{"id":1144,"date":"2020-06-26T01:14:27","date_gmt":"2020-06-26T01:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1144"},"modified":"2021-01-28T12:56:06","modified_gmt":"2021-01-28T12:56:06","slug":"dorothy-masuka-1935-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/dorothy-masuka-1935-2019\/","title":{"rendered":"Dorothy Masuka (1935-2019)"},"content":{"rendered":"\n<p>Compositora e cantora, nasceu em Bulawayo, no atual Zimbabwe. Foi educada em escolas de miss\u00f5es cat\u00f3licas, inclusive quando se mudou aos 12 anos para Johannesburgo, na \u00c1frica do Sul. A alegria e energia de Dorothy para cantar v\u00eam desde cedo, quando ela costumava se apresentar no restaurante de sua m\u00e3e em troca de moedas, cantando m\u00fasicas populares de jazz afro-americanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fez sua primeira grava\u00e7\u00e3o ainda enquanto estava na escola, em 1952, e no mesmo ano abandonou a escola para participar de uma banda. Em 1953 participou de celebra\u00e7\u00f5es importantes em Bulawayo, sendo que uma delas foi o concurso de Miss, o qual venceu. Em outra ocasi\u00e3o ela se apresentou com a banda <em>Golden Rhythm Crooners<\/em> para a rainha da Inglaterra. Depois disso Masuka deixou de vez a escola e decidiu construir uma carreira musical profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1950 circulou regularmente entre \u00c1frica do Sul e a Rod\u00e9sia do Sul, sendo aclamada como uma estrela nacional em ambos pa\u00edses e divulgando o estilo musical conhecido como <em>tsaba-tsaba<\/em>, que mesclava elementos da m\u00fasica tradicional zulu e ndebele com elementos do jazz. Foi a primeira mulher negra da \u00c1frica austral a iniciar sua carreira de cantora em gravadora &#8211; algo inacess\u00edvel para tantos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitando a fama, quando foi implementado o regime segregacionista do Apartheid Dorothy criticou a situa\u00e7\u00e3o e as dificuldades enfrentadas pelas pessoas negras, o que acarretou o seu ex\u00edlio para o Zimbabwe, onde foi viver com seus tr\u00eas filhos. &nbsp;Passou por um breve relacionamento conjugal e teve n\u00famero significativo de outros relacionamentos, mas sempre priorizou sua independ\u00eancia pessoal e profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a prote\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional Africano &#8211; ANC e outros movimentos pr\u00f3-independ\u00eancia, Masuka p\u00f4de passar os anos 1960 viajando em pa\u00edses africanos apresentando m\u00fasicas anti-coloniais e anti-Apartheid. Tamb\u00e9m passou alguns anos em Nova Iorque e Londres sendo abrigada por simpatizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da liberta\u00e7\u00e3o de Nelson Mandela, em 1990, conseguiu retornar \u00e0 \u00c1frica do Sul com a fam\u00edlia. Entre os seus \u00e1lbuns musicais est\u00e3o <em>Ingalo<\/em>&nbsp; (1987), <em>Pata Pata <\/em>(1990) , <em>Mzilikazi <\/em>(2001) e <em>Lendaba <\/em>(2003), al\u00e9m de v\u00e1rias compila\u00e7\u00f5es e colet\u00e2neas de suas can\u00e7\u00f5es das d\u00e9cadas de 1950 que foram regravadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ALLEN, Lara. Commerce, politics and musical hybridity: vocalisation urban black South african identity during the 1950s. <strong>Ethnomusicology<\/strong>, v. 47, n. 2, p. 228-249, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>ALLEN, Lara. \u201cDorothy Masuka\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 127-128.<\/p>\n\n\n\n<p>MASUKA, Dorothy. <strong>Mali E Shebeen<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1HQGKCXOVc8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1HQGKCXOVc8<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compositora e cantora, nasceu em Bulawayo, no atual Zimbabwe. Foi educada em escolas de miss&otilde;es cat&oacute;licas, inclusive quando se mudou aos 12 anos para Johannesburgo, na &Aacute;frica do Sul. 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