{"id":1140,"date":"2020-06-26T00:58:19","date_gmt":"2020-06-26T00:58:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1140"},"modified":"2021-01-28T14:37:45","modified_gmt":"2021-01-28T14:37:45","slug":"jeanne-martin-cisse-1926-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/jeanne-martin-cisse-1926-2017\/","title":{"rendered":"Jeanne Martin-Ciss\u00e9 (1926-2017)"},"content":{"rendered":"\n<p>Ativista anti-colonial e diplomata nascida na Guin\u00e9-Conacri, na cidade de Kankan. O pai trabalhava como escritur\u00e1rio no correio e sua m\u00e3e como parteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1936 a m\u00e3e de Jeanne foi transferida para outra cidade como resultado por ter aconselhado uma francesa a realizar seu trabalho de parto em um hospital e o marido desta mulher, um oficial do ex\u00e9rcito, ter se indignado pois ela n\u00e3o teria o direito de dar ordens a uma paciente branca. Esse incidente foi o primeiro de tantos outros que a levaram a questionar a legitimidade do colonialismo. Assim que a Segunda Guerra mundial estourou em 1939, o governo colonial imp\u00f4s medidas sobre a popula\u00e7\u00e3o que pareciam insuport\u00e1veis a estudantes como Ciss\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudou na <em>\u00c9cole Normale d\u2019Instrutrices<\/em> (Escola Normal de Instrutoras), um internato de meninas advindas de v\u00e1rias col\u00f4nias francesas na \u00c1frica, na cidade de Rufisque, no Senegal. Foi um come\u00e7o dif\u00edcil de se adaptar, para o desgosto de seu pai, mas logo ela obteve um certificado de professora em 1944. Tr\u00eas meses depois de se formar, uniu-se num casamento arranjado por seus pais com um inspetor policial de Kankan. Mudaram-se para a capital de Conakry e tiveram um filho. Seu marido morreu durante um acidente de trabalho. Ap\u00f3s essa perda, Ciss\u00e9 come\u00e7ou a se interessar em dar suporte ao <em>Rassemblement D\u00e9mocratique Africaine<\/em> &#8211; RDA (Ajuntamento Democratico Africano).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1954 ela representou a Guin\u00e9 no encontro da Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional das Mulheres (FDIF), em Paris. L\u00e1 conhece outras ativistas do mundo inteiro, o que a inspirou a recrutar mais mulheres para a RDA. No final dos anos 1950 ela se torna secret\u00e1ria geral da <em>Union des Femmes du Senegal<\/em>&#8211; UFS (Uni\u00e3o das Mulheres do Senegal) e viajou para China e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (1958). Ciss\u00e9 tamb\u00e9m ajudou a formar a <em>Union des Femmes de l\u2019Ouest Africaine<\/em> \u2013 UFOA (Uni\u00e3o das Mulheres da \u00c1frica Ocidental), al\u00e9m de auxiliar em diversos programas de est\u00edmulo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de meninas quando esteve como Ministra da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 1962, mulheres provenientes de todo o continente africano se reuniram em Dar-es-Salaam, na atual Tanz\u00e2nia, para criar a <em>Africa Women\u2019s Union<\/em> (Uni\u00e3o das Mulheres Africanas), organiza\u00e7\u00e3o pan-africana da qual Jeanne Martin-Ciss\u00e9 se tornou primeira Secret\u00e1ria Geral; at\u00e9 1968, a organiza\u00e7\u00e3o tinha a sua sede na  Guin\u00e9-Conacri e, sucessivamente, na Arg\u00e9lia e em Angola. Em 1974, durante o congresso, a AWU foi renominada para <em>Pan-African Women\u2019s Organization <\/em>(Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Africana das Mulheres).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CISS\u00c9, Jeanne Martin. <strong>La fille du Milo<\/strong>. Paris: Presence Africaine, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cJeanne Martin-Ciss\u00e9\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 118-119.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ativista anti-colonial e diplomata nascida na Guin&eacute;-Conacri, na cidade de Kankan. O pai trabalhava como escritur&aacute;rio no correio e sua m&atilde;e como parteira. 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