\/p>\n\n\n\n<p><img class=\"wp-image-299 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_7147.jpg\" alt=\"\"><strong>C\u00edcero Krupp da Luz<\/strong> \u00e9 doutor em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade de S\u00e3o Paulo \u2014 USP (Bolsa FAPESP), foi pesquisador visitante da Sciences Po Paris e \u00e9 mestre em Direito P\u00fablico (Bolsa CNPq). Atua como professor da Gradua\u00e7\u00e3o e do Mestrado em Constitucionalismo e Democracia da Faculdade de Direito do Sul de Minas \u2014 FDSM e como professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas na Funda\u00e7\u00e3o Escola de Com\u00e9rcio \u00c1lvares Penteado \u2014 FECAP.<\/p>\n\n\n\n<h3>A cr\u00edtica social de \u00c9rico Ver\u00edssimo: do fato \u00e0 fic\u00e7\u00e3o e vice-versa <\/h3>\n\n\n\n<p><em>Gustavo Oliveira Vieira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As interfaces entre Literatura, Pol\u00edtica, Direito, Economia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais s\u00e3o densamente ricas na literatura de \u00c9rico Ver\u00edssimo. Em tempos de reviravoltas sobre entendimentos acerca de quest\u00f5es de g\u00eanero, direitos humanos, paz e pol\u00edtica internacional, a literatura oferece alertas e problematiza\u00e7\u00f5es que surgem sofisticadas \u00e0 contemporaneidade. <\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" width=\"760\" height=\"823\" class=\"wp-image-299 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/WhatsApp-Image-2019-09-17-at-16.25.18.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/WhatsApp-Image-2019-09-17-at-16.25.18.jpeg 760w, https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/WhatsApp-Image-2019-09-17-at-16.25.18-277x300.jpeg 277w\" sizes=\"(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/> <strong>Gustavo Oliveira Vieira<\/strong> \u00e9 professor de Direito Internacional no bacharelado e mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino Americana, onde j\u00e1 atuou como Reitor. Bacharel, Mestre e Doutor em Direito (UNISINOS com per\u00edodo sandu\u00edche no Canad\u00e1, University of Manitoba). Autor de artigos, cap\u00edtulos de livros, como &#8220;Constitucionalismo na Mundializa\u00e7\u00e3o&#8221; (Uniju\u00ed, 2015) e &#8220;A Forma\u00e7\u00e3o do Estado Democr\u00e1tico de Direito&#8221; (Uniju\u00ed, 2016). Atualmente, conduz projeto de pesquisa e extens\u00e3o sobre &#8220;Paradiplomacia para Integra\u00e7\u00e3o Transfronteiri\u00e7a&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<h3>Textos, famas e for\u00e7as (ideol\u00f3gicas) do sistema: uma discuss\u00e3o a partir da Hist\u00f3ria da Tradu\u00e7\u00e3o <\/h3>\n\n\n\n<p><em>Andrea Kahmann<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desnaturalizando a ideia de que o processo de inclus\u00e3o ou exclus\u00e3o de uma obra do sistema dito de refer\u00eancia seria determinado pelo seu<em> valor intr\u00ednseco<\/em>, a historiografia da tradu\u00e7\u00e3o contabiliza diversos exemplos de como interesses do mecenato e as configura\u00e7\u00f5es poetol\u00f3gicas e sobretudo ideol\u00f3gicas manipulam famas (LEFEVERE, [1992] 2007) e circula\u00e7\u00f5es. Homens e mulheres que se dedicam a tarefas v\u00e1rias de reescritura, como a tradu\u00e7\u00e3o, a cr\u00edtica e a doc\u00eancia, sobretudo em n\u00edveis elevados de ensino, bem como quem edita, antologiza e promove de qualquer modo uma obra, um\/a autor\/a ou mesmo toda uma <em>literatura nacional<\/em> n\u00e3o s\u00e3o isentos\/as de ideologia e, portanto, s\u00e3o agentes de for\u00e7as a impactar na posta em circula\u00e7\u00e3o, na aceita\u00e7\u00e3o ou na rejei\u00e7\u00e3o daquilo que lemos. L\u00ednguas nacionais, temas, obras e autores\/as ungidos\/as ou invisibilizados\/as em determinados per\u00edodos hist\u00f3ricos s\u00e3o condicionados\/as por mecanismos de constrangimentos e recompensas e for\u00e7as geopol\u00edticas que os promovem. Para amparar essas discuss\u00f5es, analisaremos casos de (re)tradu\u00e7\u00f5es e (re)edi\u00e7\u00f5es, distin\u00e7\u00f5es e proibi\u00e7\u00f5es em determinados per\u00edodos hist\u00f3ricos, tais como a \u201cescola\u201d de tradutores de Toledo (s\u00e9culos XII e XIII), o processo de conquista das Am\u00e9ricas (a partir do s\u00e9culo XVI) e o Brasil \u201cindependente\u201d (s\u00e9culos XIX e XX).  <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>LEFEVERE, Andr\u00e9. <strong>Tradu\u00e7\u00e3o, reescritura e manipula\u00e7\u00e3o da fama liter\u00e1ria<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Matos Seligmann. Bauru: Edusc, 2007. 264p. <\/p>\n\n\n\n<p><img class=\"wp-image-299 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/coloquio-Andrea-768x1024-1.jpg\" alt=\"\"><strong>Andrea Kahmann<\/strong> \u00e9 graduada em Direito e Letras pela Universidade de Santa Cruz do Sul, mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente, \u00e9 professora na gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Letras da Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>23 de outubro de 2019 (quarta-feira). 10h30min a 12h INTERFACES ENTRE GEOPOL\u00cdTICA E LITERATURA Andrea Kahmann (UFPel)Gustavo Oliveira Vieira (UNILA)C\u00edcero Krupp da Luz (FDSM) Vivendo de distopias: uma cr\u00edtica \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o ocidental a partir da obra Submiss\u00e3o, de Michel Houellebecq C\u00edcero Krupp da Luz Tomando a narrativa da obra \u2018Submiss\u00e3o\u2019, de Michel Houellebecq, proponho reproblematizar &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/mesa-redonda-1\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Mesa-redonda 1&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/343"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=343"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":431,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/343\/revisions\/431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}