{"id":710,"date":"2022-08-23T18:42:09","date_gmt":"2022-08-23T21:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/abrapt-entrad\/?page_id=710"},"modified":"2022-09-12T18:31:15","modified_gmt":"2022-09-12T21:31:15","slug":"simposio-4-9","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/abrapt-entrad\/simposio-4-9\/","title":{"rendered":"SIMP\u00d3SIO 4.9: Tradu\u00e7\u00e3o, literatura e trocas culturais"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button aligncenter\"><a class=\"wp-block-button__link has-midnight-gradient-background has-background\" href=\"https:\/\/forms.gle\/WCkphAM13wHhKdxJ6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Submeta sua proposta para este simp\u00f3sio<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SIMP\u00d3SIO 4.9: Tradu\u00e7\u00e3o, literatura e trocas culturais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordena\u00e7\u00e3o: Andrea Kahmann (UFPel), Cinara Ferreira (UFRGS) e Rita Lenira Bittencourt (UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E-mails: <a href=\"about:blank\">ackahmann@gmail.com<\/a>, <a href=\"about:blank\">cinaraferreira@ufrgs.br<\/a> e <a href=\"about:blank\">rita.lenira@ufrgs.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00ednguas do simp\u00f3sio: Portugu\u00eas e Espanhol<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Resumo:<\/strong> Narrar hist\u00f3rias e recitar poemas \u00e9 atividade t\u00e3o antiga quanto a pr\u00f3pria humanidade. Tamb\u00e9m o s\u00e3o traduzi-los e recont\u00e1-los a culturas outras, inicialmente n\u00e3o previstas quando da concep\u00e7\u00e3o da narrativa ou poesia primeiros. Apesar dessa antiguidade, a tradu\u00e7\u00e3o, mesmo nos ambientes acad\u00eamicos, \u00e9 ainda atividade invisibilizada ou mesmo desacreditada por atitudes e discursos que podem ser sintetizados em aforismos como \u201c<em>traduttore traditore\u201d<\/em> [tradutor traidor] ou \u201cbelas infi\u00e9is\u201d, que a um s\u00f3 tempo evidenciam aspectos sexistas e racialistas da cultura, ocultados por entre os mitos de pureza lingu\u00edstica, t\u00e3o irracionais quanto proje\u00e7\u00f5es de pureza racial, ou mesmo de superioridade \/ inferioridade de certas l\u00ednguas, culturas, vis\u00f5es de mundo, lugares de fala, modos de narrar, temas a compartilhar. Traduzir \u00e9 necessariamente dialogar, horizontalizar, hibridizar, mesti\u00e7ar, proporcionar trocas que transformam culturas de origens e de meta. \u00c9 um processo que transcende o meramente lingu\u00edstico e demanda reflex\u00f5es sobre elementos de cultura, frequentemente espec\u00edficos, ou simbologias n\u00e3o compartilhadas, com seus significados hist\u00f3ricos, pol\u00edticos, sociais, de rela\u00e7\u00f5es de poder e confrontos, o que envolve o tratamento em tradu\u00e7\u00e3o de sentidos constru\u00eddos por meio da linguagem. Traduzir \u00e9, pois, mediar culturas, \u00e9 sacolejar o provincianismo da cultura que traduz e aquela da qual se traduz, \u00e9 evidenciar as trocas entre o que \u00e9 pr\u00f3prio e o que \u00e9 alheio, como o diria T\u00e2nia Carvalhal. E a tradu\u00e7\u00e3o de literatura, com suas multiplicidades interpretativas, suas intertextualidades, pensadas para ou inicialmente n\u00e3o previstas na tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria fonte, bem como os diferentes horizontes de expectativas para uma obra em (polis)sistemas liter\u00e1rios que se diferem n\u00e3o s\u00f3 no espa\u00e7o como tamb\u00e9m no tempo complexificam essa tarefa. Seguindo essa linha, prop\u00f5e-se este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico com o objetivo de acolher discuss\u00f5es sobre tradu\u00e7\u00e3o, literatura e trocas culturais. S\u00e3o bem-vindas comunica\u00e7\u00f5es em l\u00ednguas portuguesa ou espanhola* a tratar sobre os mais diversos (polis)sistemas de l\u00ednguas e culturas em teoriza\u00e7\u00f5es sobre ou o compartilhamento de experi\u00eancias em atividades de \u201ctransplantes\u201d culturais de textos criativos, valendo-se do sentido mais amplo do conceito de \u201cliteratura\u201d a fim de abarcar as diferentes m\u00eddias e suportes. S\u00e3o incentivados os estudos comparatistas, os que se vinculem aos estudos culturais e as abordagens interdisciplinares que partam de reflex\u00f5es sobre narrativas e culturas em contato, as (im)permeabilidades entre (polis)sistemas, suas trocas, seus processos de hibridiza\u00e7\u00e3o e os discursos sobre eles (recep\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o), tanto quanto sobre coment\u00e1rios \u00e0 atividade de tradu\u00e7\u00e3o de texto liter\u00e1rio ou que se tenha valido do referencial te\u00f3rico da tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">* Para propor comunica\u00e7\u00f5es em outros idiomas, recomendamos contato pr\u00e9vio com as coordenadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave<\/strong>:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SIMP\u00d3SIO 4.9: Tradu\u00e7\u00e3o, literatura e trocas culturais Coordena\u00e7\u00e3o: Andrea Kahmann (UFPel), Cinara Ferreira (UFRGS) e Rita Lenira Bittencourt (UFRGS) E-mails: ackahmann@gmail.com, cinaraferreira@ufrgs.br e rita.lenira@ufrgs.br L\u00ednguas do simp\u00f3sio: Portugu\u00eas e Espanhol Resumo: Narrar hist\u00f3rias e recitar poemas \u00e9 atividade t\u00e3o antiga quanto a pr\u00f3pria humanidade. 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