{"id":1009,"date":"2020-06-25T16:38:12","date_gmt":"2020-06-25T16:38:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1009"},"modified":"2021-01-22T20:59:39","modified_gmt":"2021-01-22T20:59:39","slug":"zulu-sofola-1935-1995","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/zulu-sofola-1935-1995\/","title":{"rendered":"Zulu Sofola (1935\u20131995)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nasceu com o nome de Onekwuke Nwazulu Sofola, de uma fam\u00edlia real, os Okumabua de Issele-Uku, na localidade de Aniocha, no Estado do Delta, na atual Nig\u00e9ria. Zulu \u00e9 uma abrevia\u00e7\u00e3o de seu nome <em>igbo<\/em>, Nwazuluoha, e n\u00e3o um nome sul-africano. Estudou no Semin\u00e1rio Batista da Uni\u00e3o da Virg\u00ednia onde obteve seu bacharelado em 1959, e na Universidade Cat\u00f3lica da America, em Washington, onde obteve Mestrado em teatro (1966)&nbsp; e Doutorado na Universidade de Ibadan (1977). Casou-se com J. A. Sofola, um professor de sociologia, com quem teve cinco filhos, e com quem viveu at\u00e9 a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela foi a primeira dramaturga nigeriana, e teve tamb\u00e9m uma carreira acad\u00eamica como docente nas universidades de seu pa\u00eds. Foi conferencista na Universidade de Ibadan(1968-1983) e trabalhou na Universidade de Ilorin at\u00e9 1995, tendo sido a primeira professora de Artes da Performance e reitora da Faculdade de Artes.<\/p>\n\n\n\n<p>Zulu escreveu dezoito pe\u00e7as, em geral sobre temas das tradi\u00e7\u00f5es e da hist\u00f3ria nigeriana, e sobre as rela\u00e7\u00f5es dessas tradi\u00e7\u00f5es com a modernidade ocidental. Ela enfrentou algumas cr\u00edticas por ser euroc\u00eantrica demais devido a sua influ\u00eancia ocidental. Suas pe\u00e7as incluem <em>The disturbed peace of christmas<\/em> (A paz perturbada do Natal (1971), <em>Wedlock of the gods<\/em> (O casamento dos deuses) (1972), <em>King Emene<\/em> (Rei Emene) (1974), T<em>he wizard of law<\/em> (O Mago da Lei) (1975), <em>Old wines are tast<\/em> (Vinhos Velhos s\u00e3o Saborosos) (1981), <em>Memories in the moolinght<\/em> (Mem\u00f3rias ao luar) (1986), e <em>Song of a maiden<\/em> (Can\u00e7\u00e3o da Donzela) (1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela pertenceu \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o de escritoras africanas, deu voz \u00e0s mulheres e \u00e0 cultura igbo. Suas primeiras pe\u00e7as lamentavam o silenciamento das vozes femininas, sobretudo de mulheres ativas como as de sua sociedade ancestral, como por exemplo a pe\u00e7a <em>Queen Omu Aliko<\/em> (Rainha Omu Aliko). Ela identificou na emerg\u00eancia da consci\u00eancia feminina das mulheres africanas um vento de mudan\u00e7a que iria varrer o planeta, por isso criou hero\u00ednas femininas que s\u00e3o agentes de mudan\u00e7a, resilientes, vivazes e resolutas em sua busca pela auto-express\u00e3o e auto-inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GILBERT, Helen e Joanne Tompkins. <strong>Post-colonial drama:<\/strong>theory, practice, politics. London: Routledge, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLAWOLE, M. E. M. <strong>Zulu Sofola<\/strong>: her life &amp; her works. Ibadan, Nig\u00e9ria: Caltop Publications, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>KOLAWOLE, Mary. \u201cZulu Sofola\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 428-429.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu com o nome de Onekwuke Nwazulu Sofola, de uma fam&iacute;lia real, os Okumabua de Issele-Uku, na localidade de Aniocha, no Estado do Delta, na atual Nig&eacute;ria. Zulu &eacute; uma abrevia&ccedil;&atilde;o de seu nome igbo, Nwazuluoha, e n&atilde;o um nome sul-africano. 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