{"id":1331,"date":"2020-06-27T20:28:14","date_gmt":"2020-06-27T20:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1331"},"modified":"2021-01-28T13:24:43","modified_gmt":"2021-01-28T13:24:43","slug":"lilian-masediba-ngoyi-1911-1980","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/lilian-masediba-ngoyi-1911-1980\/","title":{"rendered":"Lilian Masediba Ngoyi (1911-1980)"},"content":{"rendered":"\n<p>Igualmente conhecida como Ma Ngoyi, \u00e9 considerada a m\u00e3e do movimento pela liberta\u00e7\u00e3o da \u00c1frica do Sul. Nascida em Pretoria, viveu a maior parte de sua vida na pobreza: o pai era oper\u00e1rio e a m\u00e3e, lavadeira para fam\u00edlias brancas. Ap\u00f3s a morte do pai, foi obrigada a sustentar a m\u00e3e, e duas filhas (uma das quais, adotiva). Ficou vi\u00fava alguns anos ap\u00f3s o casamento, que lhe deixou uma filha.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ter abandonado os estudos de enfermagem (para auxiliar na escassa renda familiar), Ngoyi trabalhou como costureira, gaprimorou sua marcante habilidade para a orat\u00f3ria e, com tenacidade e energia, teve proemin\u00eancia pol\u00edtica na luta contra o Apartheid.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua condi\u00e7\u00e3o social n\u00e3o a impediu de destacar-se na luta contra o preconceito de ra\u00e7a e g\u00eanero, tendo conquistado posi\u00e7\u00f5es fundamentais ao longo de sua vida: foi a primeira presidenta da Liga de Mulheres do Congresso Nacional Africano, a primeira mulher eleita para o Comit\u00ea Executivo do Congresso Nacional Africano, a segunda presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Mulheres Sul-Africanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1955, participou da confer\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional das Mulheres, na Su\u00ed\u00e7a. Em seguida, visitou pa\u00edses do bloco socialista (R\u00fassia e China entre outros), e discursou em um ato p\u00fablico contra o Apartheid em Londres. Liderou a Marcha das Mulheres at\u00e9 Pret\u00f3ria para protestar contra a Lei do Passe, motivo pelo qual foi presa em 1956 e passou 71 dias em solit\u00e1ria. &nbsp;Nos quinze anos seguintes recebeu diversas interdi\u00e7\u00f5es, as quais a confinaram ao seu bairro, em Soweto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1982, tornou-se a primeira mulher a receber o pr\u00eamio <em>Isitwalandwe<\/em>, honraria concedida aos homens e mulheres que, por meio do sacrif\u00edcio pessoal, destacaram-se na luta pela liberta\u00e7\u00e3o da \u00c1frica do Sul. Suas palavras em um discurso contra o Apartheid na educa\u00e7\u00e3o ilustram bem a for\u00e7a tremenda de sua orat\u00f3ria: \u201c<em>Meu \u00fatero treme quando se fala da Educa\u00e7\u00e3o Bantu&#8230; N\u00f3s, mulheres, somos como galinhas que chocam ovos para que algu\u00e9m os levem embora<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>QUNTA, Christine (Ed.).<strong> Women in Southern Africa.<\/strong> Nova Iorque: Allison &amp; Busby, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p>ALLEN, Judith Van. \u201cLilian Masediba Ngoyi\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 456-457.<\/p>\n\n\n\n<p>DAYMOND, M. J.. &nbsp;Home, exile and resistance in letters from Bessie Head, Dora Taylor and Lilian Ngoyi,&nbsp; <strong>English Academy Review<\/strong>,&nbsp;v. 30, n. 2,&nbsp;p. 115-128, 2013: &nbsp;DOI:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1080\/10131752.2013.834703\" target=\"_blank\">10.1080\/10131752.2013.834703<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igualmente conhecida como Ma Ngoyi, &eacute; considerada a m&atilde;e do movimento pela liberta&ccedil;&atilde;o da &Aacute;frica do Sul. Nascida em Pretoria, viveu a maior parte de sua vida na pobreza: o pai era oper&aacute;rio e a m&atilde;e, lavadeira para fam&iacute;lias brancas. 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