{"id":1094,"date":"2020-06-25T21:17:37","date_gmt":"2020-06-25T21:17:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1094"},"modified":"2021-01-22T18:06:56","modified_gmt":"2021-01-22T18:06:56","slug":"constance-magogo-kadinuzulu-1900-1984","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/constance-magogo-kadinuzulu-1900-1984\/","title":{"rendered":"Constance Magogo Kadinuzulu (1900-1984)"},"content":{"rendered":"\n<p>Princesa e rainha-m\u00e3e Zulu e compositora musical, nasceu em Nongoma, num momento em que o reino Zulu tinha sido corro\u00eddo pela guerra civil e pelo colonialismo na \u00c1frica do Sul. &nbsp;Seu pai passou a maior parte da inf\u00e2ncia de Constance exilado, tendo morrido em 1913.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse meio de reviravolta pol\u00edtica, encontrou consolo na m\u00fasica. Frequentou uma escola de miss\u00e3o Anglicana e em 1923 seu irm\u00e3o arranjou o seu casamento com o chefe do cl\u00e3 Buthelezi. Foi a d\u00e9cima e principal esposa do Chefe Mathole, com quem teve um filho e duas filhas. Assim, enquanto se aplicava \u00e0 maternidade tamb\u00e9m se aplicava \u00e0s habilidades musicais, servindo como uma <em>imbongi,<\/em> uma esp\u00e9cie de cantora e tocadora em ritos religiosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua proemin\u00eancia nesse meio predominantemente masculino foi marcante. Em 1939 foi gravada pela primeira vez por um etnomusic\u00f3logo brit\u00e2nico que reconheceu seu talento, e no per\u00edodo de 1950-1960 suas performances originais e tradicionais passaram a ser gravados regularmente, atrav\u00e9s da <em>South African Broadcasting Corporation<\/em>. Foi ent\u00e3o que a gravadora lan\u00e7ou suas composi\u00e7\u00f5es na cole\u00e7\u00e3o <em>The Bantu Composers of Southern Africa<\/em> (Compositores bantu da \u00c1frica do Sul) (1969) e alguns anos mais tarde a <em>Tracey\u2019s International Library of African Music<\/em> (Biblioteca Internacional de M\u00fasica Africana da Tracey) lan\u00e7ou o \u00e1lbum <em>The Zulu Songs of Princess Constance Magogo KaDinuzulu <\/em>(As can\u00e7\u00f5es da Princesa Zulu Constance Magogo KaDinuzulu ) (1973).<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo momento em que Constance alcan\u00e7ava prest\u00edgio nacional e internacional como artista, o seu filho conquistava simultaneamente reconhecimento por liderar os Zulus durante o regime do Apartheid. Como rainha-m\u00e3e e <em>imbongi<\/em>, ela reverenciava a ideologia do Partido da Liberdade Inkhata, e quando uma brigada feminina do Inkhata se formou em 1977 ela foi coroada como a hero\u00edna das mulheres Zulu.<\/p>\n\n\n\n<p>Constance Magogo Kadinuzulu continuou sendo reconhecida e relembrada por muitos nacionalistas e amantes da boa m\u00fasica da \u00c1frica do Sul e do continente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>GUNNER, Liz.<strong> A royal woman, na artist, and the ambiguities of national belonging<\/strong>: the case of Princess Constance Magogo. Kunapipi: journal of postcolonial studies, v. 24, n. 1, p. 205-223, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>HEALY, Meghan. Constance Maggo KaDinuzulu\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 30-32.<\/p>\n\n\n\n<p>HUSKISSON, Yvonne. <strong>The bantu composers of Southern Africa<\/strong>. Johanesburgo: South Africa Broadcasting Corporation , 1969.<\/p>\n\n\n\n<p>RYCROFT, David. Princess Constance Magogo. In: LUCIA, Christine (Ed.). <strong>The world of South African music<\/strong>: a reader. Newcastle: Cambridge Scholars Press, 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Princesa e rainha-m&atilde;e Zulu e compositora musical, nasceu em Nongoma, num momento em que o reino Zulu tinha sido corro&iacute;do pela guerra civil e pelo colonialismo na &Aacute;frica do Sul. &nbsp;Seu pai passou a maior parte da inf&acirc;ncia de Constance exilado, tendo morrido em 1913. Nesse meio de reviravolta pol&iacute;tica, encontrou consolo na m&uacute;sica. 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