{"id":346,"date":"2019-09-27T15:08:45","date_gmt":"2019-09-27T18:08:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/?page_id=346"},"modified":"2019-10-19T10:57:53","modified_gmt":"2019-10-19T13:57:53","slug":"mesa-redonda-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/mesa-redonda-2\/","title":{"rendered":"Mesa-redonda 2"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>24 de outubro de 2019 (quinta-feira), 10h30min a 12h<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2>DIPLOMACIA CULTURAL E <em>SOFT POWER<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Paulo Soethe<br>Rodrigo de Souza Corradi<br>Denise Sales<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3>Tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e&nbsp;<em>soft power<\/em>: o projeto do Instituto de Tradu\u00e7\u00e3o da R\u00fassia<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Federa\u00e7\u00e3o Russa, em 2011, foi criado o Instituto de Tradu\u00e7\u00e3o, que tem o objetivo de difundir a literatura russa no mundo. Sob dire\u00e7\u00e3o de um conselho composto por tradutores, professores universit\u00e1rios, pesquisadores e outros especialistas, o instituto tem fornecido recursos financeiros a tradutores e editoras estrangeiras, inclusive brasileiras, para divulga\u00e7\u00e3o de autores e obras russas. No contexto das Po\u00e9ticas (d)e Internacionaliza\u00e7\u00e3o, nos interessa analisar essa iniciativa como pol\u00edtica de&nbsp;<em>soft power<\/em>, termo cunhado por Joseph Nye (2004) para abarcar as estrat\u00e9gias de poder que envolvem convencimento \u2013 a capacidade dos pa\u00edses de atrair aliados por meio da cultura, ideias pol\u00edticas, iniciativas pac\u00edficas. No caso brasileiro, o apoio do Instituto de Tradu\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a tend\u00eancia de valoriza\u00e7\u00e3o da literatura russa iniciada no final do s\u00e9culo XIX, na esteira da cr\u00edtica francesa, que recebeu e difundiu ao mundo o romance russo (GOMIDE, 2011). Integrada ao polissistema liter\u00e1rio brasileiro (EVEN-ZOHAR, 2012), a literatura russa traduzida pode ser considerada um dos principais bens da diplomacia cultural entre R\u00fassia e Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>GOMIDE, Bruno Barreto.&nbsp;<em>Da estepe \u00e0 caatinga<\/em>: O romance russo no Brasil (1887-1936). S\u00e3o Paulo: EDUSP, 2011.<\/li><li>&nbsp;EVEN-ZOHAR, I. \u201cA posi\u00e7\u00e3o da literatura traduzida dentro do polissistema liter\u00e1rio\u201d. Trad. Leandro de \u00c1vila Braga. In: Revista Translatio, n. 3, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/seer.ufrgs.br\/translatio\/article\/view\/34674&gt;.<\/li><li>NYE, J. S.&nbsp;<em>Soft power: the means to success in world politics<\/em>. Nova Iorque, PublicAffairs, 2005.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><img class=\"wp-image-357 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Denise-Sales_1-1.jpg\" alt=\"\"><strong>Denise Regina de Sales<\/strong> \u00e9 graduada em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado e doutorado em Literatura e Cultura Russa pela Universidade de S\u00e3o Paulo. Trabalha como docente do Setor de Russo no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente realiza o p\u00f3s-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais. Atua como pesquisadora nas \u00e1reas de Tradu\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria, Literatura Russa, Terminologia, Multimodalidade e Estudos da Tradu\u00e7\u00e3o. \u00c9 tradutora desde 2001, tendo publicado contos, novelas e romances russos, entre eles&nbsp;<em>Minha vida<\/em>, de Anton Tch\u00e9khov;&nbsp;<em>Contos de Kolim\u00e1<\/em>, de Varlam Chal\u00e1mov;&nbsp;<em>A fraude e outras hist\u00f3rias<\/em>, de Nikolai Leskov.<\/p>\n\n\n\n<h3><em>Tenente Gustl:<\/em> arabescos urbanos, intransig\u00eancia militar?<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Paulo Soethe<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa&nbsp;<em>Lieutenant Gustl<\/em>&nbsp;(1902), de Arthur Schnitzler (1862-1931), que inaugura em l\u00edngua alem\u00e3 o emprego do fluxo de consci\u00eancia como recurso formal liter\u00e1rio, \u00e9 monumento peculiar a uma das cidades globais do&nbsp;<em>fin-de-si\u00e8cle<\/em>&nbsp;anterior ao breve e conturbado s\u00e9culo passado. Ao apresentar o texto do autor austr\u00edaco, esta participa\u00e7\u00e3o na mesa-redonda pretende entretecer no itiner\u00e1rio de Gustl uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es sobre leituras contempor\u00e2neas \u2014 e extempor\u00e2neas \u2014 da cidade como substrato e molde da escrita liter\u00e1ria. Al\u00e9m disso, pretende demonstrar como, naquele texto inaugural, chocam-se e fecundam-se as l\u00f3gicas incongruentes da liberdade individual e da rigidez militar, ambas inscritas, como um ox\u00edmoro, na configura\u00e7\u00e3o das cidades modernas.  <\/p>\n\n\n\n<p><img class=\"wp-image-357 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-AusschnittPreisverleihung3.png.jpg\" alt=\"\"><strong>Paulo Astor Soethe<\/strong>, nascido em 1968, \u00e9 professor de L\u00edngua e Literatura Alem\u00e3 na UFPR, em Curitiba. Autor de estudos sobre Heinrich B\u00f6ll, Heinrich e Thomas Mann e Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, dedica-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores de Alem\u00e3o para a rede p\u00fablica de ensino no Brasil e ao estudo de publica\u00e7\u00f5es brasileiras em l\u00edngua alem\u00e3. Foi bolsista da Funda\u00e7\u00e3o Alexander von Humboldt em 2005 e 2006 em T\u00fcbingen e desenvolve projetos, em institui\u00e7\u00f5es nos dois pa\u00edses, sobre as rela\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias entre Brasil e Alemanha. Traduziu obras, entre outros, de J\u00fcrgen Habermas, Karl-Otto Apel, Aleida Assmann e Ottmar Ette, e o romance&nbsp;<em>Pontos de vista de um palha\u00e7o<\/em>, de Heinrich B\u00f6ll. Em 2015, foi agraciado com o pr\u00eamio internacional Jacob e Wilhelm Grimm, do Servi\u00e7o Alem\u00e3o de Interc\u00e2mbio Acad\u00eamico (DAAD). No semestre de inverno de 2017\/2018 ocupou a C\u00e1tedra Harald Weinrich na Universidade de Bielefeld, Alemanha. <\/p>\n\n\n\n<h3>Cidades e a realidade de traduzir projetos locais no meio internacional \u2014 o caso da agenda internacional de Porto Alegre <\/h3>\n\n\n\n<p><em>Rodrigo de Souza Corradi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No ambiente internacional existe uma crescente demanda de participa\u00e7\u00e3o de cidades em debates antes entendidos como do \u00e2mbito \u00fanico dos Estados: desenvolvimento humano, migra\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Da mesma forma, os munic\u00edpios s\u00e3o os locais nos quais as mudan\u00e7as advindas das novas ondas de tecnologia s\u00e3o mais sentidas: mobilidade por aplicativos, demandas por servi\u00e7os cada vez mais acess\u00edveis e m\u00f3veis. Essas agendas n\u00e3o s\u00e3o adstritas aos limites de um pa\u00eds e as solu\u00e7\u00f5es (ou problemas) encontradas s\u00e3o naturalmente internacionais. Essa realidade cria uma necessidade de adaptar as estruturas dos munic\u00edpios a dialogar com contra-partes que usam outras l\u00ednguas e possuem outros c\u00f3digos de conduta. O objetivo desta apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 entregar uma vis\u00e3o da pr\u00e1tica de \u00e1reas internacionais de cidades, tendo como base a experi\u00eancia da Coordena\u00e7\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais de Porto Alegre. <\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" width=\"564\" height=\"580\" class=\"wp-image-357 alignleft\" style=\"width: 150px;\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rodrigo.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rodrigo.jpg 564w, https:\/\/www.ufrgs.br\/2019coloquiosul\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/rodrigo-292x300.jpg 292w\" sizes=\"(max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><strong>Rodrigo de Souza Corradi <\/strong>\u00e9 bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e possui mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde o in\u00edcio de sua carreira profissional, Rodrigo trabalha em diferentes projetos na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, acumulando experi\u00eancias em diferentes \u00e1reas. De 2010 a 2013, Corradi trabalhou como Diretor Adjunto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, prestando assist\u00eancia ao chefe do Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Assumiu o cargo de Coordenador de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 2013, ocupando este cargo no momento. Entre outras atividades, vem desenvolvendo a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de resili\u00eancia em n\u00edvel local e internacional. Desde outubro de 2017, Rodrigo \u00e9 o Chief Resilience Officer em Porto Alegre, atuando em v\u00e1rios projetos para melhorar a capacidade de resili\u00eancia da cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24 de outubro de 2019 (quinta-feira), 10h30min a 12h DIPLOMACIA CULTURAL E SOFT POWER Paulo SoetheRodrigo de Souza CorradiDenise Sales Tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e&nbsp;soft power: o projeto do Instituto de Tradu\u00e7\u00e3o da R\u00fassia Na Federa\u00e7\u00e3o Russa, em 2011, foi criado o Instituto de Tradu\u00e7\u00e3o, que tem o objetivo de difundir a literatura russa no mundo. 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