{"id":1040,"date":"2020-06-25T18:39:58","date_gmt":"2020-06-25T18:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1040"},"modified":"2021-02-05T19:16:36","modified_gmt":"2021-02-05T19:16:36","slug":"suzman-helen-gravonsky-1917-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/suzman-helen-gravonsky-1917-2009\/","title":{"rendered":"Helen Gravonsky Suzman (1917-2009)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida em Germiston, nas proximidades de Johannesburgo com o nome de Helen Gravonsky, era filha de imigrantes europeus de origem judaica. Realizou os estudos superiores na Universidade de Witwatersrand, onde obteve bacharelado em Com\u00e9rcio. Casou-se com o f\u00edsico Moses Suzman, com quem teve um filho e uma filha, Frances e Patricia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1940 atuou como leitora de hist\u00f3ria econ\u00f4mica na Universidade de Witwatersrand, e no final daquela d\u00e9cada, ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o do regime do Apartheid passou gradualmente a adotar uma posi\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o, o que a levou a romper com o partido do governo, o United Party (UP) e a em 1960 participar da funda\u00e7\u00e3o do Progressive Party (PP). Durante quinze anos ela foi a \u00fanica representa\u00e7\u00e3o eleita deste partido a tomar assento no congresso em posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0s determina\u00e7\u00f5es do regime, e a \u00fanica mulher a tomar parte do parlamento sul-africano.<\/p>\n\n\n\n<p>Pressionada por anti-semitas e por mis\u00f3ginos, Helen Suzman usou o canal oficial para, tanto quanto poss\u00edvel, denunciar os excessos do Apartheid e as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es impostas \u00e0s popula\u00e7\u00f5es negras na <em>townships<\/em>, como o bairro de Soweto. Valendo-se do privil\u00e9gio pol\u00edtico, ela teve acesso \u00e0s pris\u00f5es, como a de Robben Island, onde conheceu Nelson Mandela, tornando-se sua amiga pessoal, amizade que perduraria at\u00e9 o fim da vida. Ela tamb\u00e9m interferiu junto \u00e0s autoridades, apelando pela liberta\u00e7\u00e3o de Robert Sobukwe, o fundador do Pan-African Congress (PAC), aprisionado desde a revolta anti-passe que levou ao Massacre de Shaperville, e pela liberta\u00e7\u00e3o de Steve Biko, assassinado pelo regime em 1977. Ela foi uma das pouqu\u00edssimas pessoas brancas a participar dos seus respectivos funerais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>KROS, Cynthia. \u201cHelen Gavronsky Suzman\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 5, p. 473-474.<\/p>\n\n\n\n<p>LEE, Robin. <strong>Values alive<\/strong>: a tribute to Helen Suzman. Johannesburg: Jonathan Ball, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>SHAIN, Milton. <strong>Opposing voices<\/strong>: liberalism and opposition in South Africa today. Johannesburg: Jonathan Ball, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>SUZMAN, Helen. <strong>In no uncertain terms<\/strong>: memoirs. London: Sinclair Stevenson, 1993. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em Germiston, nas proximidades de Johannesburgo com o nome de Helen Gravonsky, era filha de imigrantes europeus de origem judaica. Realizou os estudos superiores na Universidade de Witwatersrand, onde obteve bacharelado em Com&eacute;rcio. Casou-se com o f&iacute;sico Moses Suzman, com quem teve um filho e uma filha, Frances e Patricia. 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