{"id":1340,"date":"2020-06-27T20:45:17","date_gmt":"2020-06-27T20:45:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1340"},"modified":"2021-01-22T18:14:38","modified_gmt":"2021-01-22T18:14:38","slug":"dorothy-l-njeuma-1943","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/dorothy-l-njeuma-1943\/","title":{"rendered":"Dorothy L. Njeuma (1943)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida na cidade de Buea, no sudoeste dos Camar\u00f5es, \u00e0 \u00e9poca sob o dom\u00ednio colonial ingl\u00eas, seu pai tinha quatro esposas, o que lhe deu dez irm\u00e3os e irm\u00e3s. A m\u00e3e era professora, e despertou na menina a voca\u00e7\u00e3o de educadora. Njeuma estudou na Nig\u00e9ria porque n\u00e3o havia escolas secund\u00e1rias para meninas em sua cidade. Ap\u00f3s graduar-se na <em>Queen\u2019s School<\/em>, obteve uma bolsa de estudos no Pembroke College, nos Estados Unidos (1962). Durante sua estadia neste pa\u00eds, destacou-se como tenista amadora e foi capit\u00e3 do time de Pembroke (1965). Em 1970, obteve o doutorado em biologia na Universidade de Londres. Em seguida, casou-se com o historiador Martin Njeuma, com quem teve duas filhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s iniciar a carreira acad\u00eamica como professora de biologia, Njeuma ocupou cargos administrativos de grande import\u00e2ncia em duas universidades: foi nomeada reitora na Universidade de Buea (1987) e vice-reitora da Universidade de Yaound\u00e9 (2005). Ela \u00e9 considerada uma das mais importantes administradoras acad\u00eamicas em Camar\u00f5es: foi vice-presidenta da Associa\u00e7\u00e3o das Universidades Africanas, al\u00e9m de participar do comit\u00ea de dire\u00e7\u00e3o da Universidade das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Foi ainda presidente da Confer\u00eancia de Reitores das Universidades Estatais da Republica dos Camar\u00f5es, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Esportes Universit\u00e1rios. Recebeu in\u00fameras honrarias durante sua carreira por parte de dois governos ditatoriais, entre elas, a de Grande Oficial da Ordem do Valor Camaron\u00eas (2001).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de seu destaque no campo acad\u00eamico, tanto como professora quanto administradora, Njeuma teve uma longa e tumultuosa rela\u00e7\u00e3o com os estudantes das universidades onde trabalhou, em particular com as uni\u00f5es estudantis, as quais ela considerava ilegais. Ap\u00f3s diversos protestos por parte dos estudantes, ela expulsou diversos l\u00edderes estudantis, enquanto a repress\u00e3o por parte da pol\u00edcia foi violenta, o que lhe rendeu uma reputa\u00e7\u00e3o de autorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Dorothy Njeuma foi nomeada reitora em Buea (1987), a universidade contava com pouco mais de sessenta alunos. \u00danica universidade angl\u00f3fona no pa\u00eds, em 2003, o n\u00famero de alunos havia subido para mais de sete mil, sendo que estes podiam escolher dentre 29 diferentes cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um exemplo da sua habilidade como administradora, ainda que sua carreira tenha sido marcada pela proximidade com o regime ditatorial e com m\u00e9todos de repress\u00e3o e autoritarismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>KONINGS, Piet. <strong>Neoliberal bandwagonism<\/strong>: vivil society and the politics of belonging in anglophone Cameroon. Leiden: African Studies Centre, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>MBAKU, John Mukum; &nbsp;Takourang, Joseph. <strong>The leadership challenge in Africa<\/strong>: Cameroon under Paul Biya. Trenton: African Word Press, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cDorothy L. Njeuma\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 474-475.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida na cidade de Buea, no sudoeste dos Camar&otilde;es, &agrave; &eacute;poca sob o dom&iacute;nio colonial ingl&ecirc;s, seu pai tinha quatro esposas, o que lhe deu dez irm&atilde;os e irm&atilde;s. A m&atilde;e era professora, e despertou na menina a voca&ccedil;&atilde;o de educadora. Njeuma estudou na Nig&eacute;ria porque n&atilde;o havia escolas secund&aacute;rias para meninas em sua cidade. 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