{"id":1450,"date":"2020-06-28T13:14:39","date_gmt":"2020-06-28T13:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/?p=1450"},"modified":"2021-01-28T14:45:03","modified_gmt":"2021-01-28T14:45:03","slug":"cecilia-tamanda-kadzamira-1938","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/cecilia-tamanda-kadzamira-1938\/","title":{"rendered":"Cecilia Tamanda Kadzamira (1938)"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeira-dama do Malawi, tamb\u00e9m conhecida como Mama (m\u00e3e da na\u00e7\u00e3o) Kadzamira. Nasceu no Distrito de Dedza e cresceu na Rod\u00e9sia do Sul, atual Zimb\u00e1bue. Realizou treinamento para enfermeira no Hospital Geral de Zomba em meados dos anos 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhou na cl\u00ednica do Dr. Hastings Banda, que subiu na hierarquia pol\u00edtica do Malawi e foi presidente de 1964 a 1994, per\u00edodo no qual Kadzamira continuou a servir como enfermeira, secret\u00e1ria e recepcionista oficial, uma atividade geralmente atribu\u00edda \u00e0 Primeira dama, embora eles nunca tenham sido oficialmente casados. A posi\u00e7\u00e3o por ela ocupada garantiu-lhe imenso poder, tanto sobre as rela\u00e7\u00f5es cotidianas do governo quanto sobre favores e empregos para familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1984 Cec\u00edlia fundou a Chitukuko Cha amai M\u2019Malawi &#8211; CCAM, uma organiza\u00e7\u00e3o feminina que viria a ser utilizada para fortalecer os seus interesses, mesmo desviando fundos de assist\u00eancia provenientes do exterior e afastar l\u00edderes ambiciosos internos e externos ao Partido do Congresso do Malawi &#8211; MCP que pretendiam chegar ao poder. Sua crescente influ\u00eancia sobre o presidente fez circular rumores sobre a intimidade da rela\u00e7\u00e3o entre ambos, embora este tipo de questionamento tenha sido considerado motivo para deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde os anos 1970 Cecilia Kadzamira desempenhou um papel fundamental no estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es de Banda com os presidentes Kenneth Kaunda e Robert Mugabe, da Z\u00e2mbia e do Zimb\u00e1bue, respectivamente. Ela permaneceu ao lado de Banda desde a sua derrota na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 1994 at\u00e9 a sua morte (1997). Os familiares dele acusam-na de manipula\u00e7\u00e3o, uma vez que o ex-presidente deixou a maior parte dos seus bens para ela. Kadzamira se afastou das atividades pol\u00edticas desde ent\u00e3o, embora continue sendo muito influente dentro do MCP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>LWANDA, John Loyd. &nbsp;<strong>Kamuzu Banda of Malawi<\/strong>: a study in promise, power, and paralysis. Glasgow: Dudu Nsomba Publications, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>MGAWI, K. J. <strong>Tracing the footsteps of Dr. Hastings Kamuzu Banda<\/strong>. Blantyre: Dzuka Publishing Company, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>OCHWADA, Hannington. \u201cCecilia Tamanda Kadzamira\u201d. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). <strong>Dictionary of African Biography<\/strong>. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 258-259.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira-dama do Malawi, tamb&eacute;m conhecida como Mama (m&atilde;e da na&ccedil;&atilde;o) Kadzamira. Nasceu no Distrito de Dedza e cresceu na Rod&eacute;sia do Sul, atual Zimb&aacute;bue. Realizou treinamento para enfermeira no Hospital Geral de Zomba em meados dos anos 1950. Trabalhou na cl&iacute;nica do Dr. Hastings Banda, que subiu na hierarquia pol&iacute;tica do Malawi e foi presidente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6020,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"no","_lmt_disable":""},"categories":[1],"tags":[335],"modified_by":"ramon","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1450"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/africanas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}