{"id":1122,"date":"2020-06-25T23:25:47","date_gmt":"2020-06-25T23:25:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1122"},"modified":"2021-01-22T19:35:27","modified_gmt":"2021-01-22T19:35:27","slug":"mamohato-bereng-seeiso-1941-2003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/mamohato-bereng-seeiso-1941-2003\/","title":{"rendered":"Mamohato Bereng Seeiso (1941-2003)"},"content":{"rendered":"\n<p>Integrante da fam\u00edlia real de Lesoto, rainha e tr\u00eas vezes regente. Nasceu Masentle Mojela, logo que encerrou o ensino fundamental foi frequentar a <em>Bath Training College of Home Economics<\/em> (Faculdade de economia dom\u00e9stica do treinamento de Bath), no Reino Unido. Tamb\u00e9m participou de cursos relacionados \u00e0s mulheres de \u00e1rea rural e sobre assuntos internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>De princesa, Mamohato passou a ser reconhecida como \u201cm\u00e3e da na\u00e7\u00e3o\u201d pelos povos Soto quando Moshoeshoe II a escolheu para ser sua esposa, em 1962, dentre tantas outras princesas aspirantes. Os dois tiveram dois filhos meninos e por fim uma menina. Em 1995, quando seu primeiro filho assumiu o trono ela tomou o t\u00edtulo de \u201crainha-m\u00e3e\u201d, e ao nascer a sua primeira neta, chamaram-lhe de Nkhono, \u201cav\u00f3 da na\u00e7\u00e3o\u201d. Mamohato era conhecida por sua gentileza, sensatez, e por ser de f\u00e1cil acesso a todas as pessoas, que costumava chamar de \u201cmeu irm\u00e3o\u201d ou \u201cmeu querido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua posi\u00e7\u00e3o social e a sua condi\u00e7\u00e3o como consorte real conferiu-lhe o encargo natural da lideran\u00e7a. Aceitou e performou com muita humildade e determina\u00e7\u00e3o todas as suas responsabilidades, como regente nas duas vezes em que o marido foi exilado (1970, 1996) e ap\u00f3s a morte dele. Como se trata de uma monarquia constitucional, seus encargos eram majoritariamente cerimoniais, mas ela estava sempre pronta a participar das cerim\u00f4nias de abertura do Parlamento, visitar e receber emiss\u00e1rios e representantes de outros estados. Dedicou-se ao cuidado dos enfermos da fam\u00edlia real, em particular das co-esposas mais idosas, mas tamb\u00e9m de outros membros da linhagem com problemas mentais ou f\u00edsicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mamohato fundou uma institui\u00e7\u00e3o de caridade para crian\u00e7as deficientes e \u00f3rf\u00e3s chamada <em>Take Care of The Children<\/em> (Cuide das Crian\u00e7as), al\u00e9m de ser representante da <em>Lesotho National Council of Women<\/em> \u2013 LNCW (Conselho Nacional das Mulheres do Lesoto).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m encorajou as mulheres a preservarem suas dan\u00e7as tradicionais, participando dos festivais e competi\u00e7\u00f5es nas comunidades do interior. Ela mesma dan\u00e7ava graciosamente. Por isso \u00e9 descrita como uma \u201ctradicionalista\u201d. Foi muito admirada por seus discursos firmes quando era uma convidada oficial ou anfitri\u00e3 em eventos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>NTABENI, Mary Nombulelo. \u201c Mamohato Bereng Seeiso\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 76-77.<\/p>\n\n\n\n<p>THAKALEKOALA, T.. Lesotho:&nbsp; Queen Mother seen as a mother, a christian, a leader and a traditionalist.<strong> Mopheme<\/strong> (26\/09\/2003):&nbsp; <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/allafrica.com\/stories\/200309290289.html\" target=\"_blank\">https:\/\/allafrica.com\/stories\/200309290289.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrante da fam&iacute;lia real de Lesoto, rainha e tr&ecirc;s vezes regente. 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