{"id":1440,"date":"2020-06-28T12:50:14","date_gmt":"2020-06-28T12:50:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1440"},"modified":"2021-01-22T17:55:11","modified_gmt":"2021-01-22T17:55:11","slug":"bourkou-louise-kabo-1934-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/bourkou-louise-kabo-1934-2019\/","title":{"rendered":"Bourkou Louise Kabo (1934-2019)"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeira mulher eleita para o parlamento do Chade, da etnia Sara, nascida na cidade de Sarh. Seus pais, Kabo Koutou Kilagui e Zara Lawassi, ambos mu\u00e7ulmanos, morreram muito cedo e, aos oito anos ela ficou \u00f3rf\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Com dos tios, teve uma educa\u00e7\u00e3o francesa e, desde jovem, conviveu com as injusti\u00e7as coloniais, contra as quais teve a tia como exemplo de resist\u00eancia. Por sua fam\u00edlia ser apoiadora do Partido Progressista Chadiano &#8211; PPT, foi impedida de estudar na Fran\u00e7a pelo partido governante. Assim mesmo foi a primeira mulher chadiana a lecionar numa escola que tinha o franc\u00eas como idioma de ensino. Teve um curto casamento com Julien Djasgaral, com quem teve sete filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Bourkou Louise entrou na pol\u00edtica pelo PPT no in\u00edcio dos anos 1960. Fran\u00e7ois Tombalbaye, primeiro presidente do Chade independente, tamb\u00e9m Sara, era um conhecido de longa data, e incentivou-a a concorrer por uma cadeira no Parlamento em 1962. Foi eleita e manteve-se leal ao PPT mesmo ap\u00f3s Tombalbaye dissolver o parlamento numa de suas medidas autorit\u00e1rias. Promoveu programas de educa\u00e7\u00e3o para mulheres do Chade, principalmente das \u00e1reas rurais, e casou-se com Alphonse Ndoyengar Nodjimbang, Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o de Tombalbaye.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1970, Kabo passou a divergir de uma s\u00e9rie de medidas autorit\u00e1rias de Tombalbaye, mas continuou a trabalhar no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s o assassinato do presidente em 1975. Quando Hiss\u00e8ne Habr\u00e9 tomou o poder em 1982, Kabo fugiu para a Rep\u00fablica Centro-Africana, onde foi comerciante e diretora de escola. Refugiou-se na Fran\u00e7a em 1987, onde aproximou-se da causa das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Retornou ao Chade em 1991, ap\u00f3s a queda de Habr\u00e9. Foi delegada da conven\u00e7\u00e3o constitucional e deputada de 1991 a 1995, quando condenou a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina e defendeu a idade m\u00ednima de dezoito anos para o casamento, de modo a evitar casamentos arranjados de meninas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AZEVEDO, Mario Joaquim. <strong>Roots of violence<\/strong>: a history of war in Chad. Sydney: Gordon and Breach, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>BANGOURA, Mohamed T\u00e9t\u00e9madi. <strong>Violence politique et conflits en Afrique<\/strong>: le cas du Tchad. Paris: L\u2019Harmattan, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>RICH, Jeremy. \u201cBourkou Louise Kabo\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 250-251.<\/p>\n\n\n\n<p>TUBIANA, Marie-Jos\u00e9. <strong>Parcours de femmes<\/strong>: les nouvelles \u00e9lites, Entretiens: 1997-2003. Paris: S\u00e9pia, 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira mulher eleita para o parlamento do Chade, da etnia Sara, nascida na cidade de Sarh. Seus pais, Kabo Koutou Kilagui e Zara Lawassi, ambos mu&ccedil;ulmanos, morreram muito cedo e, aos oito anos ela ficou &oacute;rf&atilde;. 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