{"id":1316,"date":"2020-06-27T17:46:58","date_gmt":"2020-06-27T17:46:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1316"},"modified":"2021-01-28T14:36:45","modified_gmt":"2021-01-28T14:36:45","slug":"marie-clementine-nengapeta-1939-1964","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/marie-clementine-nengapeta-1939-1964\/","title":{"rendered":"Marie-Clementine Nengapeta (1939-1964)"},"content":{"rendered":"\n<p>Religiosa integrante da Igreja Cat\u00f3lica Congolesa, pertencia \u00e0 irmandade da Sagrada Fam\u00edlia.&nbsp; Nasceu na cidade de Wamba, no ent\u00e3o Congo Belga, atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, e pertencia ao grupo \u00e9tnico Budu. Quarta de seis filhas, o seu nome significa \u201ca riqueza engana\u201d e pode estar ligado \u00e0 habilidade de sua m\u00e3e, Julienne Isude, em lidar apenas com filhas, na aus\u00eancia de filhos. O pai, Amisi Batsuru Batobobo, serviu nas tropas coloniais a servi\u00e7o dos belgas. Devido ao div\u00f3rcio dos pais (supostamente porque sua m\u00e3e n\u00e3o deu um filho var\u00e3o a seu pai), Marie-Clementine teve uma inf\u00e2ncia dif\u00edcil, que iria marcar toda sua adolesc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1945, ap\u00f3s ser batizada, Marie-Clementine estudou na escola mission\u00e1ria e, contra a vontade da m\u00e3e decidiu, em 1959, entrar para a vida religiosa em um convento de freiras, com o nome de Alphonsine Anuarite. Modelo de castidade e de humildade, ganhou o respeito da comunidade cat\u00f3lica por sua forte espiritualidade e devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1964, durante a guerra civil que dividia o pa\u00eds ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o do presidente Patrice Lumumba, um grupo de rebeldes sob o comando do Coronel invadiram e levaram dezenas de freiras a pretexto de garantir-lhes a seguran\u00e7a, e abusaram sexualmente delas. Foi quando Anuarite reagiu e tentou impedi-los, sendo ent\u00e3o espancada e alvejada por tiros. Ap\u00f3s o incidente, Coronel Olombe foi julgado e sentenciado a morte, mas escapou da pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Admirada por sua coragem, respeitada e venerada, a Irm\u00e3 Anuarite teve os restos mortais exumados em 1978, e logo depois foi iniciado um processo eclesi\u00e1stico pela sua beatifica\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo ela foi oficialmente beatificada em 1985 pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II em cerim\u00f4nia realizada durante sua visita \u00e0 ent\u00e3o Rep\u00fablica do Zaire.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FANNING, James. <strong>Clementine Anuarite<\/strong>. Nairobi: St. Paul Publications, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p>MATUNGULU, Otene. <strong>The spiritual journey of Anuarite<\/strong>. Nairobi: St. Paul Publications, 1998.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. Marie-Clementine Anuarite Nengapeta\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 439-441.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosa integrante da Igreja Cat&oacute;lica Congolesa, pertencia &agrave; irmandade da Sagrada Fam&iacute;lia.&nbsp; Nasceu na cidade de Wamba, no ent&atilde;o Congo Belga, atual Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, e pertencia ao grupo &eacute;tnico Budu. Quarta de seis filhas, o seu nome significa &ldquo;a riqueza engana&rdquo; e pode estar ligado &agrave; habilidade de sua m&atilde;e, Julienne Isude, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5997,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1316"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1316\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}