{"id":1189,"date":"2020-06-26T03:00:32","date_gmt":"2020-06-26T03:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1189"},"modified":"2021-01-22T20:29:03","modified_gmt":"2021-01-22T20:29:03","slug":"sarah-gertrude-millin-1888-1968","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/sarah-gertrude-millin-1888-1968\/","title":{"rendered":"Sarah Gertrude Millin (1888\u20131968)"},"content":{"rendered":"\n<p>Escritora, nascida Sarah Gertrude Liebson na pequena vila de Zagar, Litu\u00e2nia. Sua fam\u00edlia judia mudou-se para a \u00c1frica do Sul quando ela tinha cinco meses de idade por conta do antissemitismo russo, assentando-se na regi\u00e3o mineradora de diamantes e logo integrando-se com a classe m\u00e9dia branca local. Embora muitos mineiros brancos casassem com mulheres negras ou mesti\u00e7as, Sarah sempre teve no\u00e7\u00e3o das fronteiras raciais e sociais e uma forte convic\u00e7\u00e3o na superioridade branca.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus primeiros escritos abordavam principalmente o tema da miscigena\u00e7\u00e3o. Em 1912 casou-se com Phillip Millin, estudante de direito liberal que viria a ser juiz da Suprema Corte sul-africana, e com ele mudou-se para Johanesburgo. A maior parte da sua produ\u00e7\u00e3o se deu entre 1919 e 1965, e compreende 17 romances, as biografias de Cecil Rhodes e Jan Smith, memoriais, contos, ensaios e textos de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o sobre a sociedade local durante a Segunda Guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <em>God\u2019s Stepchildren<\/em> (Filhos Adotivos de Deus) (1924), Sarah Millin tratou a miscigena\u00e7\u00e3o como degenera\u00e7\u00e3o, embora fosse uma cr\u00edtica do antissemitismo incorporado por muitos nacionalistas afric\u00e2nderes. Esta obra fez grande sucesso nos Estados Unidos, pa\u00eds no qual foi recebida na resid\u00eancia de Franklin e Eleanor Roosevelt.<\/p>\n\n\n\n<p>O advento do apartheid em 1948 e a vit\u00f3ria do Partido Nacionalista foram emblem\u00e1ticos no fracasso liberal na \u00c1frica do Sul. Sarah Millin, al\u00e9m de n\u00e3o criticar o regime pela sua afinidade com o nazismo, apoiou-o com base na sua branquitude. A partir de ent\u00e3o sua obra perdeu qualquer apar\u00eancia de compaix\u00e3o que tivera. <em>The Wizard Bird <\/em>(O P\u00e1ssaro Mago) (1962), foi o seu romance mais assumidamente racista.<\/p>\n\n\n\n<p>Morreu em 1968, com certa aclama\u00e7\u00e3o na imprensa sul-africana e mesmo na estadunidense e brit\u00e2nica. Devido ao car\u00e1ter da sua obra, acabou sendo eclipsada fora da \u00c1frica do Sul por autores e autoras anti-apartheid.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>COETZEE, J. M. Blood, taint, degeneration: the novels of Sarah Gertrude Millin. <strong><em>English Studies in Africa<\/em><\/strong><em>,<\/em> v. 23, n. 1, &nbsp;p. 41-48, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>GREEN, Michael. Blood and politics\/morality tales in literary history and social history. <strong><em>English in Africa, v.<\/em><\/strong> 18, n. 1, p. 1-23, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>HEALY, Meghan. \u201cSarah Gertrude Millin\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 218-220.<\/p>\n\n\n\n<p>RUBIN, Martin. <strong><em>Sarah Gertrude Millin<\/em><\/strong><em>: a south african life<\/em>. Johanesburgo: Ad. Donker, 1977.<\/p>\n\n\n\n<p>WADE, Michael. &nbsp;Myth, truth and the south african reality in the fiction of Sarah Gertrude Millin.&nbsp;<strong>Journal of Southern African Studies<\/strong>,&nbsp;v. 1, n. 1,&nbsp;p. 91-108,&nbsp;1974.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora, nascida Sarah Gertrude Liebson na pequena vila de Zagar, Litu&acirc;nia. Sua fam&iacute;lia judia mudou-se para a &Aacute;frica do Sul quando ela tinha cinco meses de idade por conta do antissemitismo russo, assentando-se na regi&atilde;o mineradora de diamantes e logo integrando-se com a classe m&eacute;dia branca local. 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