{"id":1387,"date":"2020-06-27T22:15:32","date_gmt":"2020-06-27T22:15:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1387"},"modified":"2021-01-22T18:24:44","modified_gmt":"2021-01-22T18:24:44","slug":"esther-afua-ocloo-1919-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/esther-afua-ocloo-1919-2002\/","title":{"rendered":"Esther Afua Ocloo (1919-2002)"},"content":{"rendered":"\n<p>Nascida como Esther Afua Nkulenu, era filha de um casal de camponeses pobres (o pai era ferreiro, a m\u00e3e, oleira e agricultora) da regi\u00e3o do Rio Volta, ao norte da atual Rep\u00fablica de Gana, que arcaram com os gastos de seus estudos prim\u00e1rios, em uma escola presbiteriana, e depois, com o apoio financeiro da empresa <em>Cadbbury Chocolate Company<\/em> realizou os estudos na prestigiosa <em>Achimota School<\/em>, onde obteve certificado, o <em>Cambridge School Certificate<\/em>,&nbsp; em 1941.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na <em>Achimota School<\/em>, aprendeu nas aulas de ci\u00eancias sobre o fabrico de marmelada, e em 1943, com o apoio de um tia, que vendeu nas ruas de Accra aos oficiais da adminisra\u00e7\u00e3o colonial inglesa. Com o lucro inicial, investiu na venda de suco de laranjas, inicialmente aos estudantes e professores da Achimota School e depois nos estabelecimentos militares, mediante contrato comercial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o patrocinio da administra\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio , Esther viajou para a Inglaterra entre 1949-1951, sendo a primeira pessoa negra a obter um diploma de cozinheira do&nbsp;<em>Good Housekeeping Institute<\/em>, em Londres, e a&nbsp;obter &nbsp;uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no curso de Conserva\u00e7\u00e3o de Alimentos de <em>Long Ashton Research Station<\/em>, no Departamento de Horticultura da Universidade de Bristol em 1951.&nbsp; Em&nbsp; Ghana, obteve financiamento banc\u00e1rio com o qual montou a <em>Nkulenu Indutries<\/em>,&nbsp; a primeira f\u00e1brica de processamento de alimentos, com foco na prepara\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de suco de laranja e marmelada.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso como empreendedora garantiu a ela posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a nos neg\u00f3cios de seu pa\u00eds que, na \u00e9poca, estava em luta pela independ\u00eancia da Inglaterra. Esther fundou e atuou em diversas associa\u00e7\u00f5es, inclusive a <em>Federation of Ghanaian Industries<\/em> (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Ghana) em 1956, mas com o tempo dispendeu esfor\u00e7os para estimular artes\u00e3os e pessoas das camadas populares, em particular as mulheres. Em 1976, na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas da D\u00e9cada das Mulheres, prop\u00f4s, junto com Michaela Walsh e Ela Bhatt a cria\u00e7\u00e3o do <em>Women&#8217;s World Banking<\/em> (Banco Mundial das Mulheres), institui\u00e7\u00e3o com linhas de micro-cr\u00e9dito para mulheres, que ela presidiu no per\u00edodo de 1976-1985.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua capacidade de iniciativa e lideran\u00e7a, Esther Ocloo recebeu diversos pr\u00eamios e honrarias locais, nacionais e internacionais. Ela foi a primeira mulher a receber o pr\u00eamio internacional&nbsp; <em>Africa Prize for Leadership<\/em> (Pr\u00e9mio Africano para a Lideran\u00e7a) devido \u00e0s suas iniciativas para a cria\u00e7\u00e3o de alternativas sustent\u00e1veis para a erradica\u00e7\u00e3o da fome no continente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>DARKWAH, Akosua. \u201cEsther Afua Occlo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 541-542.<\/p>\n\n\n\n<p>OCLOO, Esher. Woman power. Canadian Speeches, v. 16, n. 3, p.&nbsp; 64, 2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida como Esther Afua Nkulenu, era filha de um casal de camponeses pobres (o pai era ferreiro, a m&atilde;e, oleira e agricultora) da regi&atilde;o do Rio Volta, ao norte da atual Rep&uacute;blica de Gana, que arcaram com os gastos de seus estudos prim&aacute;rios, em uma escola presbiteriana, e depois, com o apoio financeiro da empresa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5108,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[321,326,310],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1387"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1387\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}